Projeto Escrita Criativa — Desde 2015 reunindo pessoas que amam escrever
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Se você está pensando em publicar de maneira independente e precisa do ISBN, Ficha Catalográfica e o Código de Barras para o seu livro, a CBL é o lugar certo! O processo é rápido, fácil, tudo feito online e com entrega de até dois dias úteis.

Mas por quê o meu livro precisa de tudo isso?

Imagine que o ISBN é o RG (ou CIN) do seu livro, ou seja, o número de registro que o identifica, temos este post com mais detalhes sobre o ISBN.

Já a Ficha Catalográfica é a certidão de nascimento do seu livro, com informações de lugar, data de lançamento, edição etc. Utilizado na catalogação, padronização e localização do seu livro, deve ser feito por um(a) bibliotecário(a) registrado(a).

Já o Código de Barras é como se fosse a carteira de trabalho facilitando a entrada do seu livro nas livrarias. Ele automatiza a leitura do ISBN, tornando mais prática a identificação no sistema das livrarias, muito importante para a comercialização.

Agora que você já sabe, vamos ao nosso passo-a-passo.


Entre na CBL

Entre no seguinte link e faça o seu cadastro ou login na CBL. 


Uma vez que você faça o cadastro e entre no site, selecione ISBN para realizar o pedido (a partir do pedido do ISBN também vamos fazer o da ficha e do código de barras).


Há duas opções de ISBN, individual ou lote. O lote é mais recomendado no caso de querer registrar vários ISBN, ferramenta útil para as editoras.


Completando as informações

Complete com os dados da obra como indicado abaixo.


Acrescente o nome das pessoas envolvidas no seu livro (Autor, capista, diagramador, revisor…).


Atenção às opções disponíveis.


Uma vez acrescentado deveria ficar da seguinte forma:



Escolha o formato do seu livro.


Livro Digital

Selecione entre os diferentes formatos disponíveis.


Selecione o formato do arquivo.


Complete as informações restantes.


Livro físico

Selecione o formato da obra.


Complete as informações restantes.


Continuando com o processo…

Os próximos passos estão presentes tanto para físico como digital, selecione o público da sua obra.


Selecione o assunto do seu livro, a lista é longa! Olhe com atenção e escolha o assunto correto ou o que mais se assemelhe.


Coloque as palavras-chave.


Se a sua obra tiver algum acessório, selecione qual.


Código de Barras

Selecione a caixa se quiser receber o Código de Barras do seu livro.

 


Catalogação

Selecione a caixa se quiser receber a Ficha Catalográfica do seu livro.

 


Envio de arquivo

No final eles pedirão o envio de um arquivo, pode ser da obra completa ou das primeiras páginas, além da sinopse. Não é necessário que o livro esteja diagramado nesse passo, o importante é o conteúdo. Aceite os termos. 


Pagamento

Na próxima página aparecerá um resumo com o valor final (são cobrados valores diferentes porque são 3 serviços), escolha o método de pagamento mais conveniente.

 


Depois de realizado o pedido, você receberá um e-mail com a confirmação e também quando tudo estiver pronto.

IMPORTANTE: Lembrando que o ISBN do livro físico é diferente do livro digital, já que possuem informações diferentes. Então sim, você deve fazer um pedido diferente para o livro digital e para o livro físico. 




Teoria do conto era uma obra esgotada, até que a editora Autêntica resolveu relançá-la, para a sorte de todos os estudantes, professores e amantes de crítica e teoria literária. Sua autora, Nádia Battella Gotilib é professora aposentada do curso de Letras da Universidade de São Paulo (USP) e este livro traz aos leitores um compilado de parte do conteúdo que ela domina sobre o gênero conto. Como ela mesma diz na "Nota da autora", houve uma atualização nesta nova edição:


Nos últimos anos, objetivando edição revista e aumentada, acrescentei leitura de teóricos e contistas, mas com o cuidado de não me alongar nas considerações, de modo a preservar a concepção original do livro, marcado por capítulos breves.
Nádia Battella Gotilib

De fato, o livro é fino e os capítulos continuam breves, entretanto isso não faz do livro raso. Como toda boa professora, Nádia Battella Gotlib é hábil tanto nas explicações, quanto nos exemplos que apresenta, fazendo um panorama desde o que se pode considerar as origens do conto até os moderníssimos microcontos. Ela costura muito bem grandes teóricos, que normalmente também são escritores, a exemplo de Edgard Allan Poe, Ricardo Piglia, James Joyce, Horácio Quiroga e Julio Cortázar de modo que nós, leitores-estudantes-escritores, passamos a compreender tanto o que é considerado como conto clássico, bem como todas as muitas contradições nas diversas definições existentes para este gênero.

Para quem já conhece esse referencial teórico (que era o meu caso), foi interessante ver como a professora articula todos eles para criar uma trilha de aprendizagem coerente. Para que não conhece esses referenciais teórico, o livro é uma boa porta de entrada, já que ela esmiúça o que esses teóricos dizem, tornando muitos desses textos citados mais palatáveis. 

Como professora, é interessante notar que ela busca fazer todas as explicações como se ela estivesse em uma conversa: a linguagem é simples, clara, objetiva. Além disso, o livro apresenta uma bibliografia comentada — o que facilita muito a pesquisa de quem está começando a ter contato com esse tipo de texto / pesquisa — e um vocabulário crítico, em que há uma lista de termos literários com suas respectivas explicações.

Definitivamente, Teoria do conto é um livro útil tanto para leitores que querem ler e escrever mais sobre o gênero, quanto para estudantes, professores e, claro, escritores do gênero.

Capa.

Livro: Teoria do conto
Autora: Nádia Battella Gotlib
Apresentação: Italo Moriconi
Editora: Autêntica
Páginas: 136
Coleção: Textos Singulares
Apresentação: Teoria do Conto, de Nádia Battella Gotlib, é uma referência indispensável para estudantes e amantes da narrativa curta. Em linguagem acessível e estruturada, a autora aborda desde as origens do conto, sua evolução e definições, até as contribuições de teóricos como Poe, Propp e Tchekhov. Com exemplos literários que atravessam épocas e culturas, o livro explora os elementos essenciais do conto, como brevidade, unidade de efeito e compactação textual, tornando-se um guia essencial para compreender e apreciar essa forma literária única.

*Resenha postada originalmente no site Algumas Observações, 
da nossa cofundadora Fernanda Rodrigues.

Todos os anos fala-se muito sobre tendências. Mas, para quem cria — especialmente para quem escreve — elas não deveriam ser encaradas como regras rígidas ou previsões fechadas sobre o futuro. Tendências dizem menos sobre o que vai acontecer e mais sobre o que já está acontecendo.

Em 2026, elas funcionam como espelhos de estados emocionais coletivos: revelam cansaços acumulados, desejos ainda pouco formulados e movimentos de rejeição ao excesso de filtro, de perfeição, de neutralidade sem contexto. Ao mesmo tempo, apontam aquilo que as pessoas querem ver refletido nas histórias que consomem: mais verdade, mais profundidade, mais humanidade. Afinal toda tendência é uma reposta coletiva para uma pergunta maior. 

Mais do que indicar “o que está em alta”, esta postagem propõe um convite à observação do agora e à transformação desse presente em narrativa, linguagem e imaginário. Porque tendências não são regras. São fontes de inspiração, especialmente valiosas para quem escreve, constrói universos e cria sentido em meio à incerteza cotidiana. 


Fugir das telas para criar o agora

Se no período pandêmico as pessoas ficaram hiperconectadas, agora o movimento parte para o lado oposto. A ideia é se desconectar para criar conexões reais no offline. Não se trata apenas de desligar o celular, mas de usar as mãos para interagir com o mundo físico.

Provavelmente você deve ter notado, no ano passado, o aumento da procura por livros de colorir, aulas de cerâmica, crochê, tricô, bordado, pintura, desenho, lettering, colagem, culinária e dança, por exemplo. Neste ano, a tendência é que a busca por atividades fora das telas continue crescendo.

Tendo isso em mente, surge uma oportunidade de explorar o ambiente ao redor e se aventurar a testar algo novo pela primeira vez, ampliando o próprio repertório.

No mercado editorial: observa-se um aumento na procura por livros interativos e por livros que ensinam atividades manuais. Também cresce o interesse por ficções de cura e pela Cozy Fantasy, que oferecem “conforto cognitivo” e promovem, de certa forma, acolhimento emocional.

Alguns exemplos: Murdoku: 80 mistérios para resolver usando a lógica | Hirameki: Desenhe o que você vê | Um pouco do mundo todo: 100 desenhos para arriscar | Agatha Christie: mais de 100 mistérios interativos | Murdle: Volume 1 | Detetive: O Caso do Diamante Dumpleton | Desenhando letras: Um guia prático para dominar a arte de escrever à mão | Um mistério de Natal | Decidi viver como eu mesma | A loja de cartas de Seul | A doceria mágica da Rua do Anoitecer


O ano da imperfeição intencional

Em tempos de popularização do uso da IA, esta tendência surge como uma resposta direta ao excesso. Se a inteligência artificial gera textos, áudios, vídeos e imagens praticamente perfeitos, o humano se destaca pelo erro, pelo rascunho da ideia e pelo olhar criativo que guia o processo.

No mercado editorial: há uma valorização da estética zine (fanzine), especialmente entre artistas independentes. Capas com tipografia feita à mão (lettering), ilustrações em estilos como aquarela, doodle, flat, vetorial e paper cut, além de diagramações que remetem a colagens, ganham espaço.

Também é possível observar um aumento do interesse por histórias inspiradas em vivências reais ou com personagens complexos e imperfeitos, dilemas morais e conflitos que questionam o que é certo e errado.

Alguns exemplos: Uma delicada coleção de ausências | Meridiana | Canção para ninar menino grande | Uma vida e tanto | A empregada | Dom Casmurro | Emma | Quarto de despejo: diário de uma favelada


Renascimento latino e o "Brasil Core"

A cultura pop global tem voltado os olhos para a América Latina. Depois da onda coreana (K-pop e K-dramas), que ainda segue forte, cresce o interesse pela estética, energia e pelo realismo mágico latino-americano. Provavelmente você já se deparou com a frase “latina demais pra ser minimalista”, com o novo álbum do Bad Bunny ou com o Projeto Dominguinhos. São apenas alguns exemplos, mas, em tempos incertos e diante das mudanças políticas em curso, ter orgulho das próprias raízes torna-se um ato de resistência.

Voltando o olhar para o Brasil, há algum tempo o “jeitinho brasileiro” vem ganhando espaço no exterior. Seja no cinema, na moda, na literatura, na música ou na culinária, o Brasil tem se feito presente e despertado atenção.

No mercado editorial: cresce a busca por histórias que representem o país em toda a sua pluralidade. Em meio ao avanço da IA e ao distanciamento provocado pelo digital, as pessoas sentem falta de calor humano, representatividade, cor, memória e sotaque.

Como disse o ator Wagner Moura em seu discurso ao receber o Globo de Ouro de Melhor Ator:

 “O Agente Secreto é um filme sobre memória — ou sobre a falta de memória — e sobre trauma geracional. Acho que, se o trauma pode ser passado entre gerações, os valores também podem. Então isso é para aqueles que permanecem fiéis aos seus valores em momentos difíceis.”

Somos um povo criativo e cheio de histórias para contar. Que tal aproveitar esse momento para dar vida às suas ideias e mostrar que o brasileiro tem molho?

No mercado editorial: o realismo mágico e o folclore brasileiro (cangaceiros, mitos indígenas, lendas urbanas), com uma linguagem pop e contemporânea, podem ser boas apostas. Também vale explorar a nostalgia de outrora: histórias ambientadas em eras pré-smartphone (anos 90 e 2000) ganham força não apenas pela estética, mas porque exigem presença, afinal os personagens não podem resolver tudo com uma busca no Google ou com o ChatGPT.

A ficção especulativa também tende a ganhar destaque ao abordar temas atuais sob novas perspectivas. O leitor não quer apenas histórias sobre dias apocalípticos  — para isso, basta assistir ao noticiário. Ele quer saber como vamos sobreviver ao fim do mundo. Está em busca de uma dose de esperança.

Alguns exemplos: Auto da Compadecida | Torto Arado | Salvar o Fogo | Coração sem Medo | A cabeça do santo | Solitária | Bala no Alvo, Dente de Leão | A história que nunca vivemos | Garras | Feras em campo | A Sociedade das Ilhas Submersas | Ideias para adiar o fim do mundo | Memórias do cacique 

Curadoria humana e conexões reais

As pessoas estão cansadas de não saber mais o que é real e de se tornarem reféns dos algoritmos. Nesse cenário, cresce a busca pelo que é confiável. Leitores tendem a valorizar a opinião de amigos, professores, resenhas em blogs e canais especializados, com gostos semelhantes aos seus, em vez de seguir apenas os best-sellers genéricos do TikTok.

No mercado editorial: há um retorno das comunidades de nicho presenciais. Clubes do livro / de leitura que se reúnem em cafés, bibliotecas comunitárias e feiras literárias, além do fortalecimento das figuras do livreiro e do bibliotecário como verdadeiros “sommeliers de histórias”.


A busca por novas alternativas

A instabilidade da Amazon  (mudanças abruptas de regras, banimentos sem explicação clara e saturação de conteúdo gerado por IA), somada às transformações nas redes sociais, tem levado autores a buscar novas formas de monetizar seu trabalho e criar relações mais próximas com o público.

Nesse contexto, podermos ver um aumento de autores explorando a serialização, com histórias lançadas capítulo a capítulo em plataformas mobile, mas com qualidade editorial profissional, afastando-se do amadorismo comumente associado às fanfics. Também ganham espaço blogs, newsletters e grupos fechados, que oferecem mais liberdade criativa e contato direto com os leitores, além da diversificação da presença entre plataformas.

Além disso, investir na presença física, como em feiras literárias, encontros em bibliotecas, livrarias e escolas,  pode ser uma excelente alternativa para divulgar o trabalho e criar conexões reais. 

No fim das contas, falar de tendências não é sobre correr atrás do próximo “novo”, mas sobre escutar com atenção o que o presente está tentando dizer. Em um mundo acelerado, saturado de estímulos e certezas artificiais, escrever e criar,  torna-se um ato de presença, escolha e sensibilidade.

As histórias que ganham força agora nascem do contato com o real: com o corpo, com a memória, com o território, com o outro. Elas não buscam perfeição, mas verdade. Não oferecem respostas prontas, mas abrem espaço para perguntas muitas vezes difíceis, mas  necessárias.

Que 2026 seja menos sobre seguir fórmulas e mais sobre cultivar repertório, identidade e escuta. Porque, quando a criação parte do agora e se conecta com o que é vivido, nenhuma tendência passa, ela se transforma em linguagem, estilo, assinatura e permanência.




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Olá, escritores!
Ser tanto escritora, quanto leitora e produtora de conteúdo literário na internet é estar atenta ao calendário literário anual para participar de eventos, descobrir novos autores e livros e fazer conexões — sejam elas com editores e autoras, sejam elas com o público leitor. 

Sendo assim, fiz a nossa já tradicional lista de eventos literários que já sei que vão acontecer e resolvi compartilhar com vocês. Irei a todos os eventos? Não. Mas é bom tê-los no radar. Quem sabe a gente não se encontra por lá?

  • 08 a 12 de abril: FLIZN - Feira Literária da Zona Norte (São Paulo, Brasil)
  • 08 a 12 de abril: 6ª Feira Literária de Tiradentes - FLITI (Minas Gerais, Brasil)
  • 15 a 21 de abril: Feira do Livro da Bahia (Salvador, Brasil)
  • 21 a 24 de abril: Feira do Livro de Buenos Aires (Argentina)
  • 23 de abril: Noite das livrarias (São Paulo, Brasil)
  • 25 de abril a 03 de mail: 20° Festival Literário Internacional de Poços de Caldas - FLIPOÇOS (Minas Gerais, Brasil)
  • 13 a 16 de abril: Feira do Livro de Bolonha (Itália)
  • 26 de abril: Flifantasy - Festival Literário de Fantasia (São Paulo, Brasil)
  • 27 e 28 de abril: FILBO - Feira Internacional do Livro de Bogotá (Colômbia)
  • 13 a 17 de maio: Feira do Livro da UNESP (São Paulo)
  • 16 e 17 de maio: Festa Literária de Santa Teresa - FLIST (Rio de Janeiro, Brasil)
  • 21 a 31 de maio: 22º Feira do Livro de Joinville (Santa Catarina, Brasil)
  • 30 de maio a 07 de junho: A feira do livro (São Paulo, Brasil)
  • 29 de julho a 02 de agosto: Festa Literária Internacional de Paraty - FLIP (Rio de Janeiro, Brasil)
  • 05 a 09 de agosto: Flipelô - Festa Literária Internacional do Pelourinho (Bahia, Brasil)
  • 08 a 16 de agosto: 10ª Feira do Livro de Guaxupé – FLIG (Minas Gerais, Brasil)
  • 04 a 13 de setembro: 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo (São Paulo, Brasil)
  • 24 a 27 de setembro: Feira do Livro de Gotemburgo (Suécia)
  • 07 a 11 de outubro: Feira do Livro de Frankfurt (Alemanha)
  • 30 de outubro a 15 de novembro: Feira do Livro de Porto Alegre (Rio Grande do Sul, Brasil)
  • 29 de novembro a 07 de dezembro: Feira do Livro de Guadalajara (México)
  • 03 a 06 de dezembro: CCXP 2026 (São Paulo, Brasil)

Escritores e leitores, as datas estão aí para todo mundo poder atualizar o calendário. Bora?!



no cruzar de caminhos,
na esquina ao acaso,
no não sei se vou ou se fico
na janela ou no abismo:
nossos olhares se cruzam.

na juventude ou na velhice,
na hora marcada ou inexata,
no inverno seco ou no verão molhado,
no seguir a pé ou no travar do trânsito:
nossos olhares se tocam.

você com cachorro, eu com gato,
você e seu chá, eu e meu espresso,
você acordando cedo, eu indo madrugada adentro,
você amando inverno, eu preferindo verão:
nossos olhares travam.

pessoa certa na hora errada:
a vida exemplificando
que rejeição é ato de ser protegido
por algum dos deuses e seus discípulos.


💡💡💡

Sobre a autora:

Fernanda Rodrigues é uma paulistana apaixonada por gatos e café. Atualmente é professora de escrita literária, de português e de inglês, escritora, revisora, preparadora de textos, leitora crítica, palestrante e cofundadora do Projeto Escrita Criativa. De formação, é especialista em Psicopedagogia, (Anhembi-Morumbi), em Docência em Literatura e Humanidades (FMU) e em Formação de Escritores e Produção e Crítica de Textos Literários (ISE Vera Cruz), além de ser bacharel e licenciada em Letras — Português/Inglês (USJT) e pós-graduanda em Revisão de Textos (FMU). É autora dos livros de poesia A Intermitência das Coisas: sobre o que há entre o vazio e o caos (2019) e Rasgos dentro da minha própria pele (2022), ambos publicados pela Editora Litteralux (antiga Penalux), de La intermitencia de las cosas: sobre lo que hay entre el vacío y el caos (2024), publicado pela Caravana Editorial e do didático Narrativas Digitais: narro, logo existo! Registrar o meu mundo e construir histórias (2021), lançado pela Fundação Telefônica Vivo. É 3º lugar no Prêmio SESC Crônicas Rubem Braga (2017) e tem textos em diversas antologias. Também escreve no site Algumas Observações, no ar desde junho de 2006.

💡💡💡

Sobre o texto:

Texto escrito a partir da proposta do Vivenciando a Escrita,
cujo tema de março de 2026 é pessoa certa na hora errada.
Para saber os outros temas e como participar, clique aqui.

Este texto foi escrito e publicado originalmente no site Algumas Observações,
da nossa cofundadora, Fernanda Rodrigues.


Como Escrever Histórias, de Raoni Marqs, é um guia prático para quem deseja aprimorar a arte de contar histórias. Publicado originalmente de forma independente em 2016, o livro ganhou uma nova edição pela Editora Seguinte em 2025, que é a versão utilizada nesta resenha. Ao longo da obra, o autor nos convida a embarcar em uma jornada para descobrir os segredos milenares da escrita de maneira leve e divertida.

Com exemplos retirados do cotidiano e da cultura pop, Raoni demonstra como as técnicas narrativas são aplicadas na prática e como podem nos ajudar a organizar ideias, sem nos prender a fórmulas engessadas ou cair no lugar-comum. A proposta é aprender as regras de forma acessível para, posteriormente, saber quebrá-las de maneira criativa, entregando histórias que surpreendam positivamente o leitor.


O livro é dividido em duas partes principais.

Na Parte 1, intitulada “Várias coisas”, o autor aborda os fundamentos da criação de histórias, passando por tópicos essenciais como:

  1. conceito;
  2. trama;
  3. logline;
  4. tema;
  5. construção de personagens (herói e vilão).

Nessa etapa, Raoni destaca a importância de definir com clareza a ideia central da história e de encontrar o gênero mais adequado antes de avançar para os próximos passos do processo criativo.


Escrever é muito mais fácil do que planejar uma história. Decidir o que acontece, por que acontece e quais os elementos que compõem a trama é o verdadeiro desafio. 


Já a Parte 2, chamada “Estruturas”, é dedicada à organização narrativa propriamente dita. Nela, o autor apresenta modelos e ferramentas clássicas para estruturar uma história, como a estrutura de três atos e a famosa jornada do herói, além de outras abordagens criativas.

Ao longo dessa parte, Marqs se esforça para manter as explicações o mais simples possível, recorrendo, por exemplo, a piadas para demonstrar como funcionam os mecanismos de uma história. Essa escolha torna o conteúdo mais acessível e ajuda o leitor a compreender conceitos complexos de forma prática e bem-humorada.


Vale destacar também que o livro conta com diversas ilustrações divertidas, feitas no estilo de rabiscos, que ajudam a reforçar o tom leve da obra. Entre elas, há inclusive um personagem recorrente que pode lembrar, ainda que de leve, o famoso “cara de bigode” personagem que vire e mexe rouba a cena aqui no Projeto. 😅

Sem dúvidas, Como Escrever Histórias é um excelente ponto de partida para quem deseja dar os primeiros passos na escrita. Um guia que pode ser revisitado diversas vezes e que nos lembra que escrever pode, e deve ser uma atividade divertida.





Livro: Como escrever histórias
Autor: Raoni Marqs
Editora: Seguinte
Páginas:  206
Sinopse: Neste guia definitivo para vencer a página em branco, Raoni Marqs mostra que todo mundo pode criar uma boa história. Você teve uma ideia, sentou para escrever e no fim das contas não saiu nada? Por onde começar sua história? Em que gênero ela se encaixa? O que é importante numa narrativa? E como organizá-la da melhor forma?
Calma! Você encontrou o livro certo para te ajudar com essas e muitas outras dúvidas. Com exemplos práticos, referências da cultura pop, milhões de ilustrações, um humor curioso (mas muito eficaz!) e empatia pelos erros que você pode (e vai!) cometer, esse livro vai te pegar pela mão e mostrar, passo a passo, como botar sua ideia no papel.


Nós do Projeto Escrita Criativa queríamos compartilhar as nossas metas literárias para este ano de 2026, para começar o ano animadas, organizadas e também convidar vocês a fazerem o mesmo. Às vezes colocar as nossas metas no papel as tornam mais reais do que somente no pensamento, além de ser um recordatório para cumpri-las.

Vamos lá!

Metas de Escrita

Ane

Para as minhas metas de escrita, não pensei em nada muito ambicioso. São elas:

  1. Finalizar o projeto secreto com as meninas;
  2. Escrever todos os temas do Vivenciando a Escrita 2026;
  3. Tentar escrever todos os dias do Escrevembro (no ano passado foram 14 de 30);
  4. Revisitar projetos antigos e tentar concluir pelo menos um deles;
  5. Escrever no blog pelo menos uma vez por semana.

Ayumi

Estas são as minhas metas de escrita para este ano:

  1. Terminar de escrever o projeto secreto com as meninas;
  2. Terminar Grace e o Espelho;
  3. Ter pelo menos dois posts novos por mês no blog;
  4. Participar de concursos literários;
  5. Escrever os temas do Vivenciando a Escrita.

 

Fernanda

Tenho 7 metas de escrita para 2026. São elas:
  1. Terminar de escrever o projeto secreto com a Ane e com a Ayumi (vem coisa legal no Projeto Escrita Criativa);
  2. Terminar de revisar o meu terceiro livro de poesia;
  3. Definir um nome para o terceiro livro de poesia e se vou querer publicá-lo (meu editor está me cobrando isso!);
  4. Escrever no diário todos os dias;
  5. Publicar no blog todos os domingos. Espero conseguir fazer os 52 posts. (Em 2024 eu fiz 33 de 52; já em 2025, esse número subiu para 38. Será que em 2026 eu finalmente bato essa meta?);
  6. Escrever os temas do Vivenciando a Escrita;
  7. Participar de concursos literários.

 

Metas de Leitura

Ane

Já quando o assunto é leitura, as metas ficam um pouco mais ousadas 😅:
  1. Ler  pelo menos 24 livros nacionais;
  2. Ler mais obras de autores de outras nacionalidades. No ano passado foram 8 países, incluindo o Brasil, quem sabe chegar a 10 este ano?
  3. Ler 12 livros físicos. Nos últimos anos, percebi que a maior parte das minhas leituras foi em formato digital, e os poucos livros físicos que li faziam parte de um clube do livro do qual participo. Então, neste ano, a meta é ler pelo menos um livro físico por mês;
  4. Ler livros esquecidos na estante. Também quero priorizar leituras fora do “hype” e encaixar, nas metas anteriores, livros que já tenho, mas que por algum motivo ainda não li;
  5. Finalmente terminar "Os E-mails de Holly". São 770 páginas, das quais já li 126. Será que este ano vai?

Ayumi

Isso é difícil porque no ano passado li, porém sinto que não estou tendo tanto tempo para ler como gostaria. A meta é manter um ritmo legal de leitura e voltar a ler de maneira mais regular. Então vamos lá!

  1. Ler mais livros esse ano, incluindo os de psicologia que tenho pendentes em casa.
  2. Terminar os livros que deixei pela metade.

 

Fernanda

Eu tenho apenas 3 metas de leituras pra este ano:
  1. Fazer mais registros das minhas leituras, seja nas resenhas, seja nos vlogs pro canal.
  2. Ler mais livros da minha estante;
  3. Terminar de ler os livros que comecei e ficaram pelo caminho.

Sei que as metas de escrita já ocuparão boa parte do meu tempo e quero seguir gentil com as minhas leituras. Ano passado, já estava tratando as minhas metas de leitura com essa pegada e me vi surpresa por ter lido 20 livros ao longo do ano (considere que eu viajei, fiquei doente e trabalhei demais no meio desse caminho). Ficarei satisfeita se continuar nessa toada, até porque eu já leio muita coisa extra por conta do meu trabalho como professora de escrita e como leitora crítica e revisora de textos e dos meus estudos de pós-graduação.

 

Deixe aqui nos comentários se você tem alguma meta literária para este ano ou se quiser também compartilhar alguma leitura que está ansioso/a para fazer este ano!



Olá, escritores!

Depois de um período de férias e de planejamento, nossa equipe está muito feliz de estar oficialmente de volta. YAY! 😁 

Apesar de já termos o post do Vivenciando a Escrita (você pode lê-lo aqui), este post é para dar o pontapé oficial do ano e explicar o que vai acontecer no Projeto Escrita Criativa em 2026. Bora lá?


Programação do nosso site


  • Teremos artigos publicados no nosso site todas às quartas-feiras, às 18h (horário de Brasília);
  • Uma vez por mês, publicaremos uma resenha e uma produção literária escrita por uma de nossas cofundadoras com o tema vigente do Vivenciando a Escrita.
  • Caso vocês queiram sugerir algum tema, pode nos escrever no formulário de contato. As sugestões serão consideradas, mas isso não significa que todos os temas indicados serão necessariamente trabalhados ou serão abordados imediatamente.
  • Se vocês quiserem entrar para a estatística do Projeto, podem responder ao nosso Mapeamento de Escritores. 

Em 2026, nós suspendemos o recebimento textos da nossa comunidade. Entretanto, vocês podem continuar compartilhando as suas produções do Vivenciando a Escrita em seus sites e suas redes sociais.



Programação do nosso canal do YouTube

Que tal se tornar membro do canal?

  • Se você ainda não for inscrito no canal, pode fazer isso clicando aqui. Inscreva-se e ative as notificações para não perder nada!
  • Habilitamos a área de membros. Para que você tenha acesso a conteúdo exclusivo, clique em Seja Membro, para fazer parte da nossa floresta criativa e saber quais são os benefícios para cada faixa de apoio. Há quatro opções de apoio. Temos certeza que uma delas funciona para cada um de vocês!
  • Teremos vídeos publicados semanalmente no nosso canal, todos os domingos, às 16h (horário de Brasília);
  • Periodicamente, faremos lives — seja para trazer convidados, seja para apresentar projetos esporádicos. Cada live ficará disponível gratuitamente por uma semana. Depois desse período, o acesso passa a ser exclusivo apenas para membros. Para saber a data de cada live, acompanhe a nossa programação aqui no site e nas nossas redes sociais (todos os links estão aqui).
  • Além do apoio sendo membro, superchat e o Valeu também estão habilitados lá no canal, para quem preferir apoiar Projeto de outra forma.


Nossas redes sociais

Fiquem de olho na aba Comunidade do nosso canal do YouTube, no nosso Instagram e no nosso canal do Telegram. Além aqui do site, esses são os lugares que recebem as atualizações em primeira mão do que está acontecendo no Projeto Escrita Criativa. 

Para nos acompanhar em todas as nossas redes sociais, acesse nosso linktree. 


Por fim

Desejamos que cada um de vocês tenha um excelente 2026, muito criativo, cheio de escrita e de publicações! Vem com a gente nessa, vem!


Olá, escritores! 
Um novo ano se apresenta diante de nós como um caderno em branco, cheio de possibilidades, histórias e descobertas, apenas esperando que comecemos a dar vida a novas memórias e a escrever os próximos capítulos. Que este ano seja um convite à coragem de escrever, ao prazer de criar e à liberdade de explorar novos caminhos pela escrita. Sendo assim, sejam bem-vindos ao Vivenciando a Escrita 2026. Que os temas propostos aqui acompanhem vocês ao longo de todo o ano, inspirando e ajudando a lidar com os possíveis bloqueios que possam surgir pelo caminho.

O que é o Vivenciando a Escrita?

O Vivenciando a Escrita é um convite para que vocês se aventurem em uma jornada criativa a partir de temas mensais propostos por nossa equipe. Cada participante tem total liberdade para interpretar os temas e desenvolver sua escrita da forma que preferir, estabelecendo ou não conexões com outras artes.

Como participar?

É bem simples! Basta escrever com base no tema referente a cada mês. Vocês podem compartilhar seus textos nas suas redes sociais, blog ou em qualquer outro lugar que desejar. Caso queiram guardar pra si, tudo bem também, o importante é manter a escrita em movimento. 

Liberdade para criar:

  • A cada mês um novo tema: abaixo vocês encontram lista com todos os 12 temas para já irem pensando no que escrever;
  • Escolham o gênero textual que mais lhes agradam e explorem o tema do mês com total liberdade;
  • Cada mês, uma nova oportunidade para expandir seus horizontes literários;
  • Retomem temas anteriores, caso tenham perdido algum mês, e completem suas jornadas.



Lista de temas 

  1. Fevereiro: A última noite
  2. Março: Pessoa certa hora errada
  3. Abril: Mentiras que contamos
  4. Maio: Relicário
  5. Junho: Maçã do amor
  6. Julho: O outro lado
  7. Agosto: Fora de controle
  8. Setembro: Beleza oculta
  9. Outubro: Quando as luzes se apagam
  10. Novembro: Um dia de sol
  11. Dezembro: Véspera
  12. Janeiro: Tudo aquilo que deixamos para trás




Depois da escrita

Descansem, voltem e revisem:

Depois de terminar de escrever, deixem seus textos descansando por alguns dias. Este distanciamento é importante para o momento da revisão. Com um olhar mais fresco, vocês conseguirão encontrar possíveis erros com maior facilidade. Ao revisar, procurem por falhas na continuidade, erros de digitação, de ortografia e de gramática. Caso tenham dúvidas, consultem um dicionário ou os posts da parte Aprimoramento Textual, do nosso Comece Aqui.

Compartilhem suas histórias:

Tão bom quanto escrever é compartilhar! Esta parte da proposta não é obrigatória, mas é recomendável.

  • Publiquem seus textos em seus blogs, em uma newsletter, site e/ou redes sociais, inspirando a comunidade.  Além disso, podem enviá-lo para revistas literárias e antologias;
  • Incluam o link do projeto ou um de nossos banners para ampliar a visibilidade;
  • Participem da conversa e usem a hashtag #vivenciandoaescrita para conectarem-se com outros autores;
  • Quando abrirmos as inscrições, vocês podem inscrever os seus textos para participar da próxima antologia do Projeto Escrita Criativa. (ATENÇÃO: as inscrições ainda NÃO estão abertas. Continuem nos acompanhando para saber de futuros editais).

Sejam parte da comunidade:

  • Marquem-nos nas redes sociais e divulgue suas histórias;
  • Juntem-se a nossa comunidade que reúne pessoas que amam escrever via nossas redes sociais: YouTube, Instagram, Threads, X (ex-Twitter), Pinterest, Grupo no Facebook e Página no Facebook.

Despertem a criatividade a cada mês com temas cuidadosamente pensados para exercitar a escrita.


Salve essa imagem para consultar!


Esperamos que vocês se inspirem nos temas deste ano e que possam  criar histórias incríveis com eles! 

Lembramos que o link deste post está em destaque tanto no menu do nosso site em: Como participar > Escreva: Vivenciando a Escrita, quanto no banner na lateral do nosso site. Assim, vocês podem consultá-lo com facilidade ao longo do ano. 😉

Desejamos a todo mundo bom trabalho!


Você também pode gostar: Vivenciando a Escrita 2025 | Vivenciando a Escrita 2024
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