Projeto Escrita Criativa — Desde 2015 reunindo pessoas que amam escrever
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Todos os anos fala-se muito sobre tendências. Mas, para quem cria — especialmente para quem escreve — elas não deveriam ser encaradas como regras rígidas ou previsões fechadas sobre o futuro. Tendências dizem menos sobre o que vai acontecer e mais sobre o que já está acontecendo.

Em 2026, elas funcionam como espelhos de estados emocionais coletivos: revelam cansaços acumulados, desejos ainda pouco formulados e movimentos de rejeição ao excesso de filtro, de perfeição, de neutralidade sem contexto. Ao mesmo tempo, apontam aquilo que as pessoas querem ver refletido nas histórias que consomem: mais verdade, mais profundidade, mais humanidade. Afinal toda tendência é uma reposta coletiva para uma pergunta maior. 

Mais do que indicar “o que está em alta”, esta postagem propõe um convite à observação do agora e à transformação desse presente em narrativa, linguagem e imaginário. Porque tendências não são regras. São fontes de inspiração, especialmente valiosas para quem escreve, constrói universos e cria sentido em meio à incerteza cotidiana. 


Fugir das telas para criar o agora

Se no período pandêmico as pessoas ficaram hiperconectadas, agora o movimento parte para o lado oposto. A ideia é se desconectar para criar conexões reais no offline. Não se trata apenas de desligar o celular, mas de usar as mãos para interagir com o mundo físico.

Provavelmente você deve ter notado, no ano passado, o aumento da procura por livros de colorir, aulas de cerâmica, crochê, tricô, bordado, pintura, desenho, lettering, colagem, culinária e dança, por exemplo. Neste ano, a tendência é que a busca por atividades fora das telas continue crescendo.

Tendo isso em mente, surge uma oportunidade de explorar o ambiente ao redor e se aventurar a testar algo novo pela primeira vez, ampliando o próprio repertório.

No mercado editorial: observa-se um aumento na procura por livros interativos e por livros que ensinam atividades manuais. Também cresce o interesse por ficções de cura e pela Cozy Fantasy, que oferecem “conforto cognitivo” e promovem, de certa forma, acolhimento emocional.

Alguns exemplos: Murdoku: 80 mistérios para resolver usando a lógica | Hirameki: Desenhe o que você vê | Um pouco do mundo todo: 100 desenhos para arriscar | Agatha Christie: mais de 100 mistérios interativos | Murdle: Volume 1 | Detetive: O Caso do Diamante Dumpleton | Desenhando letras: Um guia prático para dominar a arte de escrever à mão | Um mistério de Natal | Decidi viver como eu mesma | A loja de cartas de Seul | A doceria mágica da Rua do Anoitecer


O ano da imperfeição intencional

Em tempos de popularização do uso da IA, esta tendência surge como uma resposta direta ao excesso. Se a inteligência artificial gera textos, áudios, vídeos e imagens praticamente perfeitos, o humano se destaca pelo erro, pelo rascunho da ideia e pelo olhar criativo que guia o processo.

No mercado editorial: há uma valorização da estética zine (fanzine), especialmente entre artistas independentes. Capas com tipografia feita à mão (lettering), ilustrações em estilos como aquarela, doodle, flat, vetorial e paper cut, além de diagramações que remetem a colagens, ganham espaço.

Também é possível observar um aumento do interesse por histórias inspiradas em vivências reais ou com personagens complexos e imperfeitos, dilemas morais e conflitos que questionam o que é certo e errado.

Alguns exemplos: Uma delicada coleção de ausências | Meridiana | Canção para ninar menino grande | Uma vida e tanto | A empregada | Dom Casmurro | Emma | Quarto de despejo: diário de uma favelada


Renascimento latino e o "Brasil Core"

A cultura pop global tem voltado os olhos para a América Latina. Depois da onda coreana (K-pop e K-dramas), que ainda segue forte, cresce o interesse pela estética, energia e pelo realismo mágico latino-americano. Provavelmente você já se deparou com a frase “latina demais pra ser minimalista”, com o novo álbum do Bad Bunny ou com o Projeto Dominguinhos. São apenas alguns exemplos, mas, em tempos incertos e diante das mudanças políticas em curso, ter orgulho das próprias raízes torna-se um ato de resistência.

Voltando o olhar para o Brasil, há algum tempo o “jeitinho brasileiro” vem ganhando espaço no exterior. Seja no cinema, na moda, na literatura, na música ou na culinária, o Brasil tem se feito presente e despertado atenção.

No mercado editorial: cresce a busca por histórias que representem o país em toda a sua pluralidade. Em meio ao avanço da IA e ao distanciamento provocado pelo digital, as pessoas sentem falta de calor humano, representatividade, cor, memória e sotaque.

Como disse o ator Wagner Moura em seu discurso ao receber o Globo de Ouro de Melhor Ator:

 “O Agente Secreto é um filme sobre memória — ou sobre a falta de memória — e sobre trauma geracional. Acho que, se o trauma pode ser passado entre gerações, os valores também podem. Então isso é para aqueles que permanecem fiéis aos seus valores em momentos difíceis.”

Somos um povo criativo e cheio de histórias para contar. Que tal aproveitar esse momento para dar vida às suas ideias e mostrar que o brasileiro tem molho?

No mercado editorial: o realismo mágico e o folclore brasileiro (cangaceiros, mitos indígenas, lendas urbanas), com uma linguagem pop e contemporânea, podem ser boas apostas. Também vale explorar a nostalgia de outrora: histórias ambientadas em eras pré-smartphone (anos 90 e 2000) ganham força não apenas pela estética, mas porque exigem presença, afinal os personagens não podem resolver tudo com uma busca no Google ou com o ChatGPT.

A ficção especulativa também tende a ganhar destaque ao abordar temas atuais sob novas perspectivas. O leitor não quer apenas histórias sobre dias apocalípticos  — para isso, basta assistir ao noticiário. Ele quer saber como vamos sobreviver ao fim do mundo. Está em busca de uma dose de esperança.

Alguns exemplos: Auto da Compadecida | Torto Arado | Salvar o Fogo | Coração sem Medo | A cabeça do santo | Solitária | Bala no Alvo, Dente de Leão | A história que nunca vivemos | Garras | Feras em campo | A Sociedade das Ilhas Submersas | Ideias para adiar o fim do mundo | Memórias do cacique 

Curadoria humana e conexões reais

As pessoas estão cansadas de não saber mais o que é real e de se tornarem reféns dos algoritmos. Nesse cenário, cresce a busca pelo que é confiável. Leitores tendem a valorizar a opinião de amigos, professores, resenhas em blogs e canais especializados, com gostos semelhantes aos seus, em vez de seguir apenas os best-sellers genéricos do TikTok.

No mercado editorial: há um retorno das comunidades de nicho presenciais. Clubes do livro / de leitura que se reúnem em cafés, bibliotecas comunitárias e feiras literárias, além do fortalecimento das figuras do livreiro e do bibliotecário como verdadeiros “sommeliers de histórias”.


A busca por novas alternativas

A instabilidade da Amazon  (mudanças abruptas de regras, banimentos sem explicação clara e saturação de conteúdo gerado por IA), somada às transformações nas redes sociais, tem levado autores a buscar novas formas de monetizar seu trabalho e criar relações mais próximas com o público.

Nesse contexto, podermos ver um aumento de autores explorando a serialização, com histórias lançadas capítulo a capítulo em plataformas mobile, mas com qualidade editorial profissional, afastando-se do amadorismo comumente associado às fanfics. Também ganham espaço blogs, newsletters e grupos fechados, que oferecem mais liberdade criativa e contato direto com os leitores, além da diversificação da presença entre plataformas.

Além disso, investir na presença física, como em feiras literárias, encontros em bibliotecas, livrarias e escolas,  pode ser uma excelente alternativa para divulgar o trabalho e criar conexões reais. 

No fim das contas, falar de tendências não é sobre correr atrás do próximo “novo”, mas sobre escutar com atenção o que o presente está tentando dizer. Em um mundo acelerado, saturado de estímulos e certezas artificiais, escrever e criar,  torna-se um ato de presença, escolha e sensibilidade.

As histórias que ganham força agora nascem do contato com o real: com o corpo, com a memória, com o território, com o outro. Elas não buscam perfeição, mas verdade. Não oferecem respostas prontas, mas abrem espaço para perguntas muitas vezes difíceis, mas  necessárias.

Que 2026 seja menos sobre seguir fórmulas e mais sobre cultivar repertório, identidade e escuta. Porque, quando a criação parte do agora e se conecta com o que é vivido, nenhuma tendência passa, ela se transforma em linguagem, estilo, assinatura e permanência.




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Olá, escritores!
Ser tanto escritora, quanto leitora e produtora de conteúdo literário na internet é estar atenta ao calendário literário anual para participar de eventos, descobrir novos autores e livros e fazer conexões — sejam elas com editores e autoras, sejam elas com o público leitor. 

Sendo assim, fiz a nossa já tradicional lista de eventos literários que já sei que vão acontecer e resolvi compartilhar com vocês. Irei a todos os eventos? Não. Mas é bom tê-los no radar. Quem sabe a gente não se encontra por lá?

  • 08 a 12 de abril: FLIZN - Feira Literária da Zona Norte (São Paulo, Brasil)
  • 08 a 12 de abril: 6ª Feira Literária de Tiradentes - FLITI (Minas Gerais, Brasil)
  • 15 a 21 de abril: Feira do Livro da Bahia (Salvador, Brasil)
  • 21 a 24 de abril: Feira do Livro de Buenos Aires (Argentina)
  • 23 de abril: Noite das livrarias (São Paulo, Brasil)
  • 25 de abril a 03 de mail: 20° Festival Literário Internacional de Poços de Caldas - FLIPOÇOS (Minas Gerais, Brasil)
  • 13 a 16 de abril: Feira do Livro de Bolonha (Itália)
  • 26 de abril: Flifantasy - Festival Literário de Fantasia (São Paulo, Brasil)
  • 27 e 28 de abril: FILBO - Feira Internacional do Livro de Bogotá (Colômbia)
  • 13 a 17 de maio: Feira do Livro da UNESP (São Paulo)
  • 16 e 17 de maio: Festa Literária de Santa Teresa - FLIST (Rio de Janeiro, Brasil)
  • 21 a 31 de maio: 22º Feira do Livro de Joinville (Santa Catarina, Brasil)
  • 30 de maio a 07 de junho: A feira do livro (São Paulo, Brasil)
  • 29 de julho a 02 de agosto: Festa Literária Internacional de Paraty - FLIP (Rio de Janeiro, Brasil)
  • 05 a 09 de agosto: Flipelô - Festa Literária Internacional do Pelourinho (Bahia, Brasil)
  • 08 a 16 de agosto: 10ª Feira do Livro de Guaxupé – FLIG (Minas Gerais, Brasil)
  • 04 a 13 de setembro: 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo (São Paulo, Brasil)
  • 24 a 27 de setembro: Feira do Livro de Gotemburgo (Suécia)
  • 07 a 11 de outubro: Feira do Livro de Frankfurt (Alemanha)
  • 30 de outubro a 15 de novembro: Feira do Livro de Porto Alegre (Rio Grande do Sul, Brasil)
  • 29 de novembro a 07 de dezembro: Feira do Livro de Guadalajara (México)
  • 03 a 06 de dezembro: CCXP 2026 (São Paulo, Brasil)

Escritores e leitores, as datas estão aí para todo mundo poder atualizar o calendário. Bora?!



no cruzar de caminhos,
na esquina ao acaso,
no não sei se vou ou se fico
na janela ou no abismo:
nossos olhares se cruzam.

na juventude ou na velhice,
na hora marcada ou inexata,
no inverno seco ou no verão molhado,
no seguir a pé ou no travar do trânsito:
nossos olhares se tocam.

você com cachorro, eu com gato,
você e seu chá, eu e meu espresso,
você acordando cedo, eu indo madrugada adentro,
você amando inverno, eu preferindo verão:
nossos olhares travam.

pessoa certa na hora errada:
a vida exemplificando
que rejeição é ato de ser protegido
por algum dos deuses e seus discípulos.


💡💡💡

Sobre a autora:

Fernanda Rodrigues é uma paulistana apaixonada por gatos e café. Atualmente é professora de escrita literária, de português e de inglês, escritora, revisora, preparadora de textos, leitora crítica, palestrante e cofundadora do Projeto Escrita Criativa. De formação, é especialista em Psicopedagogia, (Anhembi-Morumbi), em Docência em Literatura e Humanidades (FMU) e em Formação de Escritores e Produção e Crítica de Textos Literários (ISE Vera Cruz), além de ser bacharel e licenciada em Letras — Português/Inglês (USJT) e pós-graduanda em Revisão de Textos (FMU). É autora dos livros de poesia A Intermitência das Coisas: sobre o que há entre o vazio e o caos (2019) e Rasgos dentro da minha própria pele (2022), ambos publicados pela Editora Litteralux (antiga Penalux), de La intermitencia de las cosas: sobre lo que hay entre el vacío y el caos (2024), publicado pela Caravana Editorial e do didático Narrativas Digitais: narro, logo existo! Registrar o meu mundo e construir histórias (2021), lançado pela Fundação Telefônica Vivo. É 3º lugar no Prêmio SESC Crônicas Rubem Braga (2017) e tem textos em diversas antologias. Também escreve no site Algumas Observações, no ar desde junho de 2006.

💡💡💡

Sobre o texto:

Texto escrito a partir da proposta do Vivenciando a Escrita,
cujo tema de março de 2026 é pessoa certa na hora errada.
Para saber os outros temas e como participar, clique aqui.

Este texto foi escrito e publicado originalmente no site Algumas Observações,
da nossa cofundadora, Fernanda Rodrigues.


Como Escrever Histórias, de Raoni Marqs, é um guia prático para quem deseja aprimorar a arte de contar histórias. Publicado originalmente de forma independente em 2016, o livro ganhou uma nova edição pela Editora Seguinte em 2025, que é a versão utilizada nesta resenha. Ao longo da obra, o autor nos convida a embarcar em uma jornada para descobrir os segredos milenares da escrita de maneira leve e divertida.

Com exemplos retirados do cotidiano e da cultura pop, Raoni demonstra como as técnicas narrativas são aplicadas na prática e como podem nos ajudar a organizar ideias, sem nos prender a fórmulas engessadas ou cair no lugar-comum. A proposta é aprender as regras de forma acessível para, posteriormente, saber quebrá-las de maneira criativa, entregando histórias que surpreendam positivamente o leitor.


O livro é dividido em duas partes principais.

Na Parte 1, intitulada “Várias coisas”, o autor aborda os fundamentos da criação de histórias, passando por tópicos essenciais como:

  1. conceito;
  2. trama;
  3. logline;
  4. tema;
  5. construção de personagens (herói e vilão).

Nessa etapa, Raoni destaca a importância de definir com clareza a ideia central da história e de encontrar o gênero mais adequado antes de avançar para os próximos passos do processo criativo.


Escrever é muito mais fácil do que planejar uma história. Decidir o que acontece, por que acontece e quais os elementos que compõem a trama é o verdadeiro desafio. 


Já a Parte 2, chamada “Estruturas”, é dedicada à organização narrativa propriamente dita. Nela, o autor apresenta modelos e ferramentas clássicas para estruturar uma história, como a estrutura de três atos e a famosa jornada do herói, além de outras abordagens criativas.

Ao longo dessa parte, Marqs se esforça para manter as explicações o mais simples possível, recorrendo, por exemplo, a piadas para demonstrar como funcionam os mecanismos de uma história. Essa escolha torna o conteúdo mais acessível e ajuda o leitor a compreender conceitos complexos de forma prática e bem-humorada.


Vale destacar também que o livro conta com diversas ilustrações divertidas, feitas no estilo de rabiscos, que ajudam a reforçar o tom leve da obra. Entre elas, há inclusive um personagem recorrente que pode lembrar, ainda que de leve, o famoso “cara de bigode” personagem que vire e mexe rouba a cena aqui no Projeto. 😅

Sem dúvidas, Como Escrever Histórias é um excelente ponto de partida para quem deseja dar os primeiros passos na escrita. Um guia que pode ser revisitado diversas vezes e que nos lembra que escrever pode, e deve ser uma atividade divertida.





Livro: Como escrever histórias
Autor: Raoni Marqs
Editora: Seguinte
Páginas:  206
Sinopse: Neste guia definitivo para vencer a página em branco, Raoni Marqs mostra que todo mundo pode criar uma boa história. Você teve uma ideia, sentou para escrever e no fim das contas não saiu nada? Por onde começar sua história? Em que gênero ela se encaixa? O que é importante numa narrativa? E como organizá-la da melhor forma?
Calma! Você encontrou o livro certo para te ajudar com essas e muitas outras dúvidas. Com exemplos práticos, referências da cultura pop, milhões de ilustrações, um humor curioso (mas muito eficaz!) e empatia pelos erros que você pode (e vai!) cometer, esse livro vai te pegar pela mão e mostrar, passo a passo, como botar sua ideia no papel.


Nós do Projeto Escrita Criativa queríamos compartilhar as nossas metas literárias para este ano de 2026, para começar o ano animadas, organizadas e também convidar vocês a fazerem o mesmo. Às vezes colocar as nossas metas no papel as tornam mais reais do que somente no pensamento, além de ser um recordatório para cumpri-las.

Vamos lá!

Metas de Escrita

Ane

Para as minhas metas de escrita, não pensei em nada muito ambicioso. São elas:

  1. Finalizar o projeto secreto com as meninas;
  2. Escrever todos os temas do Vivenciando a Escrita 2026;
  3. Tentar escrever todos os dias do Escrevembro (no ano passado foram 14 de 30);
  4. Revisitar projetos antigos e tentar concluir pelo menos um deles;
  5. Escrever no blog pelo menos uma vez por semana.

Ayumi

Estas são as minhas metas de escrita para este ano:

  1. Terminar de escrever o projeto secreto com as meninas;
  2. Terminar Grace e o Espelho;
  3. Ter pelo menos dois posts novos por mês no blog;
  4. Participar de concursos literários;
  5. Escrever os temas do Vivenciando a Escrita.

 

Fernanda

Tenho 7 metas de escrita para 2026. São elas:
  1. Terminar de escrever o projeto secreto com a Ane e com a Ayumi (vem coisa legal no Projeto Escrita Criativa);
  2. Terminar de revisar o meu terceiro livro de poesia;
  3. Definir um nome para o terceiro livro de poesia e se vou querer publicá-lo (meu editor está me cobrando isso!);
  4. Escrever no diário todos os dias;
  5. Publicar no blog todos os domingos. Espero conseguir fazer os 52 posts. (Em 2024 eu fiz 33 de 52; já em 2025, esse número subiu para 38. Será que em 2026 eu finalmente bato essa meta?);
  6. Escrever os temas do Vivenciando a Escrita;
  7. Participar de concursos literários.

 

Metas de Leitura

Ane

Já quando o assunto é leitura, as metas ficam um pouco mais ousadas 😅:
  1. Ler  pelo menos 24 livros nacionais;
  2. Ler mais obras de autores de outras nacionalidades. No ano passado foram 8 países, incluindo o Brasil, quem sabe chegar a 10 este ano?
  3. Ler 12 livros físicos. Nos últimos anos, percebi que a maior parte das minhas leituras foi em formato digital, e os poucos livros físicos que li faziam parte de um clube do livro do qual participo. Então, neste ano, a meta é ler pelo menos um livro físico por mês;
  4. Ler livros esquecidos na estante. Também quero priorizar leituras fora do “hype” e encaixar, nas metas anteriores, livros que já tenho, mas que por algum motivo ainda não li;
  5. Finalmente terminar "Os E-mails de Holly". São 770 páginas, das quais já li 126. Será que este ano vai?

Ayumi

Isso é difícil porque no ano passado li, porém sinto que não estou tendo tanto tempo para ler como gostaria. A meta é manter um ritmo legal de leitura e voltar a ler de maneira mais regular. Então vamos lá!

  1. Ler mais livros esse ano, incluindo os de psicologia que tenho pendentes em casa.
  2. Terminar os livros que deixei pela metade.

 

Fernanda

Eu tenho apenas 3 metas de leituras pra este ano:
  1. Fazer mais registros das minhas leituras, seja nas resenhas, seja nos vlogs pro canal.
  2. Ler mais livros da minha estante;
  3. Terminar de ler os livros que comecei e ficaram pelo caminho.

Sei que as metas de escrita já ocuparão boa parte do meu tempo e quero seguir gentil com as minhas leituras. Ano passado, já estava tratando as minhas metas de leitura com essa pegada e me vi surpresa por ter lido 20 livros ao longo do ano (considere que eu viajei, fiquei doente e trabalhei demais no meio desse caminho). Ficarei satisfeita se continuar nessa toada, até porque eu já leio muita coisa extra por conta do meu trabalho como professora de escrita e como leitora crítica e revisora de textos e dos meus estudos de pós-graduação.

 

Deixe aqui nos comentários se você tem alguma meta literária para este ano ou se quiser também compartilhar alguma leitura que está ansioso/a para fazer este ano!



Olá, escritores!

Depois de um período de férias e de planejamento, nossa equipe está muito feliz de estar oficialmente de volta. YAY! 😁 

Apesar de já termos o post do Vivenciando a Escrita (você pode lê-lo aqui), este post é para dar o pontapé oficial do ano e explicar o que vai acontecer no Projeto Escrita Criativa em 2026. Bora lá?


Programação do nosso site


  • Teremos artigos publicados no nosso site todas às quartas-feiras, às 18h (horário de Brasília);
  • Uma vez por mês, publicaremos uma resenha e uma produção literária escrita por uma de nossas cofundadoras com o tema vigente do Vivenciando a Escrita.
  • Caso vocês queiram sugerir algum tema, pode nos escrever no formulário de contato. As sugestões serão consideradas, mas isso não significa que todos os temas indicados serão necessariamente trabalhados ou serão abordados imediatamente.
  • Se vocês quiserem entrar para a estatística do Projeto, podem responder ao nosso Mapeamento de Escritores. 

Em 2026, nós suspendemos o recebimento textos da nossa comunidade. Entretanto, vocês podem continuar compartilhando as suas produções do Vivenciando a Escrita em seus sites e suas redes sociais.



Programação do nosso canal do YouTube

Que tal se tornar membro do canal?

  • Se você ainda não for inscrito no canal, pode fazer isso clicando aqui. Inscreva-se e ative as notificações para não perder nada!
  • Habilitamos a área de membros. Para que você tenha acesso a conteúdo exclusivo, clique em Seja Membro, para fazer parte da nossa floresta criativa e saber quais são os benefícios para cada faixa de apoio. Há quatro opções de apoio. Temos certeza que uma delas funciona para cada um de vocês!
  • Teremos vídeos publicados semanalmente no nosso canal, todos os domingos, às 16h (horário de Brasília);
  • Periodicamente, faremos lives — seja para trazer convidados, seja para apresentar projetos esporádicos. Cada live ficará disponível gratuitamente por uma semana. Depois desse período, o acesso passa a ser exclusivo apenas para membros. Para saber a data de cada live, acompanhe a nossa programação aqui no site e nas nossas redes sociais (todos os links estão aqui).
  • Além do apoio sendo membro, superchat e o Valeu também estão habilitados lá no canal, para quem preferir apoiar Projeto de outra forma.


Nossas redes sociais

Fiquem de olho na aba Comunidade do nosso canal do YouTube, no nosso Instagram e no nosso canal do Telegram. Além aqui do site, esses são os lugares que recebem as atualizações em primeira mão do que está acontecendo no Projeto Escrita Criativa. 

Para nos acompanhar em todas as nossas redes sociais, acesse nosso linktree. 


Por fim

Desejamos que cada um de vocês tenha um excelente 2026, muito criativo, cheio de escrita e de publicações! Vem com a gente nessa, vem!


Olá, escritores! 
Um novo ano se apresenta diante de nós como um caderno em branco, cheio de possibilidades, histórias e descobertas, apenas esperando que comecemos a dar vida a novas memórias e a escrever os próximos capítulos. Que este ano seja um convite à coragem de escrever, ao prazer de criar e à liberdade de explorar novos caminhos pela escrita. Sendo assim, sejam bem-vindos ao Vivenciando a Escrita 2026. Que os temas propostos aqui acompanhem vocês ao longo de todo o ano, inspirando e ajudando a lidar com os possíveis bloqueios que possam surgir pelo caminho.

O que é o Vivenciando a Escrita?

O Vivenciando a Escrita é um convite para que vocês se aventurem em uma jornada criativa a partir de temas mensais propostos por nossa equipe. Cada participante tem total liberdade para interpretar os temas e desenvolver sua escrita da forma que preferir, estabelecendo ou não conexões com outras artes.

Como participar?

É bem simples! Basta escrever com base no tema referente a cada mês. Vocês podem compartilhar seus textos nas suas redes sociais, blog ou em qualquer outro lugar que desejar. Caso queiram guardar pra si, tudo bem também, o importante é manter a escrita em movimento. 

Liberdade para criar:

  • A cada mês um novo tema: abaixo vocês encontram lista com todos os 12 temas para já irem pensando no que escrever;
  • Escolham o gênero textual que mais lhes agradam e explorem o tema do mês com total liberdade;
  • Cada mês, uma nova oportunidade para expandir seus horizontes literários;
  • Retomem temas anteriores, caso tenham perdido algum mês, e completem suas jornadas.



Lista de temas 

  1. Fevereiro: A última noite
  2. Março: Pessoa certa hora errada
  3. Abril: Mentiras que contamos
  4. Maio: Relicário
  5. Junho: Maçã do amor
  6. Julho: O outro lado
  7. Agosto: Fora de controle
  8. Setembro: Beleza oculta
  9. Outubro: Quando as luzes se apagam
  10. Novembro: Um dia de sol
  11. Dezembro: Véspera
  12. Janeiro: Tudo aquilo que deixamos para trás




Depois da escrita

Descansem, voltem e revisem:

Depois de terminar de escrever, deixem seus textos descansando por alguns dias. Este distanciamento é importante para o momento da revisão. Com um olhar mais fresco, vocês conseguirão encontrar possíveis erros com maior facilidade. Ao revisar, procurem por falhas na continuidade, erros de digitação, de ortografia e de gramática. Caso tenham dúvidas, consultem um dicionário ou os posts da parte Aprimoramento Textual, do nosso Comece Aqui.

Compartilhem suas histórias:

Tão bom quanto escrever é compartilhar! Esta parte da proposta não é obrigatória, mas é recomendável.

  • Publiquem seus textos em seus blogs, em uma newsletter, site e/ou redes sociais, inspirando a comunidade.  Além disso, podem enviá-lo para revistas literárias e antologias;
  • Incluam o link do projeto ou um de nossos banners para ampliar a visibilidade;
  • Participem da conversa e usem a hashtag #vivenciandoaescrita para conectarem-se com outros autores;
  • Quando abrirmos as inscrições, vocês podem inscrever os seus textos para participar da próxima antologia do Projeto Escrita Criativa. (ATENÇÃO: as inscrições ainda NÃO estão abertas. Continuem nos acompanhando para saber de futuros editais).

Sejam parte da comunidade:

  • Marquem-nos nas redes sociais e divulgue suas histórias;
  • Juntem-se a nossa comunidade que reúne pessoas que amam escrever via nossas redes sociais: YouTube, Instagram, Threads, X (ex-Twitter), Pinterest, Grupo no Facebook e Página no Facebook.

Despertem a criatividade a cada mês com temas cuidadosamente pensados para exercitar a escrita.


Salve essa imagem para consultar!


Esperamos que vocês se inspirem nos temas deste ano e que possam  criar histórias incríveis com eles! 

Lembramos que o link deste post está em destaque tanto no menu do nosso site em: Como participar > Escreva: Vivenciando a Escrita, quanto no banner na lateral do nosso site. Assim, vocês podem consultá-lo com facilidade ao longo do ano. 😉

Desejamos a todo mundo bom trabalho!


Você também pode gostar: Vivenciando a Escrita 2025 | Vivenciando a Escrita 2024

Olá, escritores! 
Sejam bem-vindos à retrospectiva do Projeto Escrita Criativa.
2025 foi muito feliz para nós, já que foi o ano em que comemoramos 10 anos! YAY! 🎉🎈 Inclusive, teve até vídeo no nosso canal, que olha para os detalhes desta nossa primeira década. Se você ainda não viu, clique aqui e dê o play. Sendo assim, a gente não pode deixar de olhar para trás antes de pensar o futuro. Bora olhar para o PEC Wrapped?

PEC Wrapped:

Vlog de comemoração dos 10 anos do Projeto.

  • 1 comemoração de aniversário com 2/3 da equipe juntas, no presencial: 10 anos do Projeto com o encontro da Ayumi com a Fernanda;
  • Aliás, 2025 foi o ano record de encontros entre a Ayumi e a Fernanda, três rodadas no total: duas em São Paulo e uma em Buenos Aires.
  • No canal do YouTube tivemos 18 vídeos e a estreia dos vlogs. Vocês gostaram deles? 
  • Já aqui no site tivemos 45 artigos publicados.
  • No Instagram, finalmente tivemos a função de canal liberada. Agora vocês podem receber as nossas informações por lá também, basta entrar no canal.
  • E por falar no Instagram, passamos da marca de 4 mil seguidores!!!! 🎉Se vocês nos seguem, muito obrigada! Se ainda não, está esperando o quê? Clique aqui para seguir!
  • Já no YouTube, nossa comunidade cresceu para mais de 13500 inscritos! 🎉 É uma honra ter vocês por lá também. 
  • Foi ainda neste ano que começamos a mapear a nossa comunidade. Aliás, vocês já responderam ao nosso mapeamento? Se não, nos ajude nessa missão respondendo aqui.
  • Novembro chegou e como estávamos órfãs do NaNoWriMo, resolvemos criar o Escrevembro, o nosso desafio diário de escrita no mês de novembro. Foram 30 dias, 30 palavras e inúmeras possibilidades, com parte da nossa comunidade compartilhando tudo lá no Instagram (para quem quiser ler os textos, basta acessar o Escrevembro nos nossos destaques 😉).

Fora tudo isso, o vídeo mais visto no nosso canal é o que mostra o Unboxing dos recebidos da nossa loja do Projeto e o post mais lido foi o Melhores fontes para o seu livro e direitos de uso. 


Retrospectiva da nossa equipe:

Fê e Ayu em São Paulo e Buenos Aires.
Maio, setembro e novembro de 2025.

  • Como dissemos, a Ayumi veio ao Brasil duas vezes, e a Fernanda foi a Buenos Aires uma vez.
  • A Fernanda teve um poema publicado na antologia Terra, do selo Off-Flip;
  • A Ane publicou o seu primeiro livro, Para onde foram as borboletas?, na Amazon. 
  • A Ayumi teve seu conto "Gochisou" lançado na antologia do prêmio Bunkyo. Ela conheceu os outros autores da antologia e autografou livros. Depois, ela lançou o conto de forma independente na Amazon. Vocês podem conferir aqui.
Publicações das cofundadoras do Projeto em 2025.



Recados do Projeto

Com a proximidade do fim do ano, deixamos alguns recados sobre o funcionamento do Projeto. São eles:

  • Vivenciando a Escrita: já no começo de fevereiro soltaremos, como é tradição, a lista com os temas mensais do Vivenciando a Escrita. Um ano recheado de ideias para escrever e soltar a criatividade. 
  • Nossas férias e nosso planejamento: nossa equipe deixará o conteúdo do Vivenciando a Escrita programado para não deixar ninguém na mão. Entretanto, tiraremos um tempo offline para descansarmos e para planejarmos o ano. Voltaremos com a nossa programação semanal a partir da primeira semana de março (como sempre, todas às quartas-feiras, às 18h).

Por fim, desejamos a todos um feliz Natal e um ano de 2026 repleto de saúde, de amor, de criatividade e de publicações! 

 

Olá, escritores!

Hoje trazemos para vocês uma entrevista muito especial com a Nina Quadrelli, dona da Editora Fantástica. Venha conhecer mais sobre como tudo começou!

Projeto Escrita Criativa: Como surgiu a ideia de criar uma editora dedicada ao gênero fantasia?

Nina Quadrelli: Partiu de um gosto pessoal num primeiro momento. Quando a ideia de abrir a editora surgiu, logo recorri ao gênero que mais gostava na literatura e com o qual eu poderia contribuir. Depois, aí já com uma avaliação mais técnica, vi que fantasia tinha uma tendência de crescimento e sempre teve muita gente produzindo material aqui no Brasil. Assim, não foi difícil decidir de qual nicho seria a minha editora!



PEC: Quais foram os maiores desafios para transformar essa ideia em realidade?

N: Por incrível que pareça, abrir uma editora é muito fácil. Uma MEI com um CNAE de edição de livros já pode ser uma editora, por exemplo. E posso dizer que tive muita sorte nesse processo de abertura. Consegui uma mentoria com a Flávia Iriarte, do Carreira Literária, e com o Guilherme Tolomei. Sendo assim, ainda que não tivesse muita experiência em como montar uma editora, eles me ajudaram muito. Para variar, a parte financeira é a mais difícil. Comecei com poucos recursos e nenhum título para o catálogo, mas com uma ideia boa o suficiente para atrair várias autorias interessadas em publicar e, assim, pude começar.

 

PEC: Você se lembra do primeiro livro que publicaram? O que ele representou para a editora?

N: Essa boa ideia da resposta anterior foi a Antologia Hotel Fantástico. Um edital simples e temático para contos, aberto para quem quisesse participar e com publicação gratuita e premiação em dinheiro para o melhor conto. Foram mais de 130 inscrições na primeira edição, o que considero um sucesso absoluto. A ideia foi tão bem aceita que foram publicadas 3 edições: Hotel Fantástico 2022, 2023 e 2024. Nada mais é um livro de 20 contos, escritos por 20 pessoas diferentes com a temática do hotel. Uma das principais regras é que o título seja o número do quarto em que a história do conto está relacionada. Dessa forma, o livro vira uma experiência de hospedagem, em que leitores e leitoras podem explorar a nossa edificação mágica ao abrir a porta dos quartos.

Essa iniciativa marcou a minha maior intenção com a editora: abrir oportunidades de publicação para pessoas diversas, e muitas vezes inexperientes, com o sonho de estarem em uma editora. A avaliação era feita sem julgamento de quem eram essas pessoas, em que lugar do país moravam, quantos seguidores tinham ou como se identificavam. Claro, depois, colocamos mais uma regra sobre o uso de IA na escrita, o que era proibido. Além disso, a Antologia Vale Fantástico surgiu a partir do Hotel, porém voltada a criar um ambiente seguro e de oportunidade ainda mais direcionada para a comunidade LGBTQIAP+ que, mais uma vez, foi muito bem aceita e valorizada.


PEC: Qual era o cenário do mercado editorial de fantasia quando vocês começaram, e como ele mudou desde então?

N: A Fantástica começou em 2022, logo depois de uma pandemia. A fantasia estava em crescimento, visto que muita gente tinha mergulhado nesse gênero para fugir um pouco da realidade que vivíamos naquele momento. Era um espaço muito masculino e heterossexual (não que ainda não seja), porém, a diversidade de nomes e temáticas aumentou bastante nos últimos anos. Espero ter contribuído para isso também. A romantasia foi um subgênero que tomou todas as atenções, o que foi uma novidade. Como tudo, agora está menos em evidência e o mercado aguarda a próxima febre.

 

PEC: O que, na sua visão, faz da fantasia um gênero tão poderoso e duradouro?

N: Quem não gosta de viajar na batatinha? A fantasia é um gênero que permite que absolutamente tudo seja possível. Você quer ter asas e voar? Pode. Quer ter poderes mágicos? Pode. Ser outra criatura de outro mundo? Pode. E o que é mais mágico nisso tudo é que, ainda assim, como qualquer outra narrativa, estamos falando de nós, das nossas questões e do nosso universo. As pessoas não vão deixar de sonhar nem de refletir e a fantasia abre espaço para que façamos isso de uma maneira lúdica, divertida, assustadora ou encantadora. A gente que escolhe.

 

PEC: Quais elementos você acredita que tornam uma história de fantasia realmente envolvente?

N: Acredito que a coesão entre personagens e mundo. Principalmente, quando a gente fala de outros universos e criaturas, isso precisa fazer sentido. Ainda que se tenha uma premissa muito interessante, com uma construção fraca ou desconexa fica mais difícil mergulhar profundamente naquela história e “comprar” a jornada.

 

PEC: Você acha que a fantasia ainda sofre algum tipo de preconceito no mercado literário brasileiro?

N: Sim, mas bem menos do que antes. Ainda há uma resistência de forma geral, mas como muitos nomes surgiram e ganharam força nos últimos tempos, principalmente, por meio das redes sociais e desse contato direto autor(a)-leitor(a), as pessoas ficaram mais abertas a conhecerem essas obras. Além disso, os livros brasileiros ficaram tão visualmente bonitos quanto os estrangeiros, o que já chama atenção. Dessa forma, a qualidade tem sido cada vez mais reconhecida e as autorias brasileiras abraçadas pela comunidade leitora.

 

PEC: Como é o processo de escolha dos originais que chegam até vocês?

N: A princípio, eram as inscrições pelos editais do Hotel e Vale Fantástico. Depois dessas autorias serem selecionadas e o livro publicado, havia uma votação com a comunidade da editora (que chamei de Coven) e montávamos um top 5 e um top 3 de melhores contos, respectivamente. As autorias selecionadas apresentavam um projeto para editora, via book proposal ou pitch, e nós escolhíamos quais gostaríamos de publicar. É um modelo não convencional, porém era o que conseguíamos dar conta de avaliar e responder. Até montamos um formulário de envio de originais e recebemos alguns, porém até livros que não eram de fantasia foram enviados e decidi encerrá-lo. Trabalhar com as nossas próprias autorias era uma forma muito mais segura e eficiente, além de ajudar a construir ainda mais a carreira de quem já estava com a gente. A partir disso, formamos um Laboratório com os projetos escolhidos, onde trabalhamos de forma coletiva: autorias e equipe da Fantástica.

PEC: Que tipo de história chama sua atenção logo nas primeiras páginas?

N: Acho que é mais pela sensação que causa do que por um tópico específico. Pode ser estranhamento, divertimento ou um acontecimento muito marcante que faz a gente querer saber mais. Particularmente, não sou fã de fantasia muito violenta e, por isso, acabei construindo um catálogo mais otimista. No entanto, para além disso, um início mais envolvente ganha mais minha atenção.

 

PEC: Quais são os maiores desafios ao editar obras de fantasia, especialmente no equilíbrio entre criatividade e coerência de mundo?

N: Posso dizer que é ficar atenta aos detalhes. Principalmente, se estamos falando de um mundo diferente e outras criaturas. Conferir se os nomes estão corretos e se as características de lugares e personalidades são coerentes ao longo do livro. No caso da Fantástica hoje, temos mais narrativas de baixa fantasia ou fantasia urbana, portanto, não tive grandes problemas em lidar com edições muito incisivas de mundos absurdos.

Em todo caso, é muito legal a autoria ter um dossiê ou ficha com todos os lugares e personagens daquela história para não se perder.

 

PEC: Como vocês trabalham a parte visual capas, mapas, ilustrações, que são tão importantes nesse gênero?

N: Nós sempre contratamos pessoas para fazer as ilustrações. Todos os nossos livros, incluindo as antologias, são ilustrados. No caso dos dois volumes do Vale Fantástico, as ilustrações internas foram feitas por artistas da comunidade LGBTQIAP+ e essa foi uma escolha consciente. Nos demais livros, escolhemos o estilo a partir de um banco de dados de portfólios de diversos artistas que temos na editora.

 

PEC: Que tipo de autor ou autora vocês buscam/costumam publicar?

N: Autorias brasileiras e contemporâneas. Damos mais valor a alguém engajado e muito apaixonado pelo seu projeto do que a alguém só com muitos seguidores em alguma rede social. Além disso, alguém que mostre ser uma parceria para editora, disposto a colaborar com o nosso processo de trabalho.

PEC: Como a editora apoia novos escritores de fantasia no Brasil?

N: Acredito que não cobrar para publicar já é um grande incentivo. Além disso, os editais foram uma porta de entrada para muitas autorias em início de carreira.

 

PEC: Vocês percebem um crescimento no público leitor de fantasia nacional nos últimos anos?

N: Sim, especialmente depois da pandemia e da popularização de séries audiovisuais fantásticas e outros livros que misturam a fantasia tradicional com um conteúdo mais adulto.

 

PEC: Como você enxerga o futuro da fantasia no Brasil, tanto em termos de leitores quanto de autores?

N: As pessoas sempre vão escrever fantasia, até mesmo quando elas nem têm tanta noção de que estão fazendo isso. A América Latina inteira é quase um grande realismo mágico. Portanto, acredito que a produção desse gênero vai ser constante e eterna. Sobre leitores, é mais difícil dizer, ainda mais em tempos em que o mercado luta contra uma perda hemorrágica de pessoas que leem. A última pesquisa do Retratos da Leitura mostrou isso. Sendo assim, o trabalho precisa estar mais focado em (re)conquistar o gosto pela leitura das pessoas se a gente quiser ter um futuro cheio de leitores.

 

PEC: Como o digital (e-books, redes sociais, booktok) tem influenciado o trabalho da editora?

N: Nós trabalhamos com o e-book desde o início. Inclusive, ele foi o nosso primeiro formato, antes do impresso. Hoje, todos os livros do catálogo têm a sua versão digital. Dois deles têm até a versão audiolivro. No caso das redes sociais, é quase impossível não estar em alguma delas hoje em dia. Sendo assim, a criação de conteúdo é parte do trabalho normal da editora, não só em épocas de lançamento ou descontos.

 

PEC: ⁠Qual a diferença de editar livros físicos e e-books?

N: A edição em si não muda, afinal, trabalhamos com o mesmo arquivo de texto. Na verdade, todo o processo segue o mesmo até o ponto da diagramação. A versão física tem mais liberdade de quais elementos colocar, já a versão digital é bem mais limitada, mas, ainda assim, dá para fazer livros bonitos e agradáveis de ler.

 

PEC: Se pudesse dar um conselho para quem sonha em publicar fantasia, qual seria?

N: Acredito que o básico é ter uma boa premissa. A gente pode investir muito em marketing e divulgação etc., mas se a nossa narrativa não for boa em algum ponto, fica muito mais difícil de sustentar. Ter uma história completinha, bem escrita, com um mundo coeso e coerente e bons personagens é o caminho para qualquer pessoa publicar qualquer gênero, mas, principalmente, na fantasia que a gente pode cair na armadilha de encontrar “recursos fáceis” para resolver os problemas. Fora o livro, a construção de uma comunidade é a chave. Você precisa ter pessoas que gostem do tema que você escreve e da forma que você constrói as suas narrativas. Com isso forte, dá para publicar independente com mais segurança e até fica mais fácil de encontrar uma editora disposta a apostar em você. Aqui, não é necessariamente sobre um número de seguidores, mas fãs daquilo que você faz.

 

PEC: Antes de fundar a editora, qual era a sua relação com o mundo dos livros e da fantasia?

N: Minha mãe sempre lia para mim quando eu era pequena. Depois de alfabetizada, continuei lendo. Não de forma tão assídua, mas constante. As histórias de fantasia sempre foram as minhas preferidas, fossem por fábulas de livros infantis, gibis ou os filmes de princesas e os da Barbie. Minha adolescência foi mais marcada pelos mangás. Depois de adulta, voltei a ler mais livros e a me aventurar em outros gêneros, inclusive a não-ficção.

 

PEC: Que livros, autores ou histórias marcaram sua vida e inspiraram seu trabalho no universo editorial?

N: Essa pergunta é sempre difícil de responder porque acho uma tarefa árdua especificar alguns. No entanto, sem dúvida, os gibis da Turma da Mônica foram uma grande porta de entrada. A fantasia sempre esteve lá. Outras obras importantes foram O Circo da Noite, de Erin Morgenstern, e a trilogia das Peças Infernais, de Cassandra Clare. Tenho uma vaga sensação de ter entendido que gostava de fantasia como gênero literário ali. Por fim, acho que não tenho uma obra específica que eu olhei e pensei “quero fazer isso aqui também como editora”, sempre foi uma coisa mais fonte de vozes da minha cabeça, o que não deixa de ser uma grande mistura das mais diversas referências que tenho dentro de mim.

 

PEC: Algo a acrescentar?

N: Gostaria de agradecer pelo convite e dar os parabéns pela iniciativa deste projeto de vocês!


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