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Olá, escritores!

Publicar um livro nunca foi tão acessível. Com plataformas digitais, impressão sob demanda, redes sociais e novas possibilidades de divulgação, autores independentes encontram hoje caminhos que permitem colocar uma obra no mercado sem necessariamente depender de uma grande editora.

Porém, publicar é apenas uma parte do processo. Em um mundo que cobra cada vez mais produtividade e performance, é comum que quem está começando pule algumas etapas e cometa pequenos erros que podem passar despercebidos aos olhos do autor, mas que, para leitores atentos, são capazes de comprometer a percepção sobre o valor da obra. E isso pode prejudicar tanto a conquista de novos leitores quanto, consequentemente, as vendas.


Leia também:  7 pensamentos errados de escritores iniciantes

1. Publicar antes de o livro estar pronto

Um dos erros mais comuns entre autores iniciantes é confundir a conclusão do manuscrito com a conclusão do livro.

Leitura crítica, preparação de texto (copydesk), revisão, ilustração ou fotografia, diagramação e capa são algumas das etapas que podem fazer parte desse processo. Em determinados projetos, há também a necessidade de uma leitura sensível; em outros, contar com leitores beta pode ajudar a revelar possíveis problemas e mostrar como a obra funciona diante do público-alvo.

Como é possível perceber, existem várias etapas entre o processo de escrita e a publicação. Porém, muitos escritores desconhecem esse fluxo ou acabam pulando algumas fases para reduzir custos.

E, embora economizar seja uma preocupação legítima para quem está começando, é importante entender que determinadas etapas não são meros detalhes: elas contribuem diretamente para a experiência de leitura e para a percepção de profissionalismo da obra.

Inclusive, em breve vai ao ar um post falando sobre os processos editoriais e a importância de seguir corretamente a ordem desse fluxo de trabalho.


Leia também: Desvendando a Anatomia do Livro: Um Guia para iniciantes | Diagramação de livro | Registro de obra - Biblioteca Nacional | 


2. Criar uma capa amadora

Dizem que não devemos julgar um livro pela capa. Mas, se a primeira impressão é a que fica, talvez seja melhor olhar para esse elemento com um pouco mais de atenção — sem jamais esquecer que um livro é muito mais do que sua aparência.

Afinal, antes mesmo de ler a sinopse, o público lê a capa.

Para o autor, a imagem pode representar exatamente aquilo que imaginou enquanto escrevia. Para o leitor, entretanto, ela funciona também como uma espécie de sinalização sobre o que esperar da obra: romance, fantasia, suspense, ficção científica, poesia, terror ou outro gênero.

Uma capa que não comunica adequadamente a proposta do livro pode atrair o público errado ou afastar justamente quem teria interesse pela obra.

E, quando falamos em uma capa amadora, não estamos necessariamente falando de uma produção simples ou de baixo orçamento. O problema está quando a solução visual não conversa com o público-alvo, não consegue transmitir a essência da história ou apresenta problemas de execução, como falhas na hierarquia das informações, contraste insuficiente, escolhas tipográficas que prejudicam a leitura ou elementos visuais que competem entre si.

Há ainda uma questão que ganhou força nos últimos anos: o uso de inteligência artificial generativa. Embora a tecnologia possa fazer parte do processo de muitos profissionais, uma parcela dos leitores demonstra não possuir interesse em  capas ou ilustrações percebidas como produzidas por IA. Para determinados públicos, essa escolha pode afetar a percepção de valor e até a decisão de compra.

Uma boa capa compreende as expectativas visuais do gênero e sabe utilizá-las de maneira estratégica, trazendo também um elemento capaz de fazer a obra se destacar em meio a tantas outras, sem abrir mão da identidade do autor e da história.


Leia também: 5 dicas de ouro ao fazer capa de livro | Como revelar a essência da sua história através da capa | Como a psicologia das cores pode ajudar na hora de vender sua história | Aprenda a fazer uma capa de livro | Melhores fontes para o seu livro e direitos de uso


3. Criar uma sinopse que conta pouco  ou conta demais

A sinopse precisa despertar curiosidade, mas também não pode deixar o leitor completamente no escuro.

Um dos problemas comuns é apresentar uma descrição confusa ou tão genérica que poderia servir para dezenas de outros livros e, inclusive, provavelmente você já deve ter tido uma experiência assim.

Outro erro é revelar acontecimentos importantes, eliminando justamente o fator surpresa e a curiosidade que deveriam levar o leitor a querer descobrir o restante da história.

Uma boa sinopse apresenta o conflito, estabelece o tom da obra e mostra por que aquela história merece atenção. O objetivo não é resumir o livro inteiro, mas convencer o leitor de que vale a pena abrir a primeira página e continuar lendo.


Leia também: Como conquistar o leitor na primeira frase do texto?


4. Tentar agradar todo mundo

Há histórias que só você pode contar. Porém, na ânsia de fazer o livro dar certo, existe o risco de o autor se perder em meio às tendências, às expectativas do mercado e à necessidade constante de aprovação.

Nesse primeiro momento, é importante alinhar expectativas e estabelecer metas realistas. Nem sempre o objetivo precisa ser transformar o primeiro lançamento em um best-seller. Pode ser mais importante conquistar os primeiros leitores, entender quem realmente se identifica com a obra e começar a construir uma base sólida.

Eventos como o Encha seu Kindle, por exemplo, podem ser oportunidades interessantes para autores independentes ampliarem seu alcance e encontrarem novos leitores.

Conhecer o próprio público permite escolher melhor onde divulgar a obra, como apresentá-la e quais leitores têm maior probabilidade de se identificar com ela.

Isso não significa escrever seguindo uma fórmula ou abandonar a própria identidade em nome do mercado. Pelo contrário: significa entender para quem aquela história pode fazer sentido com base na mensagem que você deseja transmitir.


Leia também: 6 Maneiras de divulgar a sua obra | Gatilhos Mentais: como despertar o desejo de compra no seu leitor | Outras 5 maneiras de divulgar a sua obra | Booktour: o que é, dicas para organizar o seu e por que ele pode ser uma boa estratégia de divulgação


5. Ignorar o leitor e desconsiderar o poder das avaliações

Os leitores são a forma motriz do mercado editorial. A partir do momento em que seu livro ganha o mundo, é preciso estar preparado para lidar também com as possíveis críticas negativas que podem surgir em relação à obra.

Nem todo leitor vai amar aquilo que você escreveu da mesma forma que você. E tudo bem. Uma crítica negativa isolada não necessariamente significa que existe um problema no livro. Afinal, leitores têm experiências, gostos e expectativas diferentes.

Por outro lado, quando pessoas distintas começam a apontar repetidamente o mesmo problema, talvez seja hora de olhar para a obra com mais atenção e tentar identificar se existe ali um ponto real de melhoria.

Aprender a ouvir o público não significa escrever para agradá-lo o tempo todo. Significa compreender como a obra está sendo recebida e utilizar essas informações para amadurecer como autor.

A relação com os leitores também pode ser construída para além do momento da compra. Compartilhar bastidores da criação, apresentar personagens, comentar referências literárias, discutir os temas da obra e participar de conversas sobre literatura são maneiras de criar uma relação mais duradoura com o público, além de ajudar o leitor a compreender os motivos por trás de determinadas escolhas.


Leia também: Como editar um e-book já publicado na Amazon | Como ter um blog impulsiona a carreira de escritor | Calendário editorial: agenda de eventos literários em 2026 | 7 razões para você participar de uma antologia


Em especial no mercado independente, o livro não é o único produto apresentado ao público. O próprio autor passa a construir uma marca literária.

Capa, texto, sinopse, redes sociais, interação com leitores, profissionalismo e frequência de publicação ajudam a formar uma percepção que pode acompanhar o escritor por toda a carreira.

Isso não significa transformar a literatura em uma simples estratégia de marketing. Significa reconhecer que, quando há milhares de livros disputando a atenção do mesmo público, a qualidade da experiência oferecida ao leitor também faz parte da sobrevivência de uma obra no mercado.

Para os novos autores, porém, o desafio não termina quando o livro é publicado. Ele começa ali. E talvez a principal lição para quem está iniciando seja justamente esta: escrever uma boa história é fundamental, mas aprender a apresentar, revisar, divulgar e ouvir o público deve ser igualmente importante para fazer com que essa história encontre  e preserve  seus leitores.


Agora gostaríamos de saber se vocês: quais outros erros vocês acreditam que podem afastar os leitores e comprometer as vendas? 


O vento que entrava pela janela do carro balançava meu cabelo como nunca antes, para alguns essa era a sensação da liberdade; mas para a minha família, eu estava fora do controle.

A cidade tão escura e ao mesmo tempo tão iluminada, pelas luzes das pessoas em suas casas, não conseguiam refletir a verdade que carregava em meu peito, o caos invisível pertencente à existência humana. O monstro impalpável que se manifestava em palavras e gestos violentos.

Desde quando era proibido questionar?

— Uma dama não questiona, obedece — diria mamãe.

Desde quando era proibido opinar?

— Uma dama sabe quando fechar o bico — diria vovó.

Desde quando era proibido pedir?

— Se ele não fez, é porque é sua obrigação — diria titia.

Admito, sou uma mulher fora da curva, uma curva imposta por alguns poucos em um mundo que tinha avançado um pouco, mas que movimentos novos nos fazem retroceder. O medo da incerteza que a liberdade traz e que faz com que toda uma sociedade volte a sua face para uma estrutura arcaica e rígida.

Porque quero questionar, opinar, pedir, ordenar, organizar, trabalhar, decidir, votar e tomar as rédeas da minha própria vida. Quero que minha voz seja escutada assim como a de várias outras. É tão difícil pedir por isso?

Aperto minhas mãos com força no volante, ainda sentindo o vento balançar os meus cabelos.

Escuto um estalo de língua que me traz de volta à realidade, minha mãe sentada no banco de trás do carro em reprovação. Do que? Já eram tantas coisas que não sabia qual delas viria à tona agora.

— Na minha época não era assim… — Negou com a cabeça.

— Pois que bom que agora é a minha época, né, mamãe?

Sorri. Se estar fora do controle significa estar viva, então estou fora do controle.




Há tempos um livro não me pegava como A guerra não tem rosto de mulher me pegou. A proposta de sua autora, a vencedora do prêmio Nobel de Literatura 2015, Svetlana Aleksiévitch, é simples: trazer à tona um retrato da Segunda Guerra Mundial a partir do olhar da mulheres que participaram deste evento. Para isso, ela foi atrás das combatentes e deu voz a quem teve que permanecer calada por muito tempo. A guerra dos homens é uma; a das mulheres, outra. Isso é nítido a cada relato que lemos. E isso me fez me perguntar por que ninguém havia buscado o testemunho feminino antes?

Tudo o que eu conhecia sobre a Segunda Grande Guerra tinha sido por meio de homens. Na escola, tive professores. Nos livros, tive autores. Então, estava sedenta por compreender este período tão violento por meio de uma perspectiva mais alinhada com a minha, por um ponto de vista feminino.

Como todo relato de guerras, o livro é cercado de sangue, morte e luta por sobrevivência. A principio, isso foi o que me fisgou: a coragem e o desejo que essas mulheres tinham desde muito cedo (algumas no auge dos seus 14 anos) a quererem pegar nas armas. Elas almejavam ir para guerra tanto quanto os homens porque não conseguiam ver o país sendo invadido e ficarem de braços cruzados.

Já nas primeiras páginas, senti náuseas por me imaginar naquela situação. Este livro é muito sinestésico: é impossível você não se ver nas trincheiras, não se comover com os relatos das pessoas que viram outras se explodirem, da falta de recursos para o tratamento dos doentes, das falas sobre a fome e a miséria. Senti náuseas pela violência. Respirei fundo, mas não consegui parar a leitura. Este é o trunfo de Svetlana Aleksiévitch: ela puxa o leitor para dentro da sua narrativa, é como se caíssemos em um pântano, na areia movediça. Quanto mais lemos e desconfortáveis nos sentimos, mais queremos saber os detalhes do que aconteceu.

Além da violência, do estresse e do trauma bélicos, o livro traz outro ponto à tona: o sexismo. Enquanto os homens se tornaram heróis, as combatentes não foram vistas da mesma maneira, sendo condenadas por terem deixado a família (ou levado os filhos para o combate). Boa parte delas foi taxada como prostitutas, acusadas de terem "roubado" os soldados das famílias, e acabaram sozinhas por não serem "boas moças" o suficiente para casar. (Nem preciso dizer o quanto isso me deixou indignada, preciso?)


A bravura e a coragem em contraste com a inocência nos coloca para pensar sobre a humanidade. O abandono e o preconceito sofridos por elas no pós-guerra, nos tira o pouco da esperança que nos resta. A vida se sobrepondo à morte nos faz rever nossos conceitos. A guerra não tem rosto de mulher nos coloca para pensar e repensar a maneira como conduzimos a nossa jornada de maneira individual e coletiva e nos leva a uma dúvida: será que a humanidade tem jeito? Fiquei com a sensação de que ainda temos muito que aprender.

"O caminho é um só: amar o ser humano. Compreendê-lo pelo amor".
(A guerra não tem rosto de mulher, página 189)
capa.

Livro: A guerra não tem rosto de mulher
Autora: Svetlana Aleksiévitch
Tradução: Cecília Rosas
Páginas: 392
Editora: Companhia das Letras
Sinopse: A história das guerras costuma ser contada sob o ponto de vista masculino: soldados e generais, algozes e libertadores. Trata-se, porém, de um equívoco e de uma injustiça. Se em muitos conflitos as mulheres ficaram na retaguarda, em outros estiveram na linha de frente.
É esse capítulo de bravura feminina que Svetlana Aleksiévitch reconstrói neste livro absolutamente apaixonante e forte. Quase um milhão de mulheres lutaram no Exército Vermelho durante a Segunda Guerra Mundial, mas a sua história nunca foi contada. Svetlana Aleksiévitch deixa que as vozes dessas mulheres ressoem de forma angustiante e arrebatadora, em memórias que evocam frio, fome, violência sexual e a sombra onipresente da morte.
Trecho disponibilizado pela editora. | Livro no Skoob.

*Resenha publicada originalmente no site Algumas Observações,
da nossa cofundadora Fernanda Rodrigues.

Olá, escritores!
No dia 13 de agosto de 2026, acontece a quarta edição do Encha Seu Kindle.

Durante o evento, leitores de todo o país poderão baixar centenas de e-books nacionais gratuitamente ou com descontos incríveis. A ação contempla tanto o mercado independente quanto editoras tradicionais, oferecendo uma ótima oportunidade para descobrir novos autores, apoiar a literatura nacional e ampliar sua biblioteca digital sem gastar quase nada.

Se você ama ler no Kindle ou usa o aplicativo Kindle em outros dispositivos, este é o momento ideal para renovar sua estante virtual. Comece agora mesmo a montar sua wishlist e prepare-se para não perder a chance de encher seu Kindle com grandes histórias!


O que é o Encha seu Kindle ?

O Encha Seu Kindle é um evento literário digital que acontece no Brasil, que promove a literatura nacional e a valorização dos autores independentes, oferecendo e-books nacionais gratuitos ou com descontos especiais por tempo limitado na Amazon. A iniciativa foi criada pela Íris, do Divulga Nacional, em parceria com o KDP (Kindle Direct Publishing) da Amazon.


Como encontrar os e-books participantes? 


Este ano, para facilitar ainda mais busca de vocês, pedimos, em nossas redes sociais, que os autores compartilhassem os livros que participariam do Encha seu Kindle e informassem se eles estariam gratuitos ou com desconto. Abaixo, vocês podem conferir ambas as listas. Caso surjam novos títulos participantes, iremos atualizá-las também. 


Livros gratuitos | Livros com desconto





E-books em oferta | E-books gratuitos | Nosso livros


É preciso ter um Kindle para participar do evento?

Não! Você não precisa ter um aparelho Kindle para aproveitar o evento. Tudo o que você precisa é de uma conta na Amazon Brasil,  e nem é necessário ser cliente Prime!

Para aproveitar seus e-books da melhor forma, basta:

  1. Baixar o aplicativo Kindle, disponível gratuitamente para celulares, tablets e computadores.
  2. Ou, se preferir, acesse seus e-books diretamente pelo navegador, usando o Kindle Cloud Reader.

Aliás, talvez o app Kindle já esteja instalado no seu dispositivo e você nem saiba!

Aproveite seus e-books a qualquer hora e em qualquer lugar baixando o app através de um dos links abaixo:

Google Play | Mac App Store | Download no PC | Ler Pelo Navegador

Com o aplicativo, você pode ler onde e quando quiser, com conforto e praticidade.

Posso comprar pelo aplicativo do Kindle?


Infelizmente não é possível comprar e‑books diretamente pelo aplicativo Kindle  ou no da loja oficial da Amazon baixado pelo Google Play.

A forma mais segura e uniforme em todos os dispositivos continua sendo comprar pelo site da Amazon via navegador (desktop ou móvel). Uma vez comprado, o e‑book aparece automaticamente na sua biblioteca Kindle para leitura.

Tem limites de quantos livros eu posso pegar?


Você pode sim pegar quantos livros conseguir durante o evento, não há limite máximo de aquisições. Mesmo os e-books gratuitos são adicionados definitivamente à sua conta, como se fosse uma compra normal, e não um empréstimo como acontece no Kindle Unlimited.

Os e-books se esgotam durante o evento?

Os e-books não se esgotam durante o evento, mas os descontos são válidos por tempo limitado: apenas 24 horas. Ou seja, as ofertas do Encha o Seu Kindle estarão disponíveis exclusivamente no dia 13 de agosto deste ano. Aproveite para garantir suas leituras favoritas com preços imperdíveis!




Ah, e não se esqueça: avalie os livros que você leu após a compra! Esse gesto simples faz toda a diferença para os autores nacionais, especialmente os independentes, e ainda contribui para que outros leitores descubram essas obras com mais facilidade.



* Ao clicar em qualquer link deste post e realizar uma compra, você nos ajuda a manter o Projeto Escrita Criativa ativo e cheio de novidades. É importante saber que todos os links deste post são links de afiliados. Isso significa que podemos receber uma pequena comissão sobre cada venda realizada através deles. Mas fique tranquilo, você não paga nada a mais por isso! Agradecemos o seu apoio! Continue aproveitando o blog e compartilhando com seus amigos!


 


Se você escreve de maneira independente ou tem curiosidade sobre os detalhes na publicação de um livro, este é o seu post!

Durante a confecção de um livro, muitas decisões devem ser tomadas, principalmente com relação à capa do livro. As gráficas costumam oferecer diferentes opções para que o livro seja impresso da maneira em que o(a) autor(a) idealizou e uma delas pode ser detalhes metalizados.

Os detalhes que vemos, geralmente em dourado ou prateado (podendo ter outras cores) é chamado de hot stamp.


O hot stamping é o processo de estampagem metálica dos livros que pode ser feito tanto na capa quanto na lombada do seu livro. Esse processo é feito com pressão e calor, se utiliza uma matriz metálica (chamada clichê) que possui a arte/grafia a ser colocada no livro, esse clichê pressiona com calor uma fita metálica que é a responsável por marcar/fixar essa impressão no papel, assim deixando-o metalizado.

Imagem por Cartonagem Fernandez

Esse processo pode aparecer em diferentes estilos de livros e você pode consultar com a sua gráfica de confiança se eles realizam o hot stamping. É importante saber que há um custo para realizar a técnica, que pode variar de acordo com a quantidade da tiragem dos livros.

 

E você, já conhecia essa técnica? Já pensou em usá-la no seu livro?



Olá, escritores!

Depois de muitos conteúdos, pesquisas, gravações e compartilhamento de conhecimento, chegou a hora de nossa equipe fazer uma pequena pausa para recarregar as energias. Durante todo o mês de julho, estaremos de férias e, por isso, não haverá novas publicações aqui no blog nem novos vídeos no canal do YouTube.

Mas não se preocupem: essa é apenas uma pausa temporária! Vamos aproveitar esse período para descansar, buscar novas inspirações e voltar com ainda mais ideias, novidades e conteúdos de qualidade para vocês.

Enquanto isso, que tal aproveitar para visitar ou revisitar os conteúdos que já publicamos? Nosso blog e nosso canal continuam repletos de artigos, vídeos e materiais que podem trazer informações valiosas, esclarecer dúvidas e  te inspirar.

Nos encontraremos novamente na primeira semana de agosto, prontos para retomar nossa programação. Agradecemos de coração pela companhia, pelo apoio e por fazerem parte desta jornada conosco.

Até agosto! 😉

 


O cheiro do milho nunca tinha estado tão presente como naquela noite, bandeirolas coloridas flameavam em contraste com a fogueira ao fundo do terreno de terra. O som das risadas ecoava e minha mão direita segurava firme no palito daquela maçã do amor.

O açúcar cristalizado reluzia em um vermelho brilhante, quase perfeito com algumas pequenas bolinhas de ar. Olhava para ela com um cenho franzido, nunca entenderia por quê se chamava “maçã do amor”, o que havia de amor nela? Era só por que tinha muito açúcar e o amor deveria ser doce?

Não entrava na minha cabeça como um doce tão difícil de comer tinha esse nome, era duro para morder e quando mordia o açúcar poderia quebrar em mil pedaços, a boca inteira ficava melecada, a mão também. Depois de tudo isso só sobrava a fruta, sem a camada doce que a cobria.

O amor então deveria ser assim?

Doce por fora e tão normal por dentro?

Seria uma metáfora para a fase da lua de mel e logo o cair na realidade?

As rachaduras no açúcar seriam a representação do meu coração quebrado em pedaços?

O açúcar tão doce no início poderia ser a intensidade?

O melecar-se significa que apesar de tudo estamos impregnados pelo amor?

Sacudi a cabeça vendo a quadrilha começar a formar-se, estava pensando de mais em um simples doce típico de festa. E tal vez fosse isso, às vezes a gente pensa de mais no amor, com medo do que pode acontecer, com medo de enjoar ou de não terminar gostando. Por que não podemos somente sentir e aproveitar enquanto dura? Às vezes pode durar até mais do esperado, como a memória de festas juninas passadas onde ele costumava presentear-me com a maçã do amor perfeita, que era tão fácil de comer.


Sobre a autora

Ayumi começou a escrever aos sete anos de idade e não parou mais. É escritora, formada em psicologia na Universidade de Buenos Aires e cofundadora do Projeto Escrita Criativa (que há mais de 10 anos ajuda escritores no processo de publicação e oferece serviços editoriais), além de manter o seu blog pessoal chamado Pandinando desde 2014. Possui mais de 15 autorias entre livros, antologias e participações em revistas literárias; foi premiada em 1º lugar no VII Concurso de Contos Bunkyo 2024 e 3º lugar no 40º Concurso Literário Yoshio Takemoto 2026 na categoria crônicas.

Desde 2015 oferece serviços de diagramação, capa e mentoria para escritores independentes, para saber mais acesse.



Sempre ouvi muito a respeito de A casa dos budas ditosos, de João Ubaldo Ribeiro. Uns falavam bem, outros mal, a maioria focava na sacanagem em questão. Por isso resolvi aproveitar as férias para tirar a prova dos nove com os meus próprios olhos. 


Fernanda Torres, na adaptação teatral de A casa dos budas ditosos.

A obra começa com uma nota do autor dizendo que recebeu os relatos de CDL gravados em fita. A baiana de 68 anos resolve rasgar o verbo sobre a sua vida e pede para que o autor publique sua história. Distante dos fatos, o escritor menciona que apenas transcreveu o texto, que se transformaria no volume sobre a luxúria, da série Plenos Pecados, publicada pela editora Objetiva.

De fato, a vida de CDL é pautada em seu pleno apetite sexual, já quem ela mesma, em um momento epistemológico, diz que q vida ser resume a foder. Contudo, ao contrário de muitos livros sobre a lascívia, A casa dos budas ditosos traz uma reflexão intensa sobre a forma como a sociedade vê não apenas o sexo em si, mas a ética e o papel das mulheres no cotidiano.

CDL defende que todas as pessoas são seduzíveis. Partindo deste princípio, nossa narradora mostra como é capaz de corromper outra pessoa (homem ou mulher) por meio da oferta do prazer. É assim que ela consegue notas enquanto cursa Direito na universidade. É assim que - por meio de uma barganha nunca cumprida - cursa a pós-graduação no exterior. Também é assim que consegue drogas, quando passa a consumi-las. Entretanto, ela não usa o sexo como um negócio apenas, já que nossa narradora realmente sente prazer não apenas em conhecer o próprio corpo, mas também em explorar os corpos das pessoas com quem se relaciona.

João Ubaldo Ribeiro é um escritor visionário neste sentido. Em vários momentos ele - por meio de sua narradora - defende que as mulheres tenham a mesma liberdade que os homens ao se relacionar. Além disso, em vários trechos, sua obra condena a visão que muitos homens têm que relaciona a experiência sexual feminina a algo vulgar. CDL relata que muitas vezes teve que fingir que não sabia o que fazer na hora da transa para conseguir que seu parceiro relaxasse e aproveitasse o momento. Ela diz que se fizesse de cara o que pretendia - e acabava fazendo quando o homem se sentisse mais à vontade e seguro, normalmente não na primeira saída -, o parceiro a julgaria e perderia o tesão por ela. 

A obra defende a todo o instante a liberdade feminina, entretanto, condena a visão estereotipada que muitos têm sobre o feminismo. Nossa protagonista diz - e com razão - que ser feminista não é querer ver os homens numa posição inferior a das mulheres, mas sim ter os direitos de igualdade, de liberdade de fazer o que quiser com o seu corpo sem ser julgada, de trabalhar e ocupar os espaços sem ter alguém olhando torto, de agir conforme a própria vontade e não como a sociedade acha melhor. Se hoje podemos discutir sobre esta maneira de pensar mais aberta e facilmente - internet, sua linda! - em 1999 (ano de publicação da primeira edição do livro) a coisa não era tão fácil quanto parece. Só pela coragem em trazer esta questão à roda, Ubaldo Ribeiro merece o destaque tão merecido que o livro teve.

Embora tenha esta carga reflexiva e algumas intertextualidades - CDL é uma pessoa que, por ser estudada, conhece e cita outros escritores e filósofos ao longo de suas digressões -, a narrativa é de fácil entendimento. A narradora fala como se estivesse conversando diretamente com o seu leitor, contando os fatos como lhes vem a mente. Às vezes, eles podem chocar os leitores menos abertos ao amor livre (como quando conta dos relacionamentos com o irmão, com o tio e com algumas mulheres a quem amou), mas tudo é contado com sentimento e sinceridade. Aliás, a sinceridade é um dos ingredientes que prendem o leitor para querer saber que fim, afinal, a história terá.

Que A Casa dos Budas Ditosos é uma obra extremamente bem feita é inegável. Polêmica? Talvez. Mas, sem dúvida, uma leitura que vale a pena ser feita.


Livro: A Casa dos Budas Ditosos
Autor: João Ubaldo Ribeiro
Páginas: 164
Editora: Objetiva
Sinopse: Quando vários jornais anunciaram que João Ubaldo Ribeiro estava escrevendo um romance sobre a luxúria, para a coleção Plenos Pecados, da Editora Objetiva, o escritor foi surpreendido com um misterioso pacote em sua portaria. Eram os originais de A Casa dos Budas Ditosos.

Depois da gula (Luis Fernando Verissimo), da ira (por José Roberto Torero) e da inveja (por Zuenir Ventura), chega agora a vez de João Ubaldo escrever sobre a luxúria na coleção Plenos Pecados. O livro traz a história de CLB, uma mulher de 68 anos, nascida na Bahia e residente no Rio de Janeiro, que jamais se furtou a viver - com todo o prazer e sem respingos de culpa - as infinitas possibilidades do sexo. Seriam as memórias desta senhora devassa e libertina um relato verídico? Ou tudo não passa de uma brincadeira do autor? Nunca saberemos. Importa é que ninguém conseguirá ficar indiferente à franqueza rara deste relato e a seu humor corrosivo.

*Resenha publicada originalmente no site Algumas Observações,
da nossa cofundadora Fernanda Rodrigues.

Para quem escreve, assistir a filmes pode ser algo que vai muito além do simples lazer. O cinema pode ser um poderoso aliado no desenvolvimento da escrita criativa. Cada cena, diálogo ou silêncio funciona como um verdadeiro laboratório narrativo, capaz de ensinar sobre construção de personagens, ritmo, ambientação e emoção, elementos essenciais para quem quer escrever boas histórias.

O problema é que, quando a maior parte das nossas referências vem de Hollywood, isso acaba influenciando nossa visão de mundo e, consequentemente, a forma como escrevemos. Durante muito tempo, foi comum encontrar livros nacionais construídos a partir de modelos importados, especialmente dos Estados Unidos.

Felizmente, esse cenário mudou bastante. Hoje, cada vez mais, conseguimos nos reconhecer nas narrativas criadas por autores brasileiros, que dialogam com nossa cultura, nossa linguagem e nossas experiências. Esse movimento também se reflete no cinema nacional, que oferece histórias ricas, diversas e cheias de aprendizados para quem deseja aprimorar sua escrita.

Vale lembrar que não se trata de certo ou errado. A proposta aqui é oferecer uma nova perspectiva e fazer um convite: explorar as possibilidades que o cinema brasileiro pode proporcionar à nossa escrita. Ao observar como essas histórias são contadas, ampliamos nosso repertório narrativo e descobrimos novas maneiras de dar vida às nossas próprias histórias.

E aproveitando que, no dia 17 de junho, celebramos o Dia do Cinema Brasileiro, vamos, nesta postagem, explorar cinco lições práticas de escrita que você pode absorver assistindo a filmes nacionais. Então já sabe: prepare a pipoca, pegue o bloco de notas e venha colocar sua escrita em cena.


1. O poder do diálogo coloquial

Uma das principais críticas aos escritores iniciantes é o diálogo muitas vezes "engessado". O cinema nacional, costuma trazer uma naturalidade incrível para as falas, respeitando regionalismos e gírias sem soar caricato. O diálogo coloquial não é apenas um recurso de verossimilhança, ele é identidade. A fala cotidiana carrega ritmo, classe social, região, humor e conflito implícito. 

Na escrita criativa, incorporar o diálogo coloquial, muitas vezes significa abrir mão do “texto correto” em favor do texto vivo. É ouvir como as pessoas realmente falam, com interrupções, repetições, informalidades e subtextos. O coloquial cria proximidade com o leitor e ancora a narrativa na oralidade e no cotidiano.

Lembre-se: escrever bem não é "falar difícil". É capturar a cadência, personalidade e o subtexto de quem fala.

Sugestão de exercícios: 

  • Escuta ativa: passe um tempo ouvindo conversas em espaços públicos e anote expressões, modos de falar (sem registrar dados pessoais).
  • Diálogo sem narrador: escreva uma cena apenas com falas, sem indicar emoções ou ações. O conflito deve emergir apenas pelo que é dito, e pelo que não é.
  • Troca de identidade: reescreva um diálogo formal tornando-o coloquial, mantendo o sentido, mas alterando ritmo e vocabulário.

Sugestão de filmes:

Central do Brasil | Lisbela e o Prisioneiro | Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa  | Minha Mãe é Uma Peça | Bem-vinda a Quixeramobim

2. Pequenos conflitos, grandes impactos

Nem toda história precisa de grandes acontecimentos para ser impactante. O cinema brasileiro muitas vezes encontra força dramática em pequenos conflitos: uma visita inesperada, um barulho recorrente, um pedido simples que não pode ser atendido. Esses microconflitos revelam tensões sociais, afetivas e políticas profundas. O impacto vem justamente da familiaridade, o espectador se reconhece na situação.

Na escrita, trabalhar pequenos conflitos é exercitar a sutileza.

Sugestão de exercícios: 

  • O conflito invisível: escreva uma cena em que nada “grave” acontece, mas algo muda internamente em um personagem.
  • Objeto detonador: escolha um objeto cotidiano (um copo, uma chave, um celular) e construa um conflito a partir dele.
  • Antes e depois: descreva a vida de um personagem antes e depois de um pequeno acontecimento, sem mencionar diretamente o evento.
Sugestão de filmes:


 Que Horas Ela Volta | Meu Pé de Laranja Lima | Hoje Eu Quero Voltar Sozinho | O Som ao Redor

3. O cenário como parte da narrativa

No cinema brasileiro, o espaço raramente é neutro. Casas, ruas, cidades e paisagens moldam comportamentos, relações e destinos. O cenário não apenas abriga a ação, ele a provoca, limita ou expande. Clima, arquitetura e geografia dialogam diretamente com o estado emocional dos personagens.
Por exemplo:  o sertão não é apenas um lugar; é um estado de espírito, muitas vezes um antagonista. A favela não é apenas plano de fundo; é um organismo vivo.

Na escrita, pensar o cenário como agente narrativo significa integrá-lo à ação. O ambiente interfere nas decisões, cria obstáculos e reforça atmosferas. O espaço também carrega memória, história e conflito social.  Use a ambientação para ditar o tom da cena, assim como um diretor de fotografia usa a luz. Em vez de dizer que o personagem está triste em São Paulo, mostre o cinza do asfalto refletido no cansaço dos olhos dele sob a garoa.

Sugestão de exercícios: 

  • Cenário ativo: escreva uma cena em que o espaço dificulta ou altera a ação do personagem.
  • Lugar-personagem: descreva um cômodo da casa de um personagem sem descrever o personagem em si. Use apenas os objetos, a iluminação e o estado de conservação do lugar para contar ao leitor quem vive ali e o que essa pessoa está sentindo.
  • Memória do espaço: crie uma narrativa curta em que o cenário guarda um segredo.

Sugestão de filmes:

A Melhor Mãe do Mundo | Carandiru | Cidade de Deus | Aquarius | O Agente Secreto | Ainda Estou Aqui | Vitória 

4. O realismo fantástico

O realismo fantástico no cinema brasileiro surge como forma de falar do real sem se limitar a ele. O estranho, o simbólico e o mágico aparecem integrados ao cotidiano, muitas vezes sem explicação. O fantástico não rompe a realidade, ele a aprofunda, revelando dimensões emocionais, políticas ou míticas.

A cultura brasileira é rica em misticismo, folclore e a convivência natural com o absurdo. Na escrita o realismo fantástico permite que o extraordinário aconteça no meio da rotina mais comum, servindo como metáfora para desejos ou críticas sociais. 

Sugestão de exercícios:

  • O estranho cotidiano: introduza um elemento fantástico em uma cena realista sem explicá-lo.
  • Metáfora viva: transforme um sentimento (luto, desejo, culpa) em um acontecimento físico na narrativa.
  • Regra invisível: crie um mundo onde algo impossível acontece, mas todos agem como se fosse normal.

Sugestão de filmes:

O Auto da Compadecida | Malasartes e o duelo com a Morte | Dona Flor e seus dois maridos | Deus É Brasileiro | Bacurau

5. A importância do olhar autoral

Mais do que técnicas, o cinema brasileiro contemporâneo destaca a força do olhar autoral: quem narra, de onde narra e por quê. O ponto de vista molda escolhas estéticas, éticas e narrativas. O diretor não é neutro, ele se posiciona, mesmo quando silencia.

Muitos diretores têm temas recorrentes, escolhas estéticas claras e um modo próprio de olhar o país. Para escritores, fica o lembrete de que encontrar a própria voz é tão importante quanto dominar técnicas.

Na escrita, desenvolver um olhar autoral é assumir uma perspectiva singular sobre o mundo. Não se trata de originalidade forçada, mas de coerência entre tema, forma e sensibilidade. É escrever a partir de uma experiência situada, consciente de seus limites e possibilidades.

Sugestão de exercícios:

  • Tema recorrente: identifique um tema que sempre aparece nos seus textos e escreva conscientemente sobre ele.
  • Manifesto pessoal: escreva um pequeno texto sobre por que você escreve e o que deseja provocar no leitor.

Ao assistir ao cinema brasileiro com olhos atentos, podemos aprender que boas histórias nascem do humano, do cotidiano e das experiências que se vive Mais do que inspiração, o cinema nacional oferece um convite: contar histórias que dialoguem com o mundo real sem abrir mão da sensibilidade, da arte e do jeitinho brasileiro.



 


Publicar um livro de maneira independente exige a tomada de muitas decisões na hora de imprimir o físico. Uma delas é o tipo de encadernação, ou seja, como será a união das páginas do seu livro que resulta no formato da lombada.

Existem vários tipos, mas também estão as mais tradicionais. No post de hoje vamos conhecer algumas delas!

 

Grampo a cavalo (lombada canoa)

Geralmente usada em revistas e livros pequenos, as páginas são apilhadas uma na outra e grampeadas. Aqui no Projeto já ensinamos a imprimir livro com lombada canoa com grampo e também temos vídeo no canal!


Lombada aparente (layflat)

Técnica que permite que o livro se abra em 180ºC, costuma ser utilizado para livros fotográficos, de Design ou que tenham essa necessidade visual. Também conhecida como brochura com costura aparente ou brochura suíça. 


Lombada quadrada (com costura e hot melt)

Conhecido como livro brochura, é um dos formatos mais comuns. Recomendado para livros mais longos onde se observa a junção de vários bloques de folhas individualmente costurados e colados com “hot melt” que é à base de poliamida e poliéster. 


Lombada quadrada (com cola)

Também é um formato comum, também usado para livros mais longos, é realizada a blocagem para tirar o ar que fica entre as páginas e em seguida é aplicada a cola, o miolo então é colado na capa.


Capa dura

É um processo mais longo para ser realizado e tem um custo mais elevado por ser mais sofisticado. A capa é colada sobre o papelão o envolvendo, pode haver um papel ou tecido para reforçar a lombada, também há um cabeceado na parte superior e inferior. 


Espiral ou wire-o

A capa e o miolo passam por um processo de furação e é colocado um anel para conectar tudo. Basicamente é a encadernação mais comum dos cadernos. A wire-o geralmente são dois anéis mais robustos em formato de garra e furação quadrada.


E você, conhecia esses tipos de encadernação? Já reparou nos livros aí da sua casa como estão feitos? Conta para a gente!

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