quarta-feira, 21 de julho de 2021

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Photo by Mathilde Langevin on Unsplash.



Olá, escritores!
Aqui é a Fernanda Rodrigues, uma das cofundadoras do Projeto Escrita Criativa. Em junho, meu blog — o Algumas Observações — completou 15 anos. Lá eu falo sobre literatura, posto textos literários e não literários escritos por mim. Este aniversário em especial, me fez refletir sobre como como estar na internet contribuiu para a minha carreira como escritora. É esse conteúdo que venho compartilhar com vocês.

Antes de começarmos, entretanto, é valido dizer aqui que é escritor toda pessoa que se dedica à escrita como profissão, o que significa que não é porque uma pessoa nunca publicou um livro físico que ela deva se achar menos importante do que quem já o fez. A ideia desse post é fortalecer os dois perfis: tanto quem quer escrever sem pretensão de publicar livros, quanto quem tem esse desejo de ser autor publicado.

Foto por Nick Morrison, via Unsplash.


Experimentar diferentes formas de escrita

Diferente do que acontece com um livro, que o autor precisa ter um projeto com uma proposta coesa, no blog é possível escrever diferentes tipos de textos. Aqui eu publico majoritariamente contos, crônicas, poemas, resenhas e artigos, mas há outros escritores que usam os próprios blogs para soltarem os capítulos de seus romances. Poder testar diferentes tipos de texto e ir percebendo com qual tem mais afinidade é importante até para definir o que o autor quer aprofundar, levando para a publicação em livro. 

Registro de evolução da escrita

Ao longo dos anos, isso se torna cada vez mais evidente: a nossa escrita muda, amadurece, segue por novos caminhos. Ter um blog é uma forma de registro dessas mudanças e pode ser usado pelo escritor como forma de estudo da própria obra. É possível ver nos arquivos não só o gênero textual mais escrito, mas também observar os temas de predileção e como eles influenciam no que é produzido.

Além disso, é possível registrar também como é o processo da escrita do próprio livro em si, compartilhando os bastidores de como anda o processo de criação, revisão, publicação.

Foto por Max Saeling, via Unsplash.


Mistura de diferentes linguagens

Em um blog é possível colocar texto, imagem, vídeo e áudio juntos. Para escritores que pretendem criar projetos experimentais, isso pode ser uma forma de ir testando como criar uma miscelânea artística que funcione dentro da proposta estética do projeto futuro a ser lançado.

Feedback instantâneo

O mais legal — e por vezes surpreendente — em um blog é que o autor tem um retorno praticamente instantâneo do texto. Pode acontecer de o autor do blog criar um post mega elaborado e não ter muito feedback positivo e de fazer um texto às pressas e todo mundo amar. Esse é um grande exercício de equilíbrio entre saber ouvir os leitores e, ao mesmo tempo, não se deixar pautar apenas no que os outros querem que seja escrito.

Criação de uma comunidade de leitores-escritores

Ter um blog — e visitar os blogs de outras pessoas — ajuda muito na criação de uma comunidade de leitores. Essa é uma forma bacana de fortalecer relações. Normalmente serão os leitores do blog os primeiros a apoiar o autor quando ele for lançar o seu primeiro livro. O pensamento dessas pessoas costuma ser: "se é legal ler o que o Fulano escreve na internet, imagine em um livro?". Também serão essas pessoas que ajudarão na divulgação da obra — não há nada melhor que o boca a boca! 😍

Independência das redes sociais

Quem viveu o ápice e o fim do Orkut sabe que não se pode publicar somente nas redes sociais. Já parou para pensar se o Instagram ou Facebook resolvem mudar tudo do nada?! Provavelmente quem só publica por essas plataformas corre o risco de perder seus textos. Ter um espaço próprio garante que o autor siga as suas próprias regras, não as ditadas pelo dono da rede social em que publica. 

Foto por Lauren Mancke, via Unsplash.

Portfólio e ponto de informações oficiais

Além de ser o portfólio de registro das criações literárias, o blog serve para o escritor deixar suas informações e todos os links disponíveis na internet. Assim, seus leitores têm informações oficiais e seguras sobre o autor e suas obras.

Argumento para publicação em editoras, editais ou apoio no financiamento coletivo

Quando eu decidi que queria publicar por uma editora, de modo tradicional, eu sabia que ter um blog há 13 anos (na época) era um ponto muito favorável a meu favor. Primeiro porque mostrava que eu não era alguém que resolveu escrever do nada, que já tinha experiência nesse assunto. Segundo, porque eu pude dizer que tinha pessoas que me liam há 13 anos  o que, para editora, significou uma maior probabilidade de vendas (do que se eu tivesse chegado sem blog e sem leitores). Terceiro, porque eu já tinha uma plataforma sólida de divulgação do meu trabalho, uma forma própria de me comunicar e me posicionar nas redes sociais — isso deu mais segurança à editora de que ela poderia contar comigo para divulgar o meu livro. A última coisa que as editoras querem hoje é autor que só escrevem e não fazem nada para vender a própria obra.

Esses mesmos argumentos poderiam ser válidos na escrita de um projeto para algum edital de incentivo à cultura que dão apoio com verba para os autores publicarem. 

Por ter um público estabelecido, esses argumentos e a comunidade de leitores conquistadas podem ser de grande valia caso o autor resolva publicar via financiamento coletivo. 

Estabelecimento de parcerias

Sendo um escritor, é possível que seu blog consiga parceria tanto com editoras, quanto com outros autores e outros blogs literários. Isso é importante porque ajuda a desenvolver o lado profissional entre escritor e as pessoas que fazem parte do mercado editorial: leitores, editoras e produtores de conteúdo.

Mão na massa

Você tem blog? Teve blog? Pensa em ter blog?! Quer publicar um livro mas nunca teve coragem? Me conte aí nos comentários (lembrando que eu tenho um grupo de estudos e uma mentoria de escrita, para quem precisar de ajuda. Os detalhes estão aqui). Vai ser ótimo saber como você se sente em relação à escrita.

quarta-feira, 14 de julho de 2021

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Eu nunca pensei que seria uma escritora famosa. Eu só queria ser uma boa. 



Provavelmente você já ouviu falar de “The Handmaid’s Tale” ou, em português, “O Conto da Aia”,  e Alias Grace (Vulgo Grace), uma vez que ambos os títulos ganharam adaptações para a TV. Tendo isso em mente  você deve reconhecer o nome Margaret Atwood, não é mesmo? Este é um nome conhecido no mundo todo. No entanto, poucos realmente conhecem quem é a mulher por trás dessas e outras histórias.


No documentário Margaret Atwood: A Word After a Word After a Word is Power, a autora e poetisa canadense Margaret Atwood discute sua vida e obra, nos possibilitando conhecer mais sobre sua história, seu processo criativo, e a marca que ela vem deixando no mundo.


 7 coisas que aprendemos em Margaret Atwood: A Word After a Word After a Word is Power


1. O artista nunca desvia os olhos. Isso significa que você olha para tudo. O mais horrível e o mais bonito, e nunca desvia o olhar.


Margaret possuí um olhar atento ao mundo ao seu redor e isso se reflete muito no seu estilo de vida e nas histórias que ela escreve. Um exemplo disso é que enquanto ela escrevia O conto da aia, ela estabeleceu uma regra: todos os fatos do livro precisavam ser baseados em algum antecedente histórico real. Com isso, ela foi capaz de combinar eventos históricos únicos de maneira tão crível, que até assusta por apresentar elementos são similares com nossa realidade atual. 


2. Todo país tem sua própria percepção, sua mitologia geográfica, um lugar que representa o inconsciente, ou um lugar misterioso, ou de aventuras, ou o lugar onde vai encontrar o seu "eu" mais profundo, e para os canadenses, é o norte.


É importante entendermos o que acontece em nosso próprio país, a riqueza do nosso folclore, a pluralidade do povo, nossa flora, fauna e todos aqueles detalhes que fazem o lugar em que vivemos tão único!


3.  É difícil para uma escritora escrever um personagem homem que os homens aprovem. Mesmo se pegar as coisas ruins que os homens dizem sobre si mesmos e coloca-las no personagem masculino no livro de uma mulher  os homens  pensar que estão sendo atacados, mesmo  que você tenha tirado diretamente  da fonte.


Criar bons personagens não é uma tarefa tão simples como muitos acham, ainda mais quando escrevemos uma realidade diferente da nossa ou que não seja nosso lugar de fala. Se acrescentarmos a isso o machismo tão enraizado em nossa cultura, isso só torna uma tarefa ainda mais árdua para as escritoras. E por isso que é tão importante  que nós mulheres não desistamos da escrita.  


4. Eu começo com a escrita à mão porque isso me permite um fluxo maior do cérebro, para a mão na página. Quanto tenho 50 ou 60 páginas posso começar a pensar na estrutura. Prefiro descer a montanha, ir o mais veloz possível, em seguida tento voltar, e preencher e revisar. Quando você revisa vê coisas que talvez não tenha visto pela primeira vez quando escrevia. 


Por mais que existam várias ferramentas tecnológicas que facilitam nossa rotina de escrita, nada melhor para estimular a criatividade do que papel e caneta. 


5. Tudo exige um tipo particular de egoísmo. Você está perguntando se o tipo de egoísmo que a escrita exige é diferente do tipo de todo mundo. Para escrever você precisa entrar em uma sala, fechar a porta e pedir que todos saiam porque precisa escrever.


Escrever assim como qualquer outro atividade necessidade de dedicação, e para se ter eficiência é preciso abrir mãos de algumas coisas, e ser um pouco egoísta em relação as suas prioridades. 


6. Essa é uma área muito misteriosa. Eu não acho que alguém realmente saiba isso e não quero descobrir. Há muitas coisas que eu prefiro não saber sobre escrever porque acho que se você fica curiosa demais começa  dissecar o modo como trabalha e por que o faz e provavelmente pararia. Essa é uma das minhas superstições.


Uma das coisas mais fascinantes na escrita é que por mais que a gente busque por respostas, truques e afins não existe uma formula mágica, sempre há algo novo para explorar e descobrir, porém, devemos tem em mente que há alguns limites que não devem ser ultrapassados.


7. Eu comecei a escrever cedo. Eu escrevi quadrinhos e escrevi pequenas histórias. E escrevi meu primeiro romance aos sete anos. Era sobre uma formiga. Não foi um grande sucesso, mas era ilustrado.
 

Atwood escreve sempre que tem oportunidade e não se prende a um gênero especifico. Possuí um senso de humor sagaz e tem uma capacidade de inspirar as pessoas ao seu redor. Esperamos que essa postagens te inspire a conhecer um pouco mais sobre não apenas o trabalho de Margaret Atwood, mas de outros autores que fizeram e fazem história! 


Margaret Atwood: A Word After a Word After a Word is Power está disponível através dos serviços de streaming Hulu e Paramount+. 

quarta-feira, 7 de julho de 2021

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Imagem sob licença Creative Commons por Geralt

Para quem acompanha o nosso site, falar de A Jornada do Herói já é rotina, mas você sabia que existem outras estruturas para criar histórias? Uma delas é o Método Snowflake.


E se você ainda não leu os nossos posts sobre A Jornada do Herói, você pode clicar aqui e aqui e descobrir como esse método pode te ajudar, além de saber mais sobre a psicologia por trás dela.


O Método Snowflake foi criado por Randy Ingermanson, romancista americano conhecido principalmente por ensinar a escrever livros de ficção, a primeira menção do método foi feita em seu blog em 2005. De acordo com o autor, esse foi o post mais popular e isso o levou a publicar livros mais aprofundados sobre o tema.


O Método Snowflake foi baseado na Curva de Koch (também conhecida como Floco de Neve de Koch ou Estrela de Koch) que revolucionou a geometria em relação as figuras conhecidas como fractais.


E quem disse que letras e matemática não se misturam?


Mas não se preocupe, não vamos falar de matemática. O que importa mesmo é entender como criar o seu próprio floco de neve, ou melhor, a estrutura da sua história.


Antes de entrarmos nos dez passos para criar o seu floco de neve, é importante destacar que esse é um processo complexo e que nem toda estrutura ou método é obrigatória, o mesmo acontece com a Jornada do Herói, você não é obrigado a seguir todos os passos exatamente como está descrito. É importante que você saiba separar o que serve para você e o que não serve.


Então vamos lá!



1 – Sua história em uma frase.

Nessa etapa você deve resumir a sua história em uma única frase. Deve ser algo preciso, “curto e grosso”, que defina bem a trama. Nada de colocar muitos detalhes, nem nomes de personagens ou lugares. O recomendado é, se possível, usar menos de 15 palavras.


Esse passo também te ajuda a resumir para as pessoas sobre o que é a sua história sem prolongar-se muito.


Exemplo:

“Garota adolescente descobre que o garoto que ela está interessada é um vampiro”. (Crepúsculo).


“Menino órfão descobre que é bruxo famoso e é matriculado em uma escola de magia”. (Harry Potter e a Pedra Filosofal).


“Garota adolescente tem dúvidas entre continuar sua rotina ou se aventurar em outro país”. (Fazendo meu filme – A estreia de Fani).

 


2 – Transforme a frase em um parágrafo.


Aqui é onde você irá expandir um pouco mais a ideia do seu livro, criando uma base. O indicado seria usar aproximadamente cinco frases nesse parágrafo. Você pode estrutura-lo de diferentes maneiras, talvez falar de 3 desastres e um final ou trabalhar com:


Início: Vida normal

Incidente incitador: aquilo que desencadeia a história

Meio: Conflitos

Clímax: ponto chave e ápice da história.

Resolução: conflitos anteriores são resolvidos, fim a da história.


Deixamos aqui um post que pode servir nesse passo: Estrutura Narrativa - Laboratorio del Poeta.



3- Ficha de personagens.

Entendendo o enredo, é hora de definir os personagens. Para isso você precisará criar fichas de personagens. Aqui no Projeto temos um post que pode te ajudar a criar esse tipo de ficha, mas o principal seria: nome, uma frase que resume a história do personagem, motivação/desejo, objetivo, conflitos, como ele crescerá na história e um parágrafo sobre a história desse personagem.

 

Temos um material de ficha de personagem para download: clique aqui.



4 – Expandir o parágrafo principal.


Nesse passo você deve pegar o parágrafo feito na segunda etapa e transformá-lo em uma página, acrescentando mis detalhes da trama. Uma dica é pegar as frases do parágrafo e expandir cada um em um parágrafo diferente.

 


5- Aprimorando os personagens.

É hora de expandir as fichas e escrever a história desde o ponto de vista desses personagens. Randy recomenda usar uma página nesse passo, para que você possa descrever bem esse personagem. Recomendamos que você dê uma olhada nos posts abaixo para desenvolver mais detalhes sobre os personagens:


Dicas para construção de personagens

O texto fala: as vozes dos personagens

Criação de personagem: como definir uma personalidade mais realista

Arquétipos na construção de personagens

Arquétipos na construção de personagens: mentor.

 


6 – Parágrafos em páginas.

Nesse passo você deve pegar os parágrafos feitos na etapa 4 e expandir cada um em uma página. Você deve acrescentar a maior quantidade de detalhes possível, pensando em diferentes desdobramentos e como esses diferentes parágrafos podem conectar-se. Uma dica é separar: uma página para o início, uma página para uma segunda parte, uma página para a terceira parte e uma página para o fim.

 


7 – Ficha mais detalhada de personagens.

Nesse passo você deve detalhar ainda mais os personagens, entrando em aspectos mais profundos. Como experiências passadas, sonhos, traumas, motivações, gostos específicos, manias e coisas do tipo que possam justificar as escolhas dele ao longo da história.

 


8 – Lista de cenas.


Hora de organizar a sua história agora que você tem todo o enredo definido, aqui você deverá criar uma lista das principais cenas da sua história. Não se esqueça de definir para cada uma das cenas, o lugar, ponto de vista e personagens que aparecem, mas não se expanda muito, a lista deve ser objetiva e concisa. Você pode usar uma planilha para se organizar melhor.

 


9 – Rascunhar as cenas.

Agora que você tem as cenas definidas, é hora de expandir essas ideias e transformá-las em parágrafos ou até mesmo páginas! Lembre-se que é um primeiro rascunho e não é necessário que seja perfeito. Não se esqueça de acrescentar detalhes.

 


10 – Escreva seu primeiro rascunho.

Depois de passar por todas as etapas anteriores, você já deveria ter material suficiente para começar a escrever o seu livro. Os detalhes mais importantes já estão planejados e escritos, agora é hora de linkar todos eles e acrescentar mais detalhes e outras informações que faltam para a história estar completa. Aqui é quando o seu floco de neve está completo, mas lembre-se de que o primeiro rascunho nunca é o definitivo e você tem a liberdade de voltar nos passos anteriores e mudar qualquer decisão que foi tomada anteriormente.

 

Agora conta para a gente, você já conhecia o Método Snowflake? Você já o usou antes?

quarta-feira, 30 de junho de 2021

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Venha escrever com a gente!


Olá, escritores!

Amanhã chegamos na metade do ano e com a entrada no mês de julho, começa mais uma edição do ETEJ: escrevendo tudo em julho! EEEEEEEEEEEEEEEEEE! 🎉


O que é o ETEJ?

O ETEJ é um projeto esporádico do Projeto Escrita Criativa em que estimulamos que os escritores escrevam juntos em janeiro e em julho. Nossa ideia é incentivar a todos para aproveitarem o mês de férias e colocar as ideias no papel!


O que é para escrever?

Você pode trabalhar em um texto único ou em vários diferentes. Em algo totalmente novo ou em um projeto que já estava em andamento. O importante é que você escreva todos os dias ao longo do mês de julho.

E se faltar ideia?

Seus problemas acabaram! Foi justamente pensando na falta de ideias que a nossa equipe desenvolveu um arquivo com uma proposta por dia envolvendo tanto temas aleatórios, quanto diálogos, enredos, personagens e cenários. 

Clique aqui ou na imagem para baixar o seu arquivo do ETEJ/2021.


Lembrando que você pode tanto escrever as ideias que propusemos, quanto trabalhar a partir da sua criatividade, e que se o processo continuar complicado, você pode clicar aqui para ter acesso a diversos artigos para te ajudar na construção do seu texto.

Por fim, vale conto, crônica, novela, poesia, romance, dramaturgia, o que você quiser!

Escreveu? Compartilhe!

Publicou o seu texto nas redes sociais, compartilhe com a tag #ETEJ, para que a gente possa ler também os seus escritos.

Bom trabalho!

quarta-feira, 23 de junho de 2021

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The war of art, de Steven Pressfild, é aquele tipo de livro que diz “ei, você, pare de adiar o seu sonho!”. Resolvi comprá-lo depois que tive uma conversa com a escritora e coach Allison Fallon, sobre o meu medo de me assumir autora. Ela fez a indicação, e eu, como uma boa aprendiz, acatei com carinho de quem quer mudar o jogo.


O subtítulo do livro, Break through the block and win your inner creative battles, já dá uma noção do caminho que a narrativa irá seguir: um a sequência de explicações, exemplos e incentivos para que o artista que o lê deixe de ser amador e passe a agir como um profissional.

A obra está dividida em três partes. No book 1, Resistance, defining the enemy, o autor apresenta todos os aspectos da resistência. Segundo o que ele defende, é ela que nos faz desistir - muitas vezes, sem tentar. A resistência pode se configurar em forma de procrastinação, de medo, de vício, de dramatização, de fundamentalismo, ou de qualquer outro jeito que paralise o artista, bloqueando o seu desejo mais íntimo de criar. Esta parte é interessante, porque não há como não se identificar com algum dos exemplos. Quem já tentou fazer arte alguma vez na vida, também sabe o que é se autossabotar.

"Sabe, Hitler queria ser um artista. Aos dezoito anos ele pegou a sua herança, setecentas coroas, e se mudou para Viena para viver e estudar. Lá, ele entrou na Academia de Artes e, depois, na Escola de Arquitetura. Você já viu alguma das pinturas dele? Nem eu. A resistência o venceu. Você pode chamar de exagero; mas, de qualquer forma, eu devo dizer: foi mais fácil para o Hitler começar a Segunda Guerra Mundial do que enfrentar uma tela em branco".
(trecho do livro The War of Art, em tradução livre)

No book 2, Combating resistance, turning pro, Pressfild ensina como combater a resistência, para se tornar um profissional, e defende a necessidade disso. Nesta parte, vemos a importância da persistência e do aprendizado quando falhamos. Aqui, ele também explica a maturidade do artista que age como profissional e que sabe que as críticas são feitas à arte, não à pessoa que as recebem.

Por fim, o book 3, Beyond Resistance, The higher realm, aborda como agir de maneira a conciliar a inspiração e o trabalho. Para o autor, certamente há uma Musa (anjos, áurea), algo superior que guie o processo criativo de seus artistas. Por outro lado, ele defende que esta energia só se torna arte, quando o artista se dedica todos os dias, como em um trabalho formal. Quanto mais você inspira e mergulha na sua arte, mais ela virá até você.



Os capítulos são curtos, mas muito reflexivos. Os que falam sobre o medo são os que dão um soco no estômago de quem quer se assumir escritor, pintor, fotógrafo, ator, cantor ou trabalhador artístico. Eles vão fundo no cerne das nossas inseguranças e nos provocam a ponto de nos fazer movimentar.

Em um mundo que vive falando que a arte é banalidade, The war of art é aquele tipo de livro que nos inspira a não desistir como artista.
Capa.

Livro: The war of art
Subtítulo: Break through the block and win your inner creative battles
Autor: Steven Pressfield
Editora: Black Irish Entertainment
Páginas: 190
Sinopse: A succinct, engaging, and practical guide for succeeding in any creative sphere, 'The war of art' is nothing less than Sun-Tzu for the soul hat keeps so many of us from doing what we long to do? Why is there a naysayer within? How can we avoid the roadblocks of any creative endeavor-be it starting up a dream business venture, writing a novel, or painting a masterpiece? Steven Pressfield identifies the enemy that every one of us must face, outlines a battle plan to conquer this internal foe, then pinpoints just how to achieve the greatest success. 'The war of art' emphasizes the resolve needed to recognize and overcome the obstacles of ambition and then effectively shows how to reach the highest level of creative discipline. Think of it as tough love... for yourself. Whether an artist, writer or business person, this simple, personal, and no-nonsense book will inspire you to seize the potential of your life.

O livro ainda não possui versão em português, porém o Grupo Pensamento está trabalhando com versões em português de outras obras do autor. Para saber mais: https://www.grupopensamento.com.br/busca/Pressfield

quarta-feira, 16 de junho de 2021

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Não importa que tipo de cena você está escrevendo, existem alguns elementos básicos que são fundamentais para um bom desenvolvimento da narrativa, e algumas perguntas podem te ajudar nisso. São elas: O que, quem, quando, onde, como e por quê.




O que: Antes de tudo é importante definir o que irá acontecer na cena. Crie um roteiro do que você deseja que aconteça para te guiar nesse processo. Ex: duas pessoas se encontram no ponto de ônibus em frente a cafeteria.




Quem (Personagens): Você já definiu o que vai acontecer, agora é hora de definir quem está ou irá aparecer na cena. É importante conhecer os personagens. Quem são eles? Que tipo de relacionamento eles têm entre si? Como eles irão de comportar nesse encontro?


Nesse item pense também no ponto de vista. Sua história é contada em primeira ou terceira pessoa? Cada personagem possui uma personalidade distinta e isso vai influenciar no olhar que ela terá ao descrever cada situação, caso você esteja narrando em primeira pessoa.

Você também pode se interessar por: Dicas para construção de personagensFoco Narrativo: o que é, tipos e exemplos, O texto fala: as vozes dos personagens e Arquétipos na construção de personagens.




Quando (Data e horário): Você não precisa acrescentar na narrativa o dia exato e a hora em que cada cena ocorre, mas é importante que você tenha uma noção de quando ela está acontecendo, para não correr risco de cometer erros de continuidade ou de deixar seu leitor perdido. Esses detalhes são imprescindíveis, principalmente no caso de flashbacks ou qualquer outra alteração de tempo da história.




Onde (Ambientação): Precisamos saber “onde” as coisas acontecem, uma vez que os locais que se passam uma cena fazem toda a diferença para a imersão do leitor na história. Esse passo vai ajudá-lo a pensar se o local já foi citado anteriormente ou se é algo totalmente novo.


Criar uma lista de lugares é uma ótima forma de você não correr o risco de repetir uma mesma locação com descrições diferentes e causar confusão em que lê. Outra dica é explorar os cinco sentidos (visão, audição, paladar, olfato e tato), para tornar a experiência de leitura mais palpável. Exemplo: Sua cena se passa em cafeteria localizada em frente a um ponto de ônibus. O que seu personagem vê? Quais são os cheiros que ele pode sentir? O que ele escuta? Qual o sabor da comida? A textura do ambiente?



Como: Você já definiu quem fará parte, como, quando e em que lugar vai acontecer a cena. Agora é a hora de escrever como tudo isso irá se desenrolar.



Por quê? (Objetivo da cena): E por fim, mas não menos importante, todas as cenas de uma história precisam ter um objetivo. Provavelmente você já leu algum livro e ficou se perguntando o que afinal tal cena agregou para o desenvolvimento da narrativa, assim como já notou que alguns autores costumam colocar outras várias para preencher espaço e que poderiam muito bem serem cortadas sem prejudicar em nada a história.


Nesse momento pense em qual papel você deseja que essa cena desempenhe. Ela será importante para o avanço da história? Vai trazer algum conflito? Progredir relacionamentos? Apresentar uma informação crucial ou detalhes da personalidade de algum personagem?

Essa etapa irá te ajudar a ver se seu livro apresenta coerência ou se precisa de alguma cena seja cortada, ou acrescentada.


Esperamos que essas dicas sejam úteis para o desenvolvimento da sua história. 

quarta-feira, 9 de junho de 2021

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Livro aberto com o título "Dicas de escrita: diferenças e usos dos porquês nas variantes do português brasileiro e europeu"
Foto por Mikołaj, via Unsplash.

O uso dos porquês é algo que sempre traz dúvidas para os escritores e falantes da língua portuguesa, principalmente aqui no Brasil. Apesar de a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) ter assinado um acordo ortográfico para tornar as variantes mais homogêneas entre si, ainda há alguns pontos relativos ao uso e grafia das palavras que são diferentes no Português Brasileiro (PTBr) e no Português de Portugal (PTPt) — também conhecido como Português Europeu.

Bandeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Vale dizer aqui que, apesar de o Brasil ser a localidade que concentra o maior número de falantes da língua portuguesa, outros lugares do mundo usam a variação europeia como grafia oficial. Nós, brasileiros, estamos cada vez mais em contato com a variante de Portugal, uma vez que temos mais acesso não só a autores portugueses, mas aos moçambicanos, angolanos, cabo-verdianos (Saramago, Valter Hugo Mãe, Mia Couto, Pepetela, Agualusa, Gonçalo M. Tavares, Paulina Chiziane, Ondjaki e tantos outros que são lidos com frequência por aqui). É claro que autores africanos usam a variante europeia somadas à cultura e ao vocabulário de seu país de origem. Cabe a nós, leitores brasileiros, perceber a diferença ortográfica e gramatical ao compararmos os textos de outras variantes com o que temos como gramática normativa por aqui. O mesmo fenômeno se dá com os nossos livros (músicas e programas de televisão) que saem do Brasil para toda a CPLP. Lá, os falantes percebem que nós temos o nosso próprio modo de falar que se distingue do deles.


Dois porquês X Quatro porquês

Português de Portugal (PTPt)



A variação europeia da língua portuguesa resolveu a questão de forma mais simplificada se comparada à brasileira, adotando apenas duas formas de grafia: porque e porquê — mesmo que essas palavras apareçam em perguntas diretas. Vejamos: 

1. Eles usam porque — tudo junto e sem acento — para perguntas e respostas. Aqui, a palavra tem função de advérbio interrogativo ou de conjunção.

2. Já o porquê — tudo junto com acento — indica que a palavra foi substantivada (sempre vem precedida de um artigo: o porquê), sendo sinônimo de: o motivo, a causa, a razão, ou que é um advérbio interrogativo (pergunta no fim da sentença). Vale dizer que este porquê é acentuado porque todas as palavras oxítonas terminadas em -a, -e, o, -em e seus plurais são acentuadas.


Português brasileiro (PtBr)



Aqui no Brasil temos quatro formas de sinalizar o porquê nas sentenças: por que, porque, porquê e por quê. Cada uma com uma função. Repare que é de acordo com a função, não com a pontuação

Conforme aponta o escritor, crítico literário e jornalista Sérgio Rodrigues, no livro Viva a Língua Brasileira!

"Aprendemos na escola uma regrinha muito simples: por que é usado em construções interrogativas e porque, conjunção explicativa ou causal, em construções afirmativas. Como regra geral, vale. O problema é achar que o ponto de interrogação liquida a questão: se existe, é por que; se não existe é porque. Não é bem assim — ou nem sempre é assim".


1. Por que — separado e sem acento — em sentenças interrogativas

Usamos por que — separado e sem acento — tanto nas sentenças interrogativas diretas (que terminam sinalizadas com pontos de interrogação), quanto nas indiretas (que, na maioria das vezes, terminam sinalizadas por ponto final). Neste caso, ele tem ou função de advérbio interrogativo ou de pronome relativo. Quando pronome relativo, esse "que" pode ser substituido por "qual/quais" e/ou acrescido por "razões/motivos". Por exemplo:

  • Por que a Ana foi embora mais cedo? Interrogativa direta. 
O por que poderia ser acrescido de razões/motivos (Por que motivo a Ana foi embora mais cedo? / Por que razão a Ana foi embora mais cedo?) ou ter o que substituido por qual, acrescido de razão/motivo (Por qual motivo a Ana foi embora mais cedo? / Por qual razão a Ana foi embora mais cedo?).

  • Não entendo por que a Ana foi embora mais cedo. Interrogativa indireta.
O por que poderia ser acrescido de razões/motivos (Não entendo por que motivo a Ana foi embora mais cedo. / Não entendo por que razão a Ana foi embora mais cedo.) ou ter o que substituido por qual acrescido de razão/motivo (Não entendo por qual motivo a Ana foi embora mais cedo. / Não entendo por qual razão a Ana foi embora mais cedo).


2. Porque — junto e sem acento — em sentenças explicativas ou causais
Fazemos o uso de porque — junto e sem acento — quando eles assumem a função de conjunção (seja ela coordenativa explicativa ou subordinativa causal). 

Quando aparece como conjunção coordenativa explicativa, como o próprio nome diz, este porque precede a uma explicação, a um motivo. Nesse caso, ele pode ser substituido pelos sinônimos pois (antes do verbo), porquanto, que. Exemplos:
  • Não solte balões, porque podem causar incêndios. 
  • Choveu a noite toda, porque as ruas estão molhadas. 

Repare que, nos dois exemplos acima, é possível trocar a conjunção porque pelos sinônimos já citados (pois, porquanto, que):
  • Não solte balões, pois podem causar incêndios. Não solte balões, porquanto eles podem causar incêndios. |  Não solte balões, que eles podem causar incêndios. 
  • Choveu a noite toda, pois as ruas estão molhadas. 

Quando aparece como conjunção subordinativa causal, também como aponta o nome, esse porque nos aponta para a causa, motivo ou razão da ação que faz parte da oração principal da sentença e que tem, portanto, um efeito ou acontecimento. Pode ser substituido por poisque, como, porquanto, visto que, visto como, já que, uma vez que (com o verbo no indicativo), desde que (com o verbo no indicativo). Exemplos:
  • O tambor soa porque é oco. (causa/motivo: porque é oco; efeito/acontecimento: o tambor soa)
  • Não nos recebeu porque estava de luto. (causa: porque estava de luto; efeito/acontecimento: não nos recebeu)

Assim como acontece com as coordenadas explicativas, o uso da conjunção porque (junto e sem acento) pode ser substituído pelos sinônimos citados antes dos exemplos (poisque, como, porquanto, visto que, visto como, já que, uma vez que, desde que):
  • O tambor soa já que é oco. 
  • Não nos recebeu visto que estava de luto. 

Para quem sabe inglês, uma dica dada por Sérgio Rodrigues para diferenciar o primeiro "por que" do segundo "porque" é fazer o que ele chama de O teste do inglês. Ainda no livro Viva a Língua Brasileira!, ele diz:

Para quem fala inglês, outro truque útil é traduzir por why e because. No exemplo 1 ["Não entendo por que o governo não acordou mais cedo."], temos why, "por que". No 2 ["Você pensa que está a salvo da crise só porque é funcionário público?"], because, "porque". Simples assim.


 3. Por quê — separado e com acento — no fim do período ou seguido de pausas.

O por quê, separado e com acento, é sinônimo de "por qual motivo" e usado no final de frases e orações (reparem que o uso é frases e orações, não onde coloca-se o ponto final/de interrogação) ou quando assume a função de advérbio interrogativo sozinho em uma oração.

  • Estão brigando? Por quê? (= Estão brigando? Por qual motivo?)
  • Sem saber por quê, Carina se sentia inspirada. (= Sem saber por qual motivo, Carina se sentia inspirada.)
  • Não veio por quê? (= Não veio por qual motivo?)
  • Por quê? (= Por qual motivo?)

4. Porquê — junto e com acento — substantivo masculino. 

A palavra porquê, grafada junta e com acento, tem valor de substantivo. Normalmente ela vem precedida do artigo definido o e tem como sinônimo motivo, causa.
  • Não entendi o porquê de você se demitir. (= Não entendi o motivo/a causa de você se demitir.)
  • Eis o porquê da discussão. (= Eis o motivo/a causa da discussão.)
  • Não sei o porquê da sua dúvida. (= Não sei o motivo/a causa da sua dúvida.)
  • Pedro compreendeu o porquê de Camila ter se sentido mal: ele havia se esquecido do aniversário da amada. (=Pedro compreendeu o porquê de Camila ter se sentido mal: ele havia se esquecido do aniversário da amada.)


Para saber mais

O professor Pasquale Cipro Neto fez um episódio do podcast A Nossa Língua de Todo Dia sobre este assunto. Aperte o play para ouvi-lo:



Referências:

BECHARA, Evanildo. Gramática Fácil: completa e rápida de consultar, para responder a todas as suas dúvidas. 1ª Edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2014. p.182-183.


BECHARA, Evanildo. Novo dicionário de dúvidas da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. p.228-229.


CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. 48ª ed. rev. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2008. p.290-291.


RODRIGUES, Sérgio. Viva a língua brasileira!: uma viagem amorosa, sem caretice e sem vale-tudo, pelo sexto idioma mais falado do mundo — o seu. 1ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2016. p.98-100.

Aulete Digital. Por quê. Disponível em: https://aulete.com.br/por%20qu%C3%AA. Acessado em 07 de junho de 2021, às 19:32.

quarta-feira, 2 de junho de 2021

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As primeiras capas surgiram com o objetivo único de proteger as páginas manuscritas ou impressas de maneira árdua, e as encadernações eram feitas em couro ou papel velino.
Em 1935, a editora Penguin revolucionou o mercado editorial com a criação do livro de bolso, onde suas capas eram simples e elegantes, sendo coloridas, onde sua variação era de acordo com o assunto (laranja para a ficção, azul para a biografia, verde para o crime) com linhas horizontais brancas.  Esta iniciativa tornou os livros mais acessíveis à população, e foi aí que as capas realmente começaram a fazer sucesso.

A capa é o primeiro contato que o leitor terá com a história, do ponto de vista comercial ela tem o poder de despertar a vontade de comprar a obra, assim como ela também desperta a curiosidade de iniciar a leitura para desvendar o que a história conta, ela faz com que o livro se encaixe e ao mesmo tempo se destaque dos demais de seu gênero. Em resumo a capa do livro é uma embalagem, um pedido de atenção e uma promessa.

Já ensinamos aqui no blog e em nosso canal a como fazer uma capa de livro, e também listamos alguns tipos de capa que podem ajudar na escolha do estilo perfeito para você. Hoje traremos novas formas de definir os elementos da capa de seu livro de acordo com a história que você contará em sua obra.

Normalmente a capa coloca o livro em um contexto que o leitor já conhece, por exemplo, os livros de fantasia costumam apresentar alguns elementos como gnomos, elfos, cavalos, espadas, cabelos soltos, névoa, dragões, magos, feiticeiras e/ou algum tipo de tipografia medievalista. Elementos como os mencionados costumam aparecer na maioria das obras deste gênero, fazendo com que fãs as reconheçam logo de cara.





Com base nisso, realize uma busca em obras do mesmo gênero de sua história, observe os elementos em comum e tente trazer para a capa do seu livro “pistas” ao leitor, assim você pode conseguir chamar sua atenção e despertar o interesse dele de ler sua obra.

A ilustradora alemã Silja Götz ao longo de sua carreira identificou algumas soluções de design recorrentes nas capas de livros ao redor do mundo, que funcionam como fórmulas mágicas, são elas: 

Siga o herói


A ilustradora colocou nesta categoria as capas que normalmente apresentam uma pessoa de costas, ela notou que este recurso é comumente usado em romances jovens adultos (YA) ou em livros de aventura. Capas dessa categoria nos despertam a curiosidade, pois queremos descobrir qual será a jornada do personagem exibido na capa.

Um exemplo clássico para esta categoria, é aquela capa que apresenta uma grande paisagem com um personagem de costas indo em direção ao desconhecido. Sua figura é minúscula bem no meio da imagem e não conseguimos ver seu rosto, ao olhar para capas com esses elementos temos a sensação de que o personagem irá percorrer um longo caminho e nos convida para descobrir qual será, ou seja, desperta nossa curiosidade para acompanhar a jornada do herói. 






Silhueta


Não há somente um gênero literário ao qual se limite a estratégia de se utilizar uma silhueta na capa, mas uma dica que Silja dá quando se utiliza desse recurso é de sempre colocar a silhueta em um ângulo de 90 graus.

Você pode optar por usar apenas uma silhueta simples combinada com o título do seu livro ou incrementá-la com elementos que remetam a história, como por exemplo, paisagens, outras pessoas e objetos.





Tudo em ordem


Assim como a estratégia da silhueta, “Tudo em ordem” não se limita a somente um gênero literário, nessa técnica o importante é que a distribuição dos elementos da capa seja realizada de maneira uniforme.



Guirlandas


Capas que apresentam o título de maneira emoldura, normalmente por flores, enquadram-se nessa estratégia, ela pode conter quase tudo, pessoas, edifícios, animais... O importante aqui é sempre manter a simetria. 




Você pode ter notado que algumas capas utilizam mais de uma das técnicas listadas por Götz,  isso nos lembra que essas fórmulas servem para ajudar a dar um norte como não sabemos por onde começar. Independente da sua escolha, algo que sempre funciona é optar por uma composição com grande estilo! Então, saia da sua zona de conforto e explore as possibilidades. 




quarta-feira, 26 de maio de 2021

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Imagem sob licença Creative Commons por Life-Of-Pix

O Word é um programa muito presente na vida dos escritores, seja para escrever um livro, fazer anotações ou um rascunho de um texto. Porém, existem várias ferramentas dentro do próprio Word que podem te ajudar de várias maneiras diferentes, desde o layout até algo mais relacionados com a redação do texto.


Por isso hoje apresentamos para vocês essas cinco ferramentas que você provavelmente não conhecia e que podem te ajudar muito na hora de escrever!

 

1 – Hifenização automática.

Se você é o tipo de autor que gosta de ter o seu texto hifenizado e sofre ao ter que revisar se a hifenização continua correta após acrescentar ou tirar trechos do seu livro, esta é a sua solução.


O Word possui uma opção de hifenização automática que pode ser aplicada em todo o corpo do texto e muda automaticamente caso você apague ou acrescente trechos. Mas mesmo assim é muito importante checar se a hifenização foi feita de maneira correta, já que muitas vezes não podemos confiar em tudo aquilo que o word faz, como o próprio corretor automático que comete erros.


Você pode encontrar essa ferramenta indo em: layout da página>hifenização>automático.

 



2 – Conversão de Word para PDF.

Você é o tipo de pessoa que procura um site para converter seus .doc para .pdf? Pois saiba que você não precisa disso! Não, não estamos falando das extensões (muitas vezes pagas) que são colocadas no Word como o Adobe Acrobat ou o Foxit PDF. O próprio programa faz isso sem precisar de nada.


Os passos são muito simples: arquivo>salvar como>aqui você deve escolher sua pasta/local de preferência>tipo>PDF.


Nessa área você também terá um botão de opções onde você pode configurar algumas coisas, além de escolher se o tamanho do arquivo é padrão (recomendado para impressão e web) ou mínimo (somente para web).


 


3 – Comentários.

Se você utiliza o docs do Google Drive ou do OneDrive, com certeza já conhece a ferramenta de comentários. Essa mesma ferramenta existe no Word e é muito utilizado em trabalhos de leitura crítica e correção para apontar diferentes coisas ao escritor, porém, você também pode utilizá-las para fazer anotações ou até mesmo planejamento, sinalizando pontos importantes no enredo ou informações que o leitor não deve saber, mas você sim.


Para utilizar essa ferramenta é muito fácil, é só ir em: revisão>selecionar parágrafo, trecho ou palavra>clicar em novo comentário.

 



4 – Ferramenta de títulos + localizar.

Já utilizamos essa ferramenta no vídeo de diagramação, mas é bom destacar a funcionalidade dos títulos, principalmente quando você trabalha em um livro longo com muitos capítulos. A ferramenta de títulos pode ajudar você a se localizar melhor ao invés de “passear” pelas páginas do word até achar determinado capítulo, outra funcionalidade é que você pode “esconder” o capítulo ao clicar na flecha ao lado no nome do seu capítulo.


Para usá-lo você deve ir em: página inicial>estilo>selecionar o nome do seu capítulo>título1>localizar.


 



5 – Encontrar versões salvas automaticamente.

Já aconteceu com você de perder alguma história ou capítulo porque o Word fechou do nada ou simplesmente aconteceu algum problema? Supostamente, o programa deveria salvar o seu documento automaticamente de dez em dez minutos ou guardar uma última versão do arquivo antes do programa fechar automaticamente.


Todos esses arquivos ficam guardados em um lugar específico do seu computador, porém com o tempo eles são apagados, por isso pode ser que você não encontre sempre o que estava procurando.


Para encontrar arquivos perdidos nas profundezas é só ir até: arquivo>opções>salvar>local do arquivo de autorecuperação>procurar...


Ao clicar em procurar, uma janela nova deve abrir com todos aqueles documentos que foram salvos, porém você não vai conseguir abrir o documento desse local. Você deve copiar aquele endereço que começa com “C:” nos seus documentos e dar enter, ali você terá acesso e poderá abri-los.



 



 Conta aqui para a gente, você já conhecia essas ferramentas? Qual outra tem para recomendar para a gente?

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