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Caro e gentil leitor,

Há algo empolgante e perigoso em escrever e receber uma carta.

Não importa se ela chega selada com cera, dobrada às pressas em um envelope gasto ou, de maneira tímida, entre dezenas de notificações no celular. Uma carta carrega muito mais do que palavras: ela traz consigo a dedicação e o tempo que alguém, em algum momento, reservou para escolher as melhores palavras para contar um segredo, falar sobre a vida, se despedir ou deixar transbordar no papel algum sentimento que precisava ser expresso.

Talvez seja exatamente por essa ideia de pausa, proximidade, intenção e uma pitadinha de curiosidade que os romances epistolares nunca tenham desaparecido completamente.

Ler um romance epistolar é como ouvir uma conversa alheia. Como estar em um lugar onde não deveríamos estar.  Esse tipo de história é como uma cápsula do tempo. Um convite a novas descobertas a cada página. 

Mas, afinal, o que é um romance epistolar?

O termo “epistolar” vem do latim epistolaris, que significa “relativo a cartas”. Portanto, um romance epistolar é uma narrativa construída, total ou parcialmente, por meio de documentos escritos pelos próprios personagens. Cartas são o exemplo mais conhecido, mas o formato pode incluir diários, bilhetes, telegramas, recortes de jornal ou qualquer outra forma de comunicação escrita.

Porém, à medida que a forma como nos comunicamos evoluiu, o mesmo aconteceu com o romance epistolar. Telegramas, e-mails, gravações de voz, mensagens de texto  e outras formas de comunicação eletrônica têm sido utilizadas para criar narrativas que lembram o estilo  found footage — recurso utilizado no cinema, principalmente em filmes de terror, em que a história é contada por meio de gravações supostamente reais que foram perdidas e depois recuperadas.

Ou seja, em vez de um narrador nos contar o que aconteceu, somos convidados a descobrir os acontecimentos através das palavras daqueles que estavam envolvidos neles. Porém, antes dos romances ficcionais, era comum a publicação de livros epistolares que reuniam cartas reais escritas por governantes e intelectuais de outrora. 



Por que escolher contar uma história assim?

Ora, porque, na maioria das vezes, cartas revelam coisas que uma narração tradicional talvez escondesse ou não tivesse espaço para explorar. É dar ao leitor um acesso VIP às palavras privadas de alguém, aos seus sentimentos mais íntimos. Quando escrevemos uma carta, escolhemos o que contar e o que omitir. Podemos exagerar, suavizar, mentir e, sobretudo, tentar controlar a impressão que o destinatário terá de nós. É justamente essa possibilidade de revelar e esconder informações que torna a estrutura epistolar tão interessante: independentemente dos documentos utilizados para contar uma história, o formato permite criar uma sensação maior de intimidade, realismo e suspense, fazendo com que muitos autores recorram a ele para construir suas narrativas.

Isso torna o romance epistolar especialmente interessante para histórias sobre amor, amizade, segredos, conflitos e relações humanas.

Exemplo: Imagine uma história de amor na qual os protagonistas não conseguem conversar sobre aquilo que realmente sentem. 

Em uma narrativa convencional, o autor poderia simplesmente nos mostrar seus pensamentos, intercalando os pontos de vista. Já no romance epistolar, porém, existe uma oportunidade interessante: eles precisam escolher o que dizer um ao outro. E essa escolha pode criar um conflito.

Uma personagem pode escrever uma carta e nunca enviá-la. Outra pode responder apenas a uma parte da carta que lhe foi entregue. Uma terceira pode encontrar uma correspondência que não deveria ter visto. Uma carta pode cair em mãos erradas. Pode desaparecer, ser falsificada. Chegar tarde demais…

Uma carta de amor, não é apenas uma declaração de sentimentos. É também um retrato de quem a escreveu.

  • O que motivou a pessoa a escrever?
  • O que essa pessoa tem coragem de dizer? E o que ela não consegue?
  • Por que determinada palavra foi escolhida?
  • Por que determinada palavra foi apagada?
  • E, talvez mais importante: o que aconteceu entre uma carta e outra?


É aí que o gênero começa a brincar com o leitor, despertando sua curiosidade e fazendo-o imaginar como é a vida cotidiana das pessoas por trás daquelas palavras escritas. Afinal, estamos tendo acesso apenas a recortes, assim como acontece através do feed e dos vídeos curtos nas redes sociais.

Romances epistolares para conhecer e se inspirar 




Carta à rainha louca, de  Maria Valéria Rezende: Olinda, 1789. Isabel das Santas Virgens, presa no convento do Recolhimento da Conceição, escreve à rainha Maria I, conhecida como a Rainha Louca. Em suas cartas, ela, tida por muitos como também lunática, conta os destemperos cometidos pelos homens da Coroa – e por aqueles que galgaram tal posto – contra mulheres, escravizados e todos os que se encontravam mais vulneráveis. Por meio dos tormentos passados por ela e por sua senhora Blandina, nossa narradora expõe o pano de fundo da colonização brasileira e da situação da mulher que ousava desafiar.

A correspondente, de Virginia Evans: Mãe, avó, filha adotiva, mulher divorciada e aposentada após uma brilhante carreira no direito, Sybil van Antwerp desempenhou muitos papéis na vida. E algo sempre a acompanhou: a paixão por cartas. Elas dão sentido a seu mundo e a ajudam a entender seu lugar nele. Todos os dias, Sybil escreve a destinatários variados – o irmão, a melhor amiga, a diretora da faculdade de Letras, escritores como Joan Didion e Diana Gabaldon – e fala sobre o que a comove e a incomoda, o que a inspira e a entristece.

Flores Para Algernon, de Daniel Keyes: Com excesso de erros no início do romance, os relatos de Charlie revelam sua condição limitada, consequência de uma grave deficiência intelectual, que ao menos o mantém protegido dentro de um “mundo” particular – indiferente às gozações dos colegas de trabalho e intocado por tragédias familiares. Porém, ao participar de uma cirurgia revolucionária que aumenta o seu QI, ele não apenas se torna mais inteligente que os próprios médicos que o operaram, como também vira testemunha de uma nova realidade: ácida, crua e problemática. Se o conhecimento é uma benção, Daniel Keyes constrói um personagem complexo e intrigante, que questiona essa sorte e reflete sobre suas relações sociais e a própria existência. E tudo isso ao lado de Algernon, seu rato de estimação e a primeira cobaia bem-sucedida no processo cirúrgico.

A cor púrpura, de Alice Walker: Ambientado no Sul dos Estados Unidos, entre os anos 1900 e 1940, conta a história de Celie, mulher negra, pobre e semianalfabeta. Brutalizada desde a infância, a jovem foi estuprada pelo padrasto e forçada a se casar com Albert, um viúvo violento, pai de quatro filhos, que enxergava a esposa como uma serviçal e fazia dos sofrimentos físicos e morais sua rotina.

Durante trinta anos, Celie escreve cartas para Deus e para a irmã Nettie, missionária na África. Os textos têm uma linguagem peculiar, que assume cadência e ritmo próprios à medida que Celie cresce e passa a reunir experiências, amores e amigos. 

A sociedade literária e a torta de casca de batata, de Mary Ann Shaffer e Annie Barrows: conta a história de Juliet Ashton, uma escritora em busca de um tema para seu próximo livro. Ela acaba encontrando-o na carta de um desconhecido de Guernsey, Dawsey Adams, que entra em contato com a jornalista para fazer uma consulta bibliográfica. Começa aí uma intensa troca de cartas a partir da qual é possível identificar o gosto literário de cada um e o impacto transformador que a guerra teve na vida de todos. As correspondências despertam o interesse de Juliet sobre a distante localidade e narram o envolvimento dos moradores no clube de leituras – a Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata –, além de servirem de ponto de partida para o próximo livro da escritora britânica.


Evidências de uma traição, de Taylor Jenkins Reid: Uma jovem desesperada no sul da Califórnia se senta para escrever uma carta para um homem que ela nunca conheceu — uma escolha que mudará sua vida para sempre. Meu coração te pertence, David. Mesmo sabendo que eu não te conheço…
Pouco a pouco, a correspondência entre Carrie Allsop e David Mayer revela os detalhes de um caso devastador entre seus cônjuges. Ao longo das cartas, eles confessam seus medos e compartilham sentimentos escondidos no fundo de suas almas, tentando decidir como seguir em frente.

O garoto está de volta, de Meg Cabot: Um escândalo traz de volta à pequena cidade natal, à família e ao primeiro amor uma estrela do golfe. Reed Stewart pensou que todos os problemas de cidade pequena — incluindo um coração partido — haviam ficado para trás quando ele abandonou a microscópica Bloomville, Indiana, há dez anos para se tornar um rico e famoso profissional do golfe. Até um post na internet ter ressuscitado todas as suas inseguranças de adolescente. Becky Flowers investiu tempo e recursos para se tornar uma bem-sucedida profissional no ramo de realocação de idosos. Mas ela trabalhou ainda mais duro para esquecer que Reed Stewart sequer existia. Ela não tinha, absolutamente, a menor intenção de revê-lo, agora que ele voltou... até a família do garoto a contratar para ajudar na mudança dos pais.

Os E-mails De Holly, de Holly Denham: A caixa de mensagens de Holly Denham é uma fonte inesgotável de dramas e situações divertidíssimas. É através delas que o leitor mergulha na frenética rotina da protagonista, principalmente pelos e-mails trocados com dois amigos: Jason, o gerente de um hotel chique que sabe tudo sobre celebridades e Aisha, que tem uma vida sexual de dar inveja. Holly é contratada para trabalhar de recepcionista num banco de investimentos londrino, um lugar muito movimentado, onde jogar conversa fora é estritamente proibido. O primeiro dia no emprego não é lá muito promissor: ela não dá conta de suas inúmeras tarefas, se depara com colegas de trabalho nada amigáveis e, para completar, encontra uma metida ex-amiga dos tempos de escola que se transformou em uma profissional bem-sucedida – e faz questão de lembrá-la disso o tempo todo. Cansada da rotina, a jovem recepcionista recorre à sua caixa de e-mail para aliviar a tensão. No centro dos principais assuntos estão as intromissões de sua mãe, os dilemas de seus irmãos e a descoberta da internet pela sua avó, que insiste em inscrevê-la em sites de relacionamentos e promoções online. Quando Holly as coisas parecem começar a entrar nos eixos, Holly começa um relacionamento com James, que também é funcionário do banco. Como uma garota trabalhadora irá conseguir aliar uma confusa vida amorosa com uma profissão tão exigente, lidar com amigos loucos, uma família disfuncional e colegas de trabalho fofoqueiros? Sem contar que Holly está escondendo um grande segredo de todo mundo...

Drácula, de Bram Stoker: Aqui, o advogado Jonathan Harker viaja até a Transilvânia para tratar de negócios com o conde Drácula – figura temida pelos moradores da região. Ao longo dos acontecimentos registrados no diário de Harker, sua estadia ganha um aspecto cada vez mais assustador; e, junto a recortes de jornal, troca de cartas e telegramas, além de registros em outros diários, a obra descortina a sombria e assustadora essência dos vampiros, amplamente conhecida na modernidade.

Frankenstein, de  Mary Shelley: Nascido do gênio e da ambição, um ser sem nome abre os olhos para um mundo que o odeia por sua aparência. Abandonado por seu criador, ele anseia por compaixão e amor, mas encontra apenas medo e violência. Cada porta fechada e cada ato de crueldade alimentam uma escuridão crescente em sua alma, transformando seu desejo por aceitação em uma sede de vingança implacável contra o homem que lhe deu uma vida de solidão. Uma saga trágica sobre a linha tênue que separa a humanidade da monstruosidade, em uma edição luxuosa e ilustrada.

Agora que vocês já conhecem um pouco mais sobre o assunto, fica o convite: que tal se inspirar nesse estilo e criar uma nova história explorando esse formato? 

 


Mitate é um livro escrito pela escritora japonesa Mami Goda que vive em Buenos Aires desde 2009. Seu livro abarca diferentes situações cotidianas e comparações culturais desde um olhar artístico e simbólico, levando os leitores a ver objetos simples como algo a mais, onde os elementos mais simples ganham significado e se transformam.

O livro está repleto de referências e curiosidades da cultura japonesa, mas também conta sobre a experiência da autora vivendo em Buenos Aires, onde os elementos mudam e os significados também. Recheado de passagens em japonês (com tradução), referências à grandes obras e imagens no corpo do texto feitas pela própria autora, é um convite para repensar o cotidiano.


É um livro muito interessante para estimular essa capacidade de olhar para algo simples da vida que passa despercebido, como pode ser uma simples refeição, a maneira que os palitos (hashi) são apoiados na mesa, como um leque pode representar o Monte Fuji. É transformar tudo isso dando um novo significado, talvez uma metáfora.

É abrir os olhos para tudo aquilo que nos rodeia, aquilo que estamos acostumados e tentar entender de onde e como surgiu. Talvez também fazendo com que os leitores desse livro possam aguçar essa capacidade de criar, dar novos sentidos e transformar o cotidiano em algo literário.

Por isso o nome do livro não poderia ser mais preciso mitate (palavra em japonês que significa: ver e construir): olhar, mudar e transformar. Trazendo essa capacidade de ver algo e construir um novo significado ou simbolismo sobre isso.

O livro atualmente está em espanhol e pode ser comprado diretamente com a autora ou na editora Excursiones, também é importante ressaltar a participação da ilustradora da capa e também dos dois cartões postais em tamanho A5 que se encontram dentro do livro para você destacar.

Livro: Mitate - mirar, mudar y mutar

Autor: Mami Goda

Páginas: 98

Editora: Excursiones

Apresentação: La escueta definición de un diccionario japonés/ español dice: Mitate, comparar A con B. Aquí, este concepto clave de la cultura japonesa se despliega en la mirada de Mami Goda. Testigo privilegiado que, con sus observaciones siempre personales, no solo lo aplica en la gastronomía, los gestos, los juegos, las imágenes, los jardines y la arquitectura o la repostería de Japón, sino que lo recrea también en su mundo porteño, argentino y en lengua española. Privilegio de residir en las antípodas: refrescar mirada y conceptos con añoranza amorosa.





Olá, escritores!

No artigo de hoje vamos falar um pouco sobre o processo editorial da escrita à publicação. Como a nossa equipe atende muitos escritores independentes, percebemos que nem sempre os autores conhecem a ordem da publicação. Saber dessa ordem ajuda não só com os prazos de trabalho, mas também a economizar dinheiro — uma vez que não será preciso refazer cada etapa.

Vale dizer que este artigo vai tratar dos processos em linhas gerais, ou seja, o que normalmente acontece. Sendo assim, recomendamos que cada escritor olhe para as especificidades do seu livro, de modo a adaptar cada etapa ao seu trabalho literário.


Etapas editoriais

Depois que o livro foi escrito recomendamos que o próprio autor releia e revise a fim de buscar incoerências na narrativa, sejam elas factuais (conteúdo) ou linguísticas (forma). Na sequência, pode-se pedir para um leitor beta (de confiança) para realizar uma primeira leitura e lhe dar feedback. Leitores betas não são especialistas em questões literárias, embora costumem ser excelentes leitores, por isso não cobram pelo trabalho. Após receber o retorno do leitor beta, o autor deve revisar o livro novamente. Essas etapas podem se repetir até que o escritor se sinta pronto para começar com as etapas editoriais formais (e remuneradas).

1. Leitura crítica

A leitura crítica é feita quando o autor sente que o livro está pronto e é realizada por crítico literário (normalmente, com formação em Letras, Jornalismo — especializados em literatura — ou Editoração). Durante a leitura crítica, o crítico literário observará questões de forma, conteúdo e estilo, de modo a apontar ao escritor pontos fortes do texto e de atenção/melhoria. Ao longo da leitura crítica, o crítico também irá observar se a obra é adequada ao público-alvo e ao mercado editorial.

Apesar de, às vezes, receber uma crítica seja um pouco duro, a leitura crítica é importantíssima para o aprimoramento da obra (seja romance, conto, poesia, crônica ou não ficção). Portanto, após a leitura crítica, o autor deve reescrever o texto, fazendo os ajustes pertinentes a partir do retorno recebido.

Um livro pode passar por uma ou mais leituras críticas a depender da quantidade de problemas apontados pelo crítico literário. Normalmente, este serviço é cobrado por laudas.

Leia também: Recebi a minha leitura crítica... E agora?

2. Preparação de texto (copydesk)

Uma vez que o escritor fez os ajustes apontados pela leitura crítica. Deve-se enviar o texto para a preparação de texto. Este serviço é feito por um profissional de Letras especializado em preparação e revisão de originais de literatura — este detalhe é importante, porque a preparação literária é diferente da realizada em textos de não ficção. Caso o seu texto seja de não ficção, busque um preparador especializado nessa área.

Durante a preparação de texto, a pessoa preparadora vai observar e corrigir os aspectos macro da obra como encadeamento do texto (coesão e coerência relacionadas ao andamento da história/textos de não ficção) e aspectos de âmbitos normativos (ortografia, gramática, acentuação, pontuação, concordância etc.). Assim como acontece na leitura crítica, a preparação de texto busca evidenciar possíveis falhas do texto; mas, desta vez corrigindo-as. Durante o processo de preparação de texto são feitas alterações na obra (a exemplo de cortes ou acréscimo de trechos e/ou mudanças de frases, parágrafos ou capítulos de lugar, além da correção ortográfica/gramatical).

Normalmente este serviço é cobrado por laudas e pode ser realizado mais de uma vez — a depender da complexidade do projeto.


Leia também: 5 grandes escritores e seus manuscritos: a edição e revisão do texto.


3. Revisão de texto

Após ter o texto preparado, o livro deve passar pelo processo de revisão. A revisão pode ser realizada tanto pelo mesmo profissional que fez a preparação ou por outro profissional de Letras. Durante a revisão textual é feito um pente-fino na correção ortográfica e gramatical do texto (pontuação, acentuação, concordâncias verbal e nominal, colocação pronominal etc.), ou seja, são observados e feitos ajustes apenas os mecanismos linguísticos do texto.

Este também é um serviço cobrado por laudas.

Leia também: Desmistificando a lauda: tudo o que você precisa saber e ninguém te conta.

Etapas visuais


4. Fotografias e ilustrações

Caso o seu livro tenha fotografias ou ilustrações, após a preparação de texto é possível contratar o fotógrafo ou ilustrador.

Cada fotógrafo/ilustrador tem seu próprio sistema de cobrança (alguns fazem pacotes), então é importante conversar e tirar dúvidas sobre isso. Também é importante estabelecer como ficarão as vendas e os direitos autorais das imagens usadas. Sendo assim, recomendamos que cada autor converse com um advogado especialista em contratos e direitos autorais para não ter problemas futuros.

Leia também: Como escolher o ilustrador ideal: dicas essenciais para o seu projeto.


5. Diagramação

Após o texto ser revisado, ele deve ser diagramado. A diagramação é a forma como o conteúdo do livro chegará ao leitor (seja na página impressa ou no e-book) e deve ser realizada depois que o texto passou por todo o processo de ajustes e correção.

As diagramações do livro físico e do e-book são diferentes e devem ser realizadas por um profissional de design. Geralmente a diagramação é cobrada por tipo (livro físico ou e-book) e por lauda.


Leia também: diagramação de livro.

6. Capa


A capa também é feita por um profissional de design (muitas vezes pelo diagramador) e pode ou não inserir a fotografia/ilustração contratada anteriormente. Para fazer a capa, o autor precisará passar ao capista algumas informações em relação ao livro físico:

  1. Quantidade de páginas (para cálculo da lombada);
  2. Tamanho da capa — isso dependerá da gráfica onde o livro será impresso;
  3. Informações do livro (título, se haverá orelha ou não e textos/foto que irão nela etc.).
Já no caso do e-book, se ele será publicado no KDP (Amazon) ou em outra plataforma (e quais são a dimensão da capa).

Leia também: Como utilizar fotos de bancos de imagens para capas de livros.


7. Revisão de prova

A revisão de prova é feita por um revisor para conferir detalhes do livro, a exemplo de:
  1. O número de páginas e os títulos estão corretos no índice?
  2. A hifenização está segundo as normas gramaticais?
  3. As legendas das imagens estão de acordo com as imagens?
  4. As informações de paratextos (prefácio, posfácio, biografia do autor, ficha catalográfica etc.) estão localizadas nos lugares certos? 
  5. Etc.

Leia também: Registro ISBN, Ficha Catalográfica e Código de Barras na CBL.


Considerações finais

Seguir esta ordem é fundamental para não ter que refazer processos e economizar dinheiro. Como pessoas que oferecem os serviços citados, já recebemos pedidos, por exemplo, de preparação de texto quando o livro já havia sido diagramado. Isso é um problema, porque a preparação de textos pode mudar muito o conteúdo do livro exigindo uma nova diagramação (o que causa desperdício de tempo e dinheiro).

Também é importante ressaltar a necessidade de dar os créditos para cada profissional que trabalhou na obra. Geralmente isso é feito na mesma página que contém as informações do livro (a da ficha catalográfica).

Desejamos a todos um excelente processo editorial!

Para saber mais sobre cada etapa editorial, acesse o nosso comece aqui. 


Olá, escritores!

Publicar um livro nunca foi tão acessível. Com plataformas digitais, impressão sob demanda, redes sociais e novas possibilidades de divulgação, autores independentes encontram hoje caminhos que permitem colocar uma obra no mercado sem necessariamente depender de uma grande editora.

Porém, publicar é apenas uma parte do processo. Em um mundo que cobra cada vez mais produtividade e performance, é comum que quem está começando pule algumas etapas e cometa pequenos erros que podem passar despercebidos aos olhos do autor, mas que, para leitores atentos, são capazes de comprometer a percepção sobre o valor da obra. E isso pode prejudicar tanto a conquista de novos leitores quanto, consequentemente, as vendas.


Leia também:  7 pensamentos errados de escritores iniciantes

1. Publicar antes de o livro estar pronto

Um dos erros mais comuns entre autores iniciantes é confundir a conclusão do manuscrito com a conclusão do livro.

Leitura crítica, preparação de texto (copydesk), revisão, ilustração ou fotografia, diagramação e capa são algumas das etapas que podem fazer parte desse processo. Em determinados projetos, há também a necessidade de uma leitura sensível; em outros, contar com leitores beta pode ajudar a revelar possíveis problemas e mostrar como a obra funciona diante do público-alvo.

Como é possível perceber, existem várias etapas entre o processo de escrita e a publicação. Porém, muitos escritores desconhecem esse fluxo ou acabam pulando algumas fases para reduzir custos.

E, embora economizar seja uma preocupação legítima para quem está começando, é importante entender que determinadas etapas não são meros detalhes: elas contribuem diretamente para a experiência de leitura e para a percepção de profissionalismo da obra.

Inclusive, em breve vai ao ar um post falando sobre os processos editoriais e a importância de seguir corretamente a ordem desse fluxo de trabalho.


Leia também: Desvendando a Anatomia do Livro: Um Guia para iniciantes | Diagramação de livro | Registro de obra - Biblioteca Nacional | 


2. Criar uma capa amadora

Dizem que não devemos julgar um livro pela capa. Mas, se a primeira impressão é a que fica, talvez seja melhor olhar para esse elemento com um pouco mais de atenção — sem jamais esquecer que um livro é muito mais do que sua aparência.

Afinal, antes mesmo de ler a sinopse, o público lê a capa.

Para o autor, a imagem pode representar exatamente aquilo que imaginou enquanto escrevia. Para o leitor, entretanto, ela funciona também como uma espécie de sinalização sobre o que esperar da obra: romance, fantasia, suspense, ficção científica, poesia, terror ou outro gênero.

Uma capa que não comunica adequadamente a proposta do livro pode atrair o público errado ou afastar justamente quem teria interesse pela obra.

E, quando falamos em uma capa amadora, não estamos necessariamente falando de uma produção simples ou de baixo orçamento. O problema está quando a solução visual não conversa com o público-alvo, não consegue transmitir a essência da história ou apresenta problemas de execução, como falhas na hierarquia das informações, contraste insuficiente, escolhas tipográficas que prejudicam a leitura ou elementos visuais que competem entre si.

Há ainda uma questão que ganhou força nos últimos anos: o uso de inteligência artificial generativa. Embora a tecnologia possa fazer parte do processo de muitos profissionais, uma parcela dos leitores demonstra não possuir interesse em  capas ou ilustrações percebidas como produzidas por IA. Para determinados públicos, essa escolha pode afetar a percepção de valor e até a decisão de compra.

Uma boa capa compreende as expectativas visuais do gênero e sabe utilizá-las de maneira estratégica, trazendo também um elemento capaz de fazer a obra se destacar em meio a tantas outras, sem abrir mão da identidade do autor e da história.


Leia também: 5 dicas de ouro ao fazer capa de livro | Como revelar a essência da sua história através da capa | Como a psicologia das cores pode ajudar na hora de vender sua história | Aprenda a fazer uma capa de livro | Melhores fontes para o seu livro e direitos de uso


3. Criar uma sinopse que conta pouco  ou conta demais

A sinopse precisa despertar curiosidade, mas também não pode deixar o leitor completamente no escuro.

Um dos problemas comuns é apresentar uma descrição confusa ou tão genérica que poderia servir para dezenas de outros livros e, inclusive, provavelmente você já deve ter tido uma experiência assim.

Outro erro é revelar acontecimentos importantes, eliminando justamente o fator surpresa e a curiosidade que deveriam levar o leitor a querer descobrir o restante da história.

Uma boa sinopse apresenta o conflito, estabelece o tom da obra e mostra por que aquela história merece atenção. O objetivo não é resumir o livro inteiro, mas convencer o leitor de que vale a pena abrir a primeira página e continuar lendo.


Leia também: Como conquistar o leitor na primeira frase do texto?


4. Tentar agradar todo mundo

Há histórias que só você pode contar. Porém, na ânsia de fazer o livro dar certo, existe o risco de o autor se perder em meio às tendências, às expectativas do mercado e à necessidade constante de aprovação.

Nesse primeiro momento, é importante alinhar expectativas e estabelecer metas realistas. Nem sempre o objetivo precisa ser transformar o primeiro lançamento em um best-seller. Pode ser mais importante conquistar os primeiros leitores, entender quem realmente se identifica com a obra e começar a construir uma base sólida.

Eventos como o Encha seu Kindle, por exemplo, podem ser oportunidades interessantes para autores independentes ampliarem seu alcance e encontrarem novos leitores.

Conhecer o próprio público permite escolher melhor onde divulgar a obra, como apresentá-la e quais leitores têm maior probabilidade de se identificar com ela.

Isso não significa escrever seguindo uma fórmula ou abandonar a própria identidade em nome do mercado. Pelo contrário: significa entender para quem aquela história pode fazer sentido com base na mensagem que você deseja transmitir.


Leia também: 6 Maneiras de divulgar a sua obra | Gatilhos Mentais: como despertar o desejo de compra no seu leitor | Outras 5 maneiras de divulgar a sua obra | Booktour: o que é, dicas para organizar o seu e por que ele pode ser uma boa estratégia de divulgação


5. Ignorar o leitor e desconsiderar o poder das avaliações

Os leitores são a forma motriz do mercado editorial. A partir do momento em que seu livro ganha o mundo, é preciso estar preparado para lidar também com as possíveis críticas negativas que podem surgir em relação à obra.

Nem todo leitor vai amar aquilo que você escreveu da mesma forma que você. E tudo bem. Uma crítica negativa isolada não necessariamente significa que existe um problema no livro. Afinal, leitores têm experiências, gostos e expectativas diferentes.

Por outro lado, quando pessoas distintas começam a apontar repetidamente o mesmo problema, talvez seja hora de olhar para a obra com mais atenção e tentar identificar se existe ali um ponto real de melhoria.

Aprender a ouvir o público não significa escrever para agradá-lo o tempo todo. Significa compreender como a obra está sendo recebida e utilizar essas informações para amadurecer como autor.

A relação com os leitores também pode ser construída para além do momento da compra. Compartilhar bastidores da criação, apresentar personagens, comentar referências literárias, discutir os temas da obra e participar de conversas sobre literatura são maneiras de criar uma relação mais duradoura com o público, além de ajudar o leitor a compreender os motivos por trás de determinadas escolhas.


Leia também: Como editar um e-book já publicado na Amazon | Como ter um blog impulsiona a carreira de escritor | Calendário editorial: agenda de eventos literários em 2026 | 7 razões para você participar de uma antologia


Em especial no mercado independente, o livro não é o único produto apresentado ao público. O próprio autor passa a construir uma marca literária.

Capa, texto, sinopse, redes sociais, interação com leitores, profissionalismo e frequência de publicação ajudam a formar uma percepção que pode acompanhar o escritor por toda a carreira.

Isso não significa transformar a literatura em uma simples estratégia de marketing. Significa reconhecer que, quando há milhares de livros disputando a atenção do mesmo público, a qualidade da experiência oferecida ao leitor também faz parte da sobrevivência de uma obra no mercado.

Para os novos autores, porém, o desafio não termina quando o livro é publicado. Ele começa ali. E talvez a principal lição para quem está iniciando seja justamente esta: escrever uma boa história é fundamental, mas aprender a apresentar, revisar, divulgar e ouvir o público deve ser igualmente importante para fazer com que essa história encontre  e preserve  seus leitores.


Agora gostaríamos de saber se vocês: quais outros erros vocês acreditam que podem afastar os leitores e comprometer as vendas? 


O vento que entrava pela janela do carro balançava meu cabelo como nunca antes, para alguns essa era a sensação da liberdade; mas para a minha família, eu estava fora do controle.

A cidade tão escura e ao mesmo tempo tão iluminada, pelas luzes das pessoas em suas casas, não conseguiam refletir a verdade que carregava em meu peito, o caos invisível pertencente à existência humana. O monstro impalpável que se manifestava em palavras e gestos violentos.

Desde quando era proibido questionar?

— Uma dama não questiona, obedece — diria mamãe.

Desde quando era proibido opinar?

— Uma dama sabe quando fechar o bico — diria vovó.

Desde quando era proibido pedir?

— Se ele não fez, é porque é sua obrigação — diria titia.

Admito, sou uma mulher fora da curva, uma curva imposta por alguns poucos em um mundo que tinha avançado um pouco, mas que movimentos novos nos fazem retroceder. O medo da incerteza que a liberdade traz e que faz com que toda uma sociedade volte a sua face para uma estrutura arcaica e rígida.

Porque quero questionar, opinar, pedir, ordenar, organizar, trabalhar, decidir, votar e tomar as rédeas da minha própria vida. Quero que minha voz seja escutada assim como a de várias outras. É tão difícil pedir por isso?

Aperto minhas mãos com força no volante, ainda sentindo o vento balançar os meus cabelos.

Escuto um estalo de língua que me traz de volta à realidade, minha mãe sentada no banco de trás do carro em reprovação. Do que? Já eram tantas coisas que não sabia qual delas viria à tona agora.

— Na minha época não era assim… — Negou com a cabeça.

— Pois que bom que agora é a minha época, né, mamãe?

Sorri. Se estar fora do controle significa estar viva, então estou fora do controle.




Há tempos um livro não me pegava como A guerra não tem rosto de mulher me pegou. A proposta de sua autora, a vencedora do prêmio Nobel de Literatura 2015, Svetlana Aleksiévitch, é simples: trazer à tona um retrato da Segunda Guerra Mundial a partir do olhar da mulheres que participaram deste evento. Para isso, ela foi atrás das combatentes e deu voz a quem teve que permanecer calada por muito tempo. A guerra dos homens é uma; a das mulheres, outra. Isso é nítido a cada relato que lemos. E isso me fez me perguntar por que ninguém havia buscado o testemunho feminino antes?

Tudo o que eu conhecia sobre a Segunda Grande Guerra tinha sido por meio de homens. Na escola, tive professores. Nos livros, tive autores. Então, estava sedenta por compreender este período tão violento por meio de uma perspectiva mais alinhada com a minha, por um ponto de vista feminino.

Como todo relato de guerras, o livro é cercado de sangue, morte e luta por sobrevivência. A principio, isso foi o que me fisgou: a coragem e o desejo que essas mulheres tinham desde muito cedo (algumas no auge dos seus 14 anos) a quererem pegar nas armas. Elas almejavam ir para guerra tanto quanto os homens porque não conseguiam ver o país sendo invadido e ficarem de braços cruzados.

Já nas primeiras páginas, senti náuseas por me imaginar naquela situação. Este livro é muito sinestésico: é impossível você não se ver nas trincheiras, não se comover com os relatos das pessoas que viram outras se explodirem, da falta de recursos para o tratamento dos doentes, das falas sobre a fome e a miséria. Senti náuseas pela violência. Respirei fundo, mas não consegui parar a leitura. Este é o trunfo de Svetlana Aleksiévitch: ela puxa o leitor para dentro da sua narrativa, é como se caíssemos em um pântano, na areia movediça. Quanto mais lemos e desconfortáveis nos sentimos, mais queremos saber os detalhes do que aconteceu.

Além da violência, do estresse e do trauma bélicos, o livro traz outro ponto à tona: o sexismo. Enquanto os homens se tornaram heróis, as combatentes não foram vistas da mesma maneira, sendo condenadas por terem deixado a família (ou levado os filhos para o combate). Boa parte delas foi taxada como prostitutas, acusadas de terem "roubado" os soldados das famílias, e acabaram sozinhas por não serem "boas moças" o suficiente para casar. (Nem preciso dizer o quanto isso me deixou indignada, preciso?)


A bravura e a coragem em contraste com a inocência nos coloca para pensar sobre a humanidade. O abandono e o preconceito sofridos por elas no pós-guerra, nos tira o pouco da esperança que nos resta. A vida se sobrepondo à morte nos faz rever nossos conceitos. A guerra não tem rosto de mulher nos coloca para pensar e repensar a maneira como conduzimos a nossa jornada de maneira individual e coletiva e nos leva a uma dúvida: será que a humanidade tem jeito? Fiquei com a sensação de que ainda temos muito que aprender.

"O caminho é um só: amar o ser humano. Compreendê-lo pelo amor".
(A guerra não tem rosto de mulher, página 189)
capa.

Livro: A guerra não tem rosto de mulher
Autora: Svetlana Aleksiévitch
Tradução: Cecília Rosas
Páginas: 392
Editora: Companhia das Letras
Sinopse: A história das guerras costuma ser contada sob o ponto de vista masculino: soldados e generais, algozes e libertadores. Trata-se, porém, de um equívoco e de uma injustiça. Se em muitos conflitos as mulheres ficaram na retaguarda, em outros estiveram na linha de frente.
É esse capítulo de bravura feminina que Svetlana Aleksiévitch reconstrói neste livro absolutamente apaixonante e forte. Quase um milhão de mulheres lutaram no Exército Vermelho durante a Segunda Guerra Mundial, mas a sua história nunca foi contada. Svetlana Aleksiévitch deixa que as vozes dessas mulheres ressoem de forma angustiante e arrebatadora, em memórias que evocam frio, fome, violência sexual e a sombra onipresente da morte.
Trecho disponibilizado pela editora. | Livro no Skoob.

*Resenha publicada originalmente no site Algumas Observações,
da nossa cofundadora Fernanda Rodrigues.

Olá, escritores!
No dia 13 de agosto de 2026, acontece a quarta edição do Encha Seu Kindle.

Durante o evento, leitores de todo o país poderão baixar centenas de e-books nacionais gratuitamente ou com descontos incríveis. A ação contempla tanto o mercado independente quanto editoras tradicionais, oferecendo uma ótima oportunidade para descobrir novos autores, apoiar a literatura nacional e ampliar sua biblioteca digital sem gastar quase nada.

Se você ama ler no Kindle ou usa o aplicativo Kindle em outros dispositivos, este é o momento ideal para renovar sua estante virtual. Comece agora mesmo a montar sua wishlist e prepare-se para não perder a chance de encher seu Kindle com grandes histórias!


O que é o Encha seu Kindle ?

O Encha Seu Kindle é um evento literário digital que acontece no Brasil, que promove a literatura nacional e a valorização dos autores independentes, oferecendo e-books nacionais gratuitos ou com descontos especiais por tempo limitado na Amazon. A iniciativa foi criada pela Íris, do Divulga Nacional, em parceria com o KDP (Kindle Direct Publishing) da Amazon.


Como encontrar os e-books participantes? 


Este ano, para facilitar ainda mais busca de vocês, pedimos, em nossas redes sociais, que os autores compartilhassem os livros que participariam do Encha seu Kindle e informassem se eles estariam gratuitos ou com desconto. Abaixo, vocês podem conferir ambas as listas. Caso surjam novos títulos participantes, iremos atualizá-las também. 


Livros gratuitos | Livros com desconto





E-books em oferta | E-books gratuitos | Nosso livros


É preciso ter um Kindle para participar do evento?

Não! Você não precisa ter um aparelho Kindle para aproveitar o evento. Tudo o que você precisa é de uma conta na Amazon Brasil,  e nem é necessário ser cliente Prime!

Para aproveitar seus e-books da melhor forma, basta:

  1. Baixar o aplicativo Kindle, disponível gratuitamente para celulares, tablets e computadores.
  2. Ou, se preferir, acesse seus e-books diretamente pelo navegador, usando o Kindle Cloud Reader.

Aliás, talvez o app Kindle já esteja instalado no seu dispositivo e você nem saiba!

Aproveite seus e-books a qualquer hora e em qualquer lugar baixando o app através de um dos links abaixo:

Google Play | Mac App Store | Download no PC | Ler Pelo Navegador

Com o aplicativo, você pode ler onde e quando quiser, com conforto e praticidade.

Posso comprar pelo aplicativo do Kindle?


Infelizmente não é possível comprar e‑books diretamente pelo aplicativo Kindle  ou no da loja oficial da Amazon baixado pelo Google Play.

A forma mais segura e uniforme em todos os dispositivos continua sendo comprar pelo site da Amazon via navegador (desktop ou móvel). Uma vez comprado, o e‑book aparece automaticamente na sua biblioteca Kindle para leitura.

Tem limites de quantos livros eu posso pegar?


Você pode sim pegar quantos livros conseguir durante o evento, não há limite máximo de aquisições. Mesmo os e-books gratuitos são adicionados definitivamente à sua conta, como se fosse uma compra normal, e não um empréstimo como acontece no Kindle Unlimited.

Os e-books se esgotam durante o evento?

Os e-books não se esgotam durante o evento, mas os descontos são válidos por tempo limitado: apenas 24 horas. Ou seja, as ofertas do Encha o Seu Kindle estarão disponíveis exclusivamente no dia 13 de agosto deste ano. Aproveite para garantir suas leituras favoritas com preços imperdíveis!




Ah, e não se esqueça: avalie os livros que você leu após a compra! Esse gesto simples faz toda a diferença para os autores nacionais, especialmente os independentes, e ainda contribui para que outros leitores descubram essas obras com mais facilidade.



* Ao clicar em qualquer link deste post e realizar uma compra, você nos ajuda a manter o Projeto Escrita Criativa ativo e cheio de novidades. É importante saber que todos os links deste post são links de afiliados. Isso significa que podemos receber uma pequena comissão sobre cada venda realizada através deles. Mas fique tranquilo, você não paga nada a mais por isso! Agradecemos o seu apoio! Continue aproveitando o blog e compartilhando com seus amigos!


 


Se você escreve de maneira independente ou tem curiosidade sobre os detalhes na publicação de um livro, este é o seu post!

Durante a confecção de um livro, muitas decisões devem ser tomadas, principalmente com relação à capa do livro. As gráficas costumam oferecer diferentes opções para que o livro seja impresso da maneira em que o(a) autor(a) idealizou e uma delas pode ser detalhes metalizados.

Os detalhes que vemos, geralmente em dourado ou prateado (podendo ter outras cores) é chamado de hot stamp.


O hot stamping é o processo de estampagem metálica dos livros que pode ser feito tanto na capa quanto na lombada do seu livro. Esse processo é feito com pressão e calor, se utiliza uma matriz metálica (chamada clichê) que possui a arte/grafia a ser colocada no livro, esse clichê pressiona com calor uma fita metálica que é a responsável por marcar/fixar essa impressão no papel, assim deixando-o metalizado.

Imagem por Cartonagem Fernandez

Esse processo pode aparecer em diferentes estilos de livros e você pode consultar com a sua gráfica de confiança se eles realizam o hot stamping. É importante saber que há um custo para realizar a técnica, que pode variar de acordo com a quantidade da tiragem dos livros.

 

E você, já conhecia essa técnica? Já pensou em usá-la no seu livro?



Olá, escritores!

Depois de muitos conteúdos, pesquisas, gravações e compartilhamento de conhecimento, chegou a hora de nossa equipe fazer uma pequena pausa para recarregar as energias. Durante todo o mês de julho, estaremos de férias e, por isso, não haverá novas publicações aqui no blog nem novos vídeos no canal do YouTube.

Mas não se preocupem: essa é apenas uma pausa temporária! Vamos aproveitar esse período para descansar, buscar novas inspirações e voltar com ainda mais ideias, novidades e conteúdos de qualidade para vocês.

Enquanto isso, que tal aproveitar para visitar ou revisitar os conteúdos que já publicamos? Nosso blog e nosso canal continuam repletos de artigos, vídeos e materiais que podem trazer informações valiosas, esclarecer dúvidas e  te inspirar.

Nos encontraremos novamente na primeira semana de agosto, prontos para retomar nossa programação. Agradecemos de coração pela companhia, pelo apoio e por fazerem parte desta jornada conosco.

Até agosto! 😉

 


O cheiro do milho nunca tinha estado tão presente como naquela noite, bandeirolas coloridas flameavam em contraste com a fogueira ao fundo do terreno de terra. O som das risadas ecoava e minha mão direita segurava firme no palito daquela maçã do amor.

O açúcar cristalizado reluzia em um vermelho brilhante, quase perfeito com algumas pequenas bolinhas de ar. Olhava para ela com um cenho franzido, nunca entenderia por quê se chamava “maçã do amor”, o que havia de amor nela? Era só por que tinha muito açúcar e o amor deveria ser doce?

Não entrava na minha cabeça como um doce tão difícil de comer tinha esse nome, era duro para morder e quando mordia o açúcar poderia quebrar em mil pedaços, a boca inteira ficava melecada, a mão também. Depois de tudo isso só sobrava a fruta, sem a camada doce que a cobria.

O amor então deveria ser assim?

Doce por fora e tão normal por dentro?

Seria uma metáfora para a fase da lua de mel e logo o cair na realidade?

As rachaduras no açúcar seriam a representação do meu coração quebrado em pedaços?

O açúcar tão doce no início poderia ser a intensidade?

O melecar-se significa que apesar de tudo estamos impregnados pelo amor?

Sacudi a cabeça vendo a quadrilha começar a formar-se, estava pensando de mais em um simples doce típico de festa. E tal vez fosse isso, às vezes a gente pensa de mais no amor, com medo do que pode acontecer, com medo de enjoar ou de não terminar gostando. Por que não podemos somente sentir e aproveitar enquanto dura? Às vezes pode durar até mais do esperado, como a memória de festas juninas passadas onde ele costumava presentear-me com a maçã do amor perfeita, que era tão fácil de comer.


Sobre a autora

Ayumi começou a escrever aos sete anos de idade e não parou mais. É escritora, formada em psicologia na Universidade de Buenos Aires e cofundadora do Projeto Escrita Criativa (que há mais de 10 anos ajuda escritores no processo de publicação e oferece serviços editoriais), além de manter o seu blog pessoal chamado Pandinando desde 2014. Possui mais de 15 autorias entre livros, antologias e participações em revistas literárias; foi premiada em 1º lugar no VII Concurso de Contos Bunkyo 2024 e 3º lugar no 40º Concurso Literário Yoshio Takemoto 2026 na categoria crônicas.

Desde 2015 oferece serviços de diagramação, capa e mentoria para escritores independentes, para saber mais acesse.

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