quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

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Olá, escritores!

Em 2018 lançamos nosso primeiro Planner para Escritores, já em 2019 continuamos com a ideia e trouxemos outro modelo de Planner de Escrita. Porém, em 2020 e 20021 não tivemos nenhuma novidade nesse sentido e vocês sentiram falta e nos pediram por uma nova versão, e cá estamos para apresentar para vocês o Planner para Escritores: Fazendo História. 


Assim como uma boa história a criação desse Planner envolveu tempo, dedicação e algumas pesquisas. Queríamos fazer algo diferente, mas que ainda assim de algum modo trouxesse as melhores partes das versões anteriores, que não fosse apenas uma ferramenta para ajudar vocês a criarem as próprias histórias, mas que funcionasse também como um lembrete para quando as coisas ficarem difíceis e a vontade de desistir resolver aparecer.  

Já falei aqui no blog sobre como a psicologia das cores pode ajudar na hora de vender sua história, e para a criação desse Planner entender quais cores seriam capazes de transmitir a mensagem que gostaríamos de passar foi muito importante.  Como disse anteriormente, além  da organização queríamos que ele funcionasse como um lembrete, mas o que gostaríamos que as pessoas lembrassem?


Desde 2020 estamos vivendo um período atípico em nossas vidas, e quem sabe você, assim como eu,  não tenha escrito tanto quanto gostaria nesse período. Talvez não seja o seu caso e você faz parte do time que conseguiu superar suas metas ou simplesmente conseguiu  se manter constante. Estou falando sobre isso porque esperamos que em 2022 seja diferente, e para isso precisamos acreditar nisso, na possibilidade do recomeço. E nosso Planner quer trazer isso, essa energia de que dá para começar algo novo ou recomeçar, que você pode se organizar, mas não precisa se cobrar tanto. Além de auxilia-lo a cultivar sua criatividade e e lembra-lo da importância de ser gentil com você e com seu processo de escrita. 

Para representar tudo isso que desejamos/esperamos nos inspiramos na primavera e sua capacidade de florir, de renascer depois do inverno, em suas cores vibrantes, sua beleza e força.  Com base nisso chegamos na seguinte paleta: 







A cor principal escolhida foi o verde. Ele é considerado a cor da fertilidade, da esperança, da confiança. Universalmente ligado à natureza, traz frescor, calma, equilíbrio, paz, prosperidade, pertencimento e harmonia. Transmite a sensação de bem-estar, tranquilidade, juventude e saúde. É uma cor que traz a ideia de seguir em frente.  Nesse trecho do livro "A Psicologia das Cores - Eva Heller" exemplifica bem o motivo da nossa escolha para cor principal. 

A ideia de a esperança ser verde sobrevive porque está aparentada com a experiência da primavera. As analogias idiomáticas tornam isso visível: a esperança germina como a semente na primavera. A primavera significa renovação após um tempo de escassez. Também a esperança é um sentimento de que os tempos de privação estão ficando para trás.

Se vocês notarem temos 4 tons de verde e nenhum é um tom vibrante, e isso foi proposital. Os tons mais vibrantes de verde podem transmitir imaturidade, e nossa intenção é o oposto. A escrita é algo sério e o ato de escrever deve ser tratado como tal, ainda que seja apenas uma forma de se expressar em particular ou hobby. 

Como cores complementares temos o rosa  e o laranja. O rosa vem trazer a ideia de gentileza, sensibilidade, amabilidade, ternura, otimismo e fantasia. Enquanto o laranja representa comunicação, criatividade e acolhimento. Características essas que são essenciais para uma boa escrita. 



Fizemos um Planner não datado para que vocês possam utiliza-lo a qualquer momento, porém, ele vem com um calendário de 2022 para vocês não perderem tempo e já começarem a usar logo. Esperamos que vocês criem suas histórias enquanto vivem as suas próprias. Pensando nisso temos uma parte dedicada ao planejamento pessoal/profissional e outra dedicada a escrita propriamente dita. 

Vocês podem imprimir e encadernar,  como também podem usar o Adobe Acrobat para preencher direto no arquivo ou aplicativo equivalente. 



Download do Planner




Esperamos que vocês gostem dessa nova versão do nosso Planner para Escritores e que ele possa ajudar vocês a darem vidas a suas história! Ah, e contem pra gente se vocês conseguiram perceber/sentir o que nos propormos na hora de criar esse Planner? 


quarta-feira, 24 de novembro de 2021

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Foto por Thought Catalog, via Unsplash.

Crônicas para jovens: de escrita e vida
reúne trechos de diversas crônicas da escritora Clarice Lispector e serve como um bate-papo gostoso entre ela e seu leitor, em que ambos refletem sobre o fazer literário e as pequenas nuances do dia a dia. E é ótima para quem deseja fazer um primeiro contato com a literatura da autora.

"Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever também é abençoar uma vida que não foi abençoada". (Clarice Lispector)

Nesses textos, vemos uma Clarice longe dos pedestais que os leitores, a mídia e os literatos a colocaram. Ali está uma escritora que quer apenas organizar seus pensamentos, ganhar um pouco de dinheiro e criar os filhos com amor. E é justamente por isso que conseguimos sentir de fato como era a sua ligação com a escrita e o quanto a literatura lhe era necessária.

Clarice Lispector, para revista Pasquim (junho de 1924).

O que mais gostei no livro é que a Clarice tinha uma visão muito clara de que literatura é literatura e ponto. Em nenhum momento ela via a literatura infantil menor do que a adulta. Pelo o contrário, o que lhe causa estranhamento é justamente a distinção feita pelo público que sempre lhe pergunta porque os escritos para crianças são mais fáceis.

De Escrita e Vida, por Clarice Lispector — página 79.

Outro ponto interessante é a forma como ela reflete o diferente tipo de escrita. Para Clarice era claro que escrever uma crônica ou um conto é muito distinto de escrever um romance. Em alguns momentos esses processos eram vistos como maldição, em outros, como a única possibilidade de salvação.

Como escrever? Esta é uma resposta difícil de ser dada até por alguém com a magnitude de Clarice Lispector. Enquanto ela buscava um meio de nos responder, nós ganhávamos o presente: sua literatura.

"Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não palavra — a entrelinha — morde a isca, alguma coisa se escreveu". (Clarice Lispector)

Livro: Crônicas para jovens: de escrita e vida
Autora: Clarice Lispector
Editora: Rocco Jovens Leitores
Páginas: 144
Sinopse: Para Clarice Lispector escrita e vida eram as duas faces de um mesmo milagre: a vida cotidiana. Nesta seleta de reflexões sobre a escrita e o ato de escrever, extraídas de suas crônicas, alguns poderão encontrar as chaves para a compreensão das motivações profundas de sua obra. Ao passo que outros encontrarão certamente estímulo para escrever e, assim, adensar a história de suas próprias vidas. De escrita e vida não ilumina apenas a produção literária e a existência de Clarice, lançando também um esclarecedor foco de luz sobre as vidas dos próprios leitores.
Livro no Skoob.

Resenha publicada originalmente no Algumas Observações.

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

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Hoje dia 17 de novembro é comemorado O Dia da Criatividade. Para celebrar a data, selecionamos a alguns livros que são ótimas leituras para nos tornarmos mais criativos, ainda que a gente não se considere uma pessoa criativa. Que tal? São livros que vão desde uma linguagem mais simples até um pouco mais técnica, mas uma coisa é certa você poderá tirar lições inspiradoras.





O Caminho do Artista


Escrito por: Julia Cameron

Traduzido por: Leila Couceiro

Editora: Sextante

Sinopse: O caminho do artista reúne uma série de exercícios, reflexões e ferramentas para ajudar você a despertar sua criatividade, recuperar a autoconfiança e se livrar dos bloqueios criativos. Organizadas num programa de 12 semanas, essas técnicas vão guiá-lo por uma viagem de autodescoberta, ajudando-o a enfrentar seus medos, crenças e inseguranças – os maiores obstáculos para quem deseja expressar qualquer forma de arte.

Esse livro desmistifica a ideia de que o processo criativo precisa ser sofrido e extenuante, embora ele requeira uma boa dose de persistência e prática. Com este método, você vai aprender a abandonar as desculpas que o impedem de transformar suas ideias em realidade.

Você vai descobrir como criar com mais liberdade e menos autocrítica, usando de forma consciente o potencial criativo que estava represado até agora. Esta é uma obra fundamental para escritores, poetas, pintores, músicos e qualquer pessoa que deseje trazer um pouco mais de inspiração à sua vida.


Despertar criativo: O caminho para criar sua vida


Escrito por: Amanda Longoni e Fernanda Longoni

Editora: Outro Planeta

Sinopse: A inspiração abre uma porta. Dela sopra um ar fresco e nos sentimos curiosos para ver o que se encontra lá dentro. Criar é atravessar essa porta e partir em uma longa jornada. Em Despertar criativo, você entrará em contato com a sua própria criatividade e aprenderá como usá-la a seu favor. Será capaz de criar o seu próprio caminho, sem seguir os outros, para sair de uma vida cinza para uma mais colorida. As irmãs Fernanda e Amanda serão suas guias nessa jornada em direção à inovação e à autenticidade. Para isso, você vai percorrer todos os passos do processo criativo: desde buscar inspiração até finalizar e compartilhar sua ideia com o mundo. Se você sente que precisa de uma mudança, chegou a hora de despertar e começar a criar hoje a vida que quer.


A Grande Magia

 

Escrito por: Elizabeth Gilbert

Traduzido por: Renata Telles

Editora: Objetiva

Sinopse: Ao compartilhar histórias da própria vida, de amigos e das pessoas que sempre a inspiraram, Elizabeth Gilbert reflete sobre o que significa vida criativa. Segundo ela, ser criativo não é apenas se dedicar profissional ou exclusivamente às artes: uma vida criativa é aquela motivada pela curiosidade. Uma vida sem medo, um ato de coragem. A partir de uma perspectiva única, Grande Magia nos mostra como abraçar essa curiosidade e nos entregar àquilo que mais amamos. Escrever um livro, encontrar novas formas de lidar com as partes mais difíceis do trabalho, embarcar de vez em um sonho sempre adiado ou simplesmente acrescentar paixão à vida cotidiana. Com profunda empatia e generosidade, Elizabeth Gilbert oferece poderosos insights sobre a misteriosa natureza da inspiração.


Limites Internos 
 

Escrito por: Steven Pressfield

Traduzido por: Gilson César Cardoso de Sousa

Editora: Cultrix

Sinopse: Em Como Superar seus Limites Internos – nova edição do clássico A Guerra da Arte –, o romancista best-seller Steven Pressfield identifica o inimigo que todos precisamos enfrentar em nós mesmos, traçando um plano de batalha para o vencermos e apresentando importantes ensinamentos para alcançarmos o máximo de sucesso. Ele enfatiza ainda a resolução necessária para reconhecer e superar os obstáculos à ambição, e mostra, com clareza, como chegar ao mais alto nível de disciplina criativa. Com prefácio exclusivo de Lúcia Helena Galvão, professora de Filosofia da organização Nova Acrópole do Brasil há 31 anos, este livro é simplesmente A Arte da Guerra de Sun Tzu para a alma.


Encontre sua Criatividade: Redescubra seu potencial criativo com estratégias simples

 

Escrito por: Tina Seelig

Traduzido por: Thaís Iannarelli

Editora: Belas-Letras

Sinopse: Uma das maiores especialistas em inovação e criatividade do mundo vai conduzir você em uma jornada para redescobrir seu potencial criativo. Conheça formas de aumentar sua capacidade de enxergar as oportunidades ao redor, conectar e combinar ideias, desafiar teorias e repensar problemas. Explore maneiras de modificar seu ambiente físico e social, desenvolver sua criatividade e a daqueles com quem você convive. Descubra como a motivação e o pensamento influenciam sua ação criativa e sua capacidade de superar bloqueios, encontrar soluções e se abrir a novas ideias. Redescobrir o potencial criativo, que já existe em você, é a chave para encontrar a criatividade.





Como O Cérebro Cria: O Poder Da Criatividade Humana Para Transformar O Mundo
 

Escrito por: David Eagleman e Anthony Brandt

Traduzido por:  Donaldson M. Garschagen e Renata Guerra

Editora: Intrínseca

Sinopse: Unindo arte, ciência e cotidiano, neurocientista e compositor exploram origens e processos por trás da inovação em um livro que deu origem a série de mesmo nome disponível na Netflix.

O que guarda-chuvas, sinfonias, viagens espaciais, estádios de futebol, os quadros de Picasso e o calendário têm em comum? Todos foram concebidos, desenvolvidos e aperfeiçoados pelo poder da criatividade humana. Em um passeio pelas criações que tornaram o mundo o que ele é hoje, o compositor Anthony Brandt e o neurocientista David Eagleman explicam os elos entre a criatividade na arte, na ciência e na tecnologia e mostram as rotinas básicas do “software da inovação” em funcionamento. Descrevendo as ferramentas e as estratégias responsáveis pela irrefreável inventividade de nossa espécie, Como o cérebro cria oferece inúmeros exemplos de como todos os atos criativos resultam das mesmas operações cerebrais aplicadas a algo que já existia. Neste mergulho profundo na mente criativa, Eagleman e Brandt tentam responder à pergunta: O que está por trás da capacidade — e do desejo — dos seres humanos de inventar? Ao mesmo tempo uma celebração do espírito humano e um vislumbre de como podemos melhorar o futuro ao abraçarmos nossa criatividade, o livro apresenta surpresas e curiosidades, além de dicas sobre como produzir ideias de sucesso.


E se fosse diferente?: Caminhos alternativos para despertar sua criatividade

 

Escrito por: Gabriel Gomes e Luciano Braga

Editora: Belas-Letras

Sinopse: Como o jantar poderia ser diferente? Como o seu currículo poderia ser diferente? Como o seu feed do Instagram poderia ser diferente? Como as roupas do seu armário poderiam estar organizadas de uma forma diferente? Como a biografia do seu livro poderia ser diferente? Como os móveis da sua sala poderiam estar distribuídos de um jeito diferente? Como a sua festa de aniversário poderia ser diferente? Como a forma com que você cria seu filho ou filha poderia ser diferente? Como o seu pedido de casamento poderia ser diferente? A criatividade não é exclusiva para artistas, designers ou escritores. Por natureza somos seres criativos, mas vivemos em ambientes padronizados, que julgam as coisas feitas de outra maneira, e acabamos nos rendendo a modelos que são imitados. No entanto, assim como outras habilidades, a criatividade pode ser aprendida, estimulada e treinada, e perguntas como estas são um ponto de partida. Em vez de pensar em soluções extraordinárias, que tal pensar primeiro em como poderia ser diferente, e quem sabe se surpreender com o seu próprio poder criativo?


A Vida é o que você faz dela


Escrito por:  Adam J. Kurtz

Traduzido por: Guilherme Miranda

Editora: Paralela

Sinopse: Inspiração e perspectiva para quem produz arte (ou qualquer outra coisa).

Da mente inquieta do designer Adam J. Kurtz vem um chamado para todos os que passam pelos desafios do processo criativo. A partir de uma série de miniensaios manuscritos, este livro oferece toda a sabedoria e empatia de Adam Kurtz, em uma conversa de artista para artista.


Mostre seu trabalho!: 10 maneiras de compartilhar sua criatividade e ser descoberto

 

Escrito por: Austin Kleon

Traduzido por: Isabel W. de Nonno

Editora: Rocco

Sinopse: No best-seller Roube como um artista, Austin Kleon deu aos leitores a chave para o desbloqueio da criatividade, ensinando a saber “roubar” as ideias mais interessantes e produtivas de seus influenciadores. Agora, o autor mostra o próximo passo crucial desta jornada criativa: como tornar seu trabalho conhecido. Mostre seu trabalho! explica porque por que a generosidade supera a genialidade. Por que nossa capacidade de estar acessível e de saber usar nossas próprias redes pode ser mais importante do que um simples “networking”. Apostando mais na autodescoberta do que na autopromoção, o livro é um manifesto inspirador para o sucesso como artista ou empreendedor na era digital. Repleto de ilustrações, citações, histórias e ótimos exemplos, Mostre seu trabalho! oferece dez regras transformadoras para que sejamos mais abertos, corajosos e produtivos. Em capítulos dinâmicos e objetivos, Kleon propõe um fim definitivo ao já desgastado (e contraproducente) mito do gênio solitário, ao propor uma maior participação externa em seu processo criativo e artístico – para que, em outras palavras, todos possam “roubar” de você também. 



Você não precisa da permissão de ninguém para levar uma vida criativa. - Elizabeth Gilbert



Lembre-se:  ser criativo é um exercício diário então não deixe de buscar a criatividade todos os dias olhando ao seu redor. Criar é fundamental. Feliz Dia da Criatividade! 


Você também pode se interessar por: Biblioteca Criativa: 5 livros sobre criatividade - Como ser uma pessoa criativa? - Resenha - The War of Art, de Steven Pressfild


quarta-feira, 10 de novembro de 2021

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Imagem sob licença Creative Commons por StockSnap

Diagramar um livro inclui mais que escolher o tipo de letra e ajustar as margens antes de fechar o arquivo para subir na plataforma ou enviar para a gráfica. Esse processo também envolve ter em conta a melhor experiência do leitor enquanto realiza a leitura, um livro com letra muito pequena pode ser muito difícil de ler, um espaçamento simples pode fazer com que seja mais fácil de confundir as linhas e por isso é importante saber quem é o nosso público alvo. Assim, podendo fazer a melhor escolha para que esses leitores possam ler da maneira mais confortável possível.


Aqui no blog já temos um post/vídeo sobre diagramação e outro explicando qual é o melhor tipo de fonte para a sua obra que podem ajudar vocês!

 


Livros Infantis.



Ao fazer um livro infantil, é importante definir qual é a idade do pública alvo, já que dependendo do nível de escolaridade as crianças podem ter mais facilidade ou mais dificuldade ao ler um livro com “configurações padrão”.

 

Tamanho da fonte:

Geralmente os livros infantis trabalham com tamanhos entre 12 a 18, quanto maior a letra, mais fácil a identificação dos símbolos gráficos para interpretar as palavras. Porém, reforçamos que é importante ter em conta a idade, por exemplo, crianças de 10-11 anos podem se sentir incomodadas com letras tão grandes.


É importante entender que crianças no início do processo de alfabetização ainda não tomam a palavra como um todo, mas ainda realizam o reconhecimento de letra por letra. De acordo com pesquisas da Teoria da Gestalt, nós interpretamos a palavra como algo só, um todo, e nosso cérebro preenche qualquer lacuna que falte ou até mesmo faz com que seja possível ler sem problemas uma palavra com letras invertidas, como no exemplo abaixo.

 


Como explica o psicólogo Alexandre Bortoletto de Programação Neurolinguística: “Desde a nossa formação, o cérebro é uma máquina de aprender. Ele já aprendeu onde estão as letras. Ele já sabe que aquele desenho [da palavra] corresponde a algo que ele já conhece, então ele vai preenchendo as lacunas”.


De acordo com Burt (1959, apud Coutinho, 2006) os parâmetros tipográficos mais recomendados para livros infantis são:

 


Uso das fontes 

De acordo com o Designer Paulo Heitlingler, é recomendado usar o mesmo tipo de fonte no corpo do texto, já que esse uso exclusivo pode ajudar em casos de dislexia e também fazer com que as crianças foquem melhor a sua atenção.


Segundo as pesquisas de Miranda e Vasconcelos, o uso de diversos tipos de letras com serifa e sem serifa, além de uso de caixa alta, itálico e outras variações gráficas não apresentam fins pedagógicos já que não auxiliam a leitura dos textos tento em conta a legibilidade. O que não significa que você não possa usar esses recursos, já que muitos deles chamam a atenção do leitor, mas sim ter cuidado na hora de escolher onde utilizar esse tipo de letra.


Espaçamento

Em livros infantis é recomendado utilizar espaçamentos maiores, tanto entre linhas quanto entre palavras. Para que a leitura seja mais fluída, eles precisam de um espaçamento consistente. Podendo partir desde 1,5 a duplo.


Orientação do texto e quebras: no caso dos livros infantis, a configuração justificada deve ser usada somente se for absolutamente necessária. Existe uma preferência inicial por texto com orientação à esquerda, sem divisão de palavras já que quebram o ritmo de leitura para as crianças. Também é importante que a quebra de linha ocorra de acordo com o sentido da frase. A partir do 3º ano, o texto já passa a ser justificado e com separações silábicas assemelhando-se aos livros de adultos.


Escolha da tipografia

No mundo da diagramação existem diferentes fontes diferente, mas algumas delas são mais recomendadas para livros infantis que melhoram a legibilidade, esse tipo de fonte pode ser chamado de caracteres infantis.


Fontes desenvolvidas especialmente de acordo com as preferências dos professores das escolas primárias são: Century educational e Gill Schoolbook. É possível também utilizar outras fontes, porém é importante ressaltar que exista uma diferença entre as letras a, o e g para não confundir a leitura.


Como é no caso da fonte Avant Garde Gothic que não possui essa diferença.

 


Com serifa ou sem serifa? 

Existe um debate grande sobre o uso de letras com serifa e sem serifa. De acordo com pesquisadores, o uso da serifa facilita a identificação de letras evitando confusões e espelhamentos que ocorrem na escrita infantil, além de guiar a leitura corrida. Porém, existem outras pesquisas que apontam que as letras sem serifa se assemelham mais ao tipo de letra manual que as crianças utilizam no seu dia-a-dia no processo de alfabetização.


De acordo com uma pesquisa realizada por editores e designers da Oxford University Press, utilizando a fonte Century (com serifa) e a fonte Gill Sans (sem serifa), foi demonstrado que as crianças preferiram a fonte sem serifa porque demonstravam uma maior qualidade visual, apresentando fontes mais “limpas”.


Algumas fontes sem serifas recomendadas:


Para crianças a partir dos 7-8 anos, já é possível existir uma variação de livros com serifa ou sem serifa, já que outros estudos como o de Gérard e Rogiers (1998) apontam que a presença ou ausência de letras com serifa não apresentou um efeito significante na leitura.

 

Vocês podem encontrar mais informações sobre a produção de um livro infantil na dissertação “Tipografia para livro de literatura infantil: desenvolvimento de um guia com recomendações tipográficas para para designers“: https://acervodigital.ufpr.br/handle/1884/26092


E você, tem uma letra favorita para livros infantis? Você já reparou nas letras dos livros infantis que leu?

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

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Foto por Klára Vernarcová, via Unsplash.


Olá, escritores! 
Publicar livro de modo independente é um processo que envolve muitos conhecimentos: desde como contratar profissionais da cadeia do livro até como fazer com que os nossos livros cheguem aos seus leitores. Sempre que tocamos neste assunto as pessoas (incluindo editores de editoras menores) nos perguntam como enviar livros de forma mais barata e segura. Por isso, viemos aqui contar para vocês um pouco sobre o registro módico.

O que é o registro módico?

Esta forma de envio foi criada pelos Correios (no Brasil) para que autores e editoras possam enviar livros e material didático de forma que seja até 50% mais barata do que o registro comum. Essa diferença se dá porque, conforme anuncia o próprio blog dos Correios, 

a solução não cobra pela distância, mas pelo peso: um envio de livro para outro Estado custa o mesmo que para alguns quarteirões de distância. (Correios

O bacana dessa forma de envio é que, além de ser barata, ela oferece um código de rastreio que nos permite acompanhar por onde o livro anda, se o leitor já recebeu o pacote ou não.

Como fazemos para enviar os nossos livros?

✏️ Antes da postagem

É simples. Basta fazer o embrulho normalmente, colocando de um lado da caixa/envelope o nome e o endereço completo do destinatário (quem vai receber) e do outro os dados do remetente (quem envia). Lembre-se que nos endereços é importante colocar o CEP e o nº do local de entrega (sem essas informações, o livro não será entregue!).

No lado do destinatário, é preciso escrever a seguinte informação:

Impresso fechado. Pode ser aberto pela ECT.

Ainda no lado do destinatário, prenda com uma fita adesiva o Formulário de Declaração de Conteúdo. Essa ficha vai explicar o que há dentro do pacote. É possível pedir o formulário no guichê dos Correios (e fazer o preenchimento na hora da postagem) ou já levar tudo pronto. Para baixar a declaração, basta clicar aqui. Como a ficha é grande, você pode colá-la dobrada no envelope.


Cada pacote deve ter apenas uma ficha (como vocês podem ver acima, nota-se que há espaço para colocar informação de mais de um livro, caso o pacote tenha várias obras).

💌 Na hora da postagem

Chegando na agência dos Correios, basta informar a postagem é em Registro Módico. A funcionária devolverá um recibo com um código de rastreio para cada CEP postado. É possível tanto enviar esse código para o leitor que comprou o livro, quanto para o autor/editora acompanhar por onde o livro anda.

📳 Depois da postagem

Recomendamos que vocês: 1. enviem o código de rastreio para cada leitor que receberá o livro (isso passa credibilidade!); 2. baixem o app dos Correios e coloquem os códigos de rastreio de cada pacote lá, porque o aplicativo avisa quando o pacote saiu para a entrega e quando foi entregue.


Lembrando que...

Esse registro é apenas para livros e material didático. A agência não fará o envio de outros materiais de modo módico. Para outros materiais, sugerimos que vocês consultem outras formas de envio em: correios.com.br/enviar.

Esperamos que esse passo a passo tenha ajudado. 😉

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

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Foto por Houcine Ncib, via Unsplash


Olá escritores!

Talvez você já tenha ouvido falar sobre leitura de sensibilidade ou leitura sensível, e reconhece a importância que esse serviço tem para contribuir para a qualidade de um livro, assim como os outros serviços editorais (revisão, leitura crítica, diagramação e afins).  Porém, esse não é um tema tão comum a todos e pasmem, algumas pessoas enxergam isso como um ato de censura à escrita. Para trazer um pouco mais de clareza sobre esse assunto gostaríamos de falar um pouco sobre essa temática, mas antes de fazermos isso achamos necessário falar sobre o que é o movimento “Own Voices”.


Olhe para os livros que você possui ou já leu e enumere quantos deles foram escritos por:


  •        Homens (quantos deles são brancos e não-brancos?)
  •        Mulheres (quantas delas são brancas e não-brancas?)
  •        Pessoas LGBTQIA+
  •        Pessoas com algum tipo de deficiência 


Qual foi a resposta que você obteve? Provavelmente o resultado encontrado reflita um fato conhecido sobre o cânone literário ser famoso por ter obras de homens brancos (e héteros) em destaque. Com o crescimento do movimento #MeToo e #BlackLivesMatter, o #OwnVoices ganhou ainda mais espaço.


De maneira resumida o termo “Own Voices” foi cunhado pela escritora Corinne Duyvis e refere-se a trabalhos em que os autores e os personagens compartilham de uma identidade marginalizada semelhante. Assim como também é uma forma de amplificar a voz de escritores que estão inseridos nas minorias.



Exemplos de livros “Own Voices”




  • Formas reais de amar, de Lavínia Rocha, Olívia Pilar, Solaine Chioro e Val Alves: este livro reúne quatro escritoras não brancas contando as virtudes e desventuras de futuras herdeiras ao trono não brancas que, com muita sutileza, inteligência e solidariedade, foram criadas para serem grandes líderes.
  • Todas as cores do Natal, de Vitor Martins, Lucas Rocha, Bárbara Morais, Mareska e Alliah:  neste livro temos cinco escritores LGBTQIA+ narrando histórias sobre personagens LGBTQIA+ durante as festas de fim de ano.
  • Americanah, de Chimamanda Ngozi Adichie: a autora, assim como a protagonista da história também é imigrante nigeriana nos EUA.
  • Frank e o amor, de David Yoon: tanto Frank (protagonista) quanto David (autor) são de americanos com descendência asiática.  
  • O Sol também é uma estrela, de Nicola Yoon: assim como a protagonista, a autora também nasceu na Jamaica, mas cresceu nos EUA.


Há histórias que só a gente pode contar, porque existem situações que só a gente vivenciou, ainda que essa experiência seja similar a de outras pessoas. Ainda assim, há aquele momento que surge uma ideia de escrever sobre uma realidade diferente da nossa e não há nada de errado com isso desde que você faça uma pesquisa aprofundada do assunto e busque representar tudo de uma maneira respeitosa e o mais fiel possível da realidade.


Exemplo: Quantos filmes e séries você já assistiu onde eles representam o Brasil e os brasileiros de maneira errada ou estereotipada e se sentiu desconfortável com isso? Pois é, o mesmo acontece quando você lê uma história que tinha por objetivo gerar representatividade e trazer diversidade, mas que acaba apenas reforçando atitudes preconceituosas. E é para que situações como essa não ocorram que a leitura de sensibilidade se torna necessária.  


Lembrando que não devermos confundir representatividade com tokenismo, para saber mais sobre o assunto não deixe de conferir: Tokenismo: tudo o que você precisa saber e como ele pode ser problemático para a sua história .


Um exemplo do uso da leitura sensível é o livro Um milhão de pequenas coisas, da autora Jodi Picoult. No livro Picoult que é uma mulher branca narra a história de Ruth Jefferson uma enfermeira obstetra com mais de vinte anos de experiência em um hospital de Connecticut. Durante um de seus turnos, Ruth inicia exames de rotina em um recém-nascido, mas instantes depois é transferida para cuidar de outro paciente, pois os pais do bebê são supremacistas brancos e não querem que Ruth, que é negra, toque em seu filho. O hospital atende ao pedido deles, mas, no dia seguinte, o bebê sofre um problema cardíaco enquanto Ruth está sozinha no berçário. Ela obedece às ordens ou intervém? Ruth acaba hesitando antes de realizar os procedimentos de reanimação e, como resultado, é acusada de um crime grave. Kennedy McQuarrie, uma defensora pública branca, aceita seu caso, mas dá um conselho inesperado: ela insiste que mencionar raça no tribunal não é uma boa estratégia. Confusa com o conselho, Ruth tenta manter a vida o mais normal possível para sua família ― especialmente para seu filho adolescente ― quando o caso se torna sensação na mídia. À medida que o julgamento avança, Ruth e Kennedy devem ganhar a confiança uma da outra e perceber que o que lhes foi ensinado a vida toda sobre os outros ― e elas mesmas ― pode estar errado.


Às vezes até um livro “Own Voice” necessita de uma leitura sensível. Por exemplo, uma mulher branca, cis, bissexual, da região sul do país resolve escrever um livro que se passa na região onde ela vive e que é protagonizado por uma mulher negra, assexual do sudeste do país e uma mulher trans, branca e pansexual.  Ainda que ela retrate um cenário que seja familiar a ela, e tenha feito uma pesquisa bem detalhada, ela não tem como saber como é ser uma mulher negra assexual no Brasil nem uma mulher trans. Por isso é interessante sua obra passar por uma leitura por pessoas que se encaixam nessas realidades, para ver se a obra reflete o que se propõem.


Descrevendo de maneira bem simples, o trabalho do leitor sensível, antes de mais nada, é o de melhorar a qualidade literária de um livro, afastando o autor de retratos e clichês unidimensionais, o guiando em direção a uma representação mais autêntica e sensível das identidades ou experiências que estão fora da experiência vivida do autor. Deste modo, a leitura sensível é responsável por procurar incoerências nas falas, uso de palavras e termos que reforçam estereótipos e, claro, preconceitos linguísticos. É uma forma de garantir que exista representatividade na literatura, de um forma responsável, empática e coerente.

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

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Hoje em dia existem diferentes formas de se envolver com desafios de escrita, o Projeto é uma delas com o Desafio Criativo e a Blogagem Coletiva, além também do ETEJ. Quem já é velho por aqui, também deve conhecer o NaNoWriMo que tem o objetivo de fazer os escritores escreverem sua obra em um mês, mas você sabia que existe outro evento de escrita que envolve a sua relação com outros escritores e uma votação para escolher a melhor equipe?


Quem disse que os escritores devem ser solitários?


Hoje trazemos para vocês mais informações sobre o Mundial de Escritura!


Inicialmente no idioma espanhol, a ideia do Mundial de Escritura nasceu em 2013 em uma oficina de escrita onde decidiram estimular os alunos a escreverem 3.000 caracteres por dia em um arquivo compartilhado para que todos pudessem ler os textos um dos outros. Inicialmente chamado de Le Championnat, o Mundial acontecia 4 vezes por ano de maneira presencial na oficina de escrita, onde os alunos se separavam em grupos para competir entre eles.


Em março de 2020, com a pandemia, decidiram abrir o Mundial de Escrita para pessoas do mundo inteiro, além de convidar diferentes autores para sugerir temas. Em agosto de 2021 foi lançada a versão em português do Mundial, abrindo espaço para que mais escritores possam participar!

 


E como funciona o Mundial de Escrita?


Primeiramente, o Mundial é uma competição onde existem diferentes times (você pode formar um time com seus amigos ou ser colocado em um time aleatório). Inicialmente, o participante escreve de maneira individual (podendo ler comentários dos companheiros sobre o próprio texto e opinar no texto dos companheiros), logo haverá uma votação entre os melhores textos dos integrantes do grupo e o texto escolhido como melhor será enviado para competir contra os outros grupos.


Durante as duas primeiras semanas, cada participante deve escrever 3.000 caracteres todo dia de acordo com o tema proposto. É muito importante chegar nesse número já que o site trabalha analisando o desempenho do grupo com porcentagens. Depois desse período você deve escolher um texto seu em até cinco dias para participar da votação geral do seu grupo, depois dos cinco dias o grupo terá três dias para votar no texto que mais gostaram, o texto com mais votos é aquele que representará o grupo. O texto escolhido poderá ser editado antes de ser enviado para competir contra os outros grupos.


Os textos dos dez finalistas vão somar pontos para definir os times ganhadores e o time vencedor ganhará prêmios, assim como os autores dos textos finalistas.


Como participo?


Você deve se cadastrar no site com um usuário próprio. Uma vez feito o seu cadastro, você pode escolher armar um time (tomando a posição de capitão), participar de um time já criado por um conhecido especificando o nome ou ser colocado aleatoriamente em um time.


Uma vez encerrada as inscrições, você receberá um e-mail de confirmação do grupo e também com um meio de contato (geralmente e-mail) para entrar em contato com os participantes. Logo, ao iniciar o mundial, você também receberá um e-mail com o tema do dia.


Para escrever, você deve entrar com o seu usuário na página e ir para o texto do dia, ali você verá o tema e haverá um espaço onde você deve escrever o seu texto, uma vez terminado é só enviar! Ficando disponível também para que os seus companheiros vejam e também atualizando o seu rendimento.


É importante destacar que você tem das 06:00 da manhã até às 05:59 da manhã do outro dia para escrever o texto, ao não enviar dentro desse horário, você perde a chance de enviar o texto desse dia.


As pessoas que não escreveram nem no primeiro dia e nem no segundo dia do Mundial serão automaticamente eliminadas do grupo, por isso é importante escrever! Sábado e domingo são dias para descansar, por isso não será enviado nenhum tema para você escrever.


Logo se inicia a etapa comentada anteriormente onde você deve escolher um texto seu para ir para a votação no seu grupo, depois é realizada a votação e o texto com mais votos é enviado para competir contra os outros grupos.


A intenção é sempre poder escrever e manter o contato com os outros escritores, por isso existe essa possibilidade de comentar no texto dos companheiros e todos podem editar e dar sugestões sobre o texto escolhido que será enviado para a competição.

 



As inscrições do último Mundial de Escrita desse ano vão do dia 20/10 ao 27/10 tendo início no dia 01/11. Então você ainda pode se inscrever!

 

E você, já conhecia o Mundial de Escrita? Já participou ou vai participar esse ano? Não se esqueça que você também pode participar da versão em espanhol do Mundial!

Site: https://pt.mundialdeescritura.com/

Instagram em português: https://instagram.com/copadomundodeescrita

Instagram em espanhol: https://instagram.com/mundialdeescritura

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

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Foto por Debby Hudson, via Unsplash


Em algum momento da sua vida você já deve ter tido aquela sensação ao final do dia de não conseguir concluir nada. É como se tivesse passado o dia procrastinando. Pois é, isso é frustrante não é mesmo? Parece que o dia não rende e as coisas a serem feitas só aumentam. Pensando nesse drama que atinge várias pessoas, separei 5 dicas simples que fazem diferença na rotina do dia a dia.  



1. Acorde cedo: quem nunca ouviu a frase "Deus sempre ajuda quem cedo madruga?" Pois é aposto que você já deve ter ouvido, e caso não seja uma pessoa matutina talvez não vai fique muito feliz com esse item da lista. Mas acredito acordar mais cedo nos dá a sensação que o dia rende mais. Por exemplo, se você costuma acordar lá pelas 9 horas da manhã que tal acordar às 8? Essa uma hora a mais que você irá ganhar vai fazer muita diferença depois. Acordar cedo é igual a ir à academia no início é quase uma missão impossível, mas depois que você se acostuma tudo se torna automático e até agradável.  É mais ou menos como explicamos na postagem sobre “Como ser uma pessoa criativa?”. 

Outra dica é faça as atividades mais chatinhas pela manhã, assim o risco de você desanimar é menor, já que você está com mais disposição do que ao final do dia. 



2. Trabalhe com metas: nada mais eficiente do que estabelecer pequenas metas para serem concluídas ao longo do dia. Quando fazemos isso conseguimos nos organizar melhor e ao final do dia dependendo do quanto avançamos em nossa lista temos a sensação de um dia produtivo ou muito produtivo. A dica é começar com 3 ou 5 metas razoáveis, assim aos poucos você vai criando uma rotina e não fica sobrecarregado e desapontado por não ter conseguido cumprir tudo.

 


3. Saiba pedir ajuda: tudo bem que nem sempre pedir ajuda é a tarefa mais fácil do mundo, ainda mais que por muito tempo nos fizeram pensar que isso poderia ser sinônimo de fraqueza ou falta de competência.  Mas sejamos honestos tem momentos que simplesmente não dá e não há nada de errado em perceber que não consegue fazer tudo sem ajuda.

Saber o momento certo de pedir ajuda faz toda a diferença. Se dar conta de que não precisa fazer tudo por conta própria é libertador, nos poupa tempo e ainda é uma forma de cuidado com a nossa saúde mental.

Por exemplo, está em dúvida em como descrever uma cena? Converse com alguém sobre o assunto talvez isso clareie suas ideias. Não sabe qual a melhor forma de narrar sua história ou qualquer outro dilema sobre escrita? Você pode participar do Plantão de dúvidas do Projeto Escrita Criativa enviando suas perguntas. A rotina de casa não está te deixando com tempo para escrever? Que tal criar um cronograma e dividir as tarefas de casa ou pedir para alguém te ajudar com o almoço, cuidar dos pets ou das crianças ou qualquer outra atividade que esteja consumindo mais tempo do que o normal.




4. Tire um tempo para descansar: loucura mas  distrair para depois focar, é algo que funciona na maioria das vezes. Ao longo do dia separe um tempo para descansar ou fazer algo que você ache divertido, mas lembre-se nada de extrapolar no tempo.

Que tal tirar um tempo de até 45 minutos para o descanso? Você pode fazer três turnos de 15 minutos ou tirar logo os 45. Nesse tempo você pode ver algum programa de TV, ler um livro, um episódio de uma série ou fazer algum exercício, tomar uma xícara de chá enquanto observa o céu, enfim, escolha uma atividade que te faça bem!

 


5. Faça um balanço: no final do dia relembre tudo o que você fez ao longo dele. Quais foram suas maiores dificuldades? Qual atividade você precisou dedicar mais ou menos? O que lhe fez bem? O que você gostaria de ter feito? Respondendo perguntas como essas você irá conhecer um pouca mais sobre você e sua rotina o que irá lhe ajudara criar um cronograma e saber em quais horários você trabalha melhor, seus pontos fortes e onde você tem mais dificuldade. Feito isso, você saberá como organizar o próximo dia. E não se esqueça não leve os problemas para a cama, caso você não tenha consigo resolver algo, lembre-se que amanhã é um novo dia repleto de possibilidades e um boa noite de sono é fundamental para um dia um dia mais produtivo!


Essa foram 5 dicas simples que quando colocadas em práticas fazem uma diferença em nossa produtividade. Para mais dicas não deixem de conferir “8 dicas de como organizar uma rotina que lhe ajude no processo de escrita”. Agora nos contem como você organizam sua rotina de escrita? O que você acham que contribuí para ela ser mais produtiva?

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

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Já conhece o Poesia ao Sol e à Sombra?


Olá, escritores!
Aqui é a Fernanda Rodrigues, uma das três cofundadoras do Projeto Escrita Criativa. Espero que vocês estejam bem. 

Vocês vivem perguntando quando o Projeto terá um curso de escrita. Pois bem, ainda não é um curso do Projeto propriamente dito; mas, como uma das cofundadoras, vim aqui espalhar a palavra do Poesia ao Sol e à Sombra, curso de leitura e escrita que veio para descomplicar a Poesia. Ao longo dos últimos meses, meu amigo e poeta Rafael Farina e eu preparamos com muito carinho esse percurso de leitura e escrita de Poesia. Então, se você sempre teve um medinho de ler poemas ou sempre teve vontade de entender mais sobre esse assunto, chegue mais. 😉




Ao longo de 8 encontros, Rafa e eu pretendemos criar um ambiente em que seja possível a expressão criativa por meio da linguagem poética (seja ela expressa na poesia ou na prosa). Para isso, vamos analisar o que torna um texto um bom texto poético, elaborar textos a partir das nossas próprias vivências e influências e dialogar sobre as diversas formas artísticas pelas quais perpassa esse tipo de linguagem. 

Abaixo deixo as informações complementares e o convite para que você se junte a nós! 😉

Sobre o curso Poesia ao Sol e à Sombra


Público-alvo:
Todas as pessoas que desejem conhecer mais sobre o processo de leitura e escrita de poesia e criatividade. Não precisa ter experiência prévia em escrita. 

Programação: 
  • Aula 1: Ao Sol e à Sombra 
  • Aula 2: Microscópio e luneta 
  • Aula 3: Referências e reverências 
  • Aula 4: Poema desentranhado 
  • Aula 5: Estilos e instintos 
  • Aula 6: A crise lírica 
  • Aula 7: Faxina 
  • Aula 8: Ponto de partida 
Datas: as aulas serão de 13/10 a 01/12, uma vez por semana, sempre às quartas-feiras.
Horário: 19h às 20h30 (horário de Brasília). 
Inscrições: via Sympla. 

Sobre os professores:

Fernanda Rodrigues é uma paulistana apaixonada por gatos e café. Atualmente é escritora, professora escrita literária, revisora, preparadora de textos e cofundadora do Projeto Escrita Criativa. Já trabalhou com textos de mais de 30 autores independentes, tem uma mentoria de escrita para autores iniciantes e um grupo de estudos de escrita literária. De formação é especialista em Docência em Literatura e Humanidades e em Produção e Crítica de Textos Literários, além de ser bacharel e licenciada em Letras. É autora do livro A Intermitência das Coisas: sobre o que há entre o vazio e o caos (Editora Penalux), 3º lugar no Prêmio SESC Crônicas Rubem Braga (2017) e escreve no site Algumas Observações, no ar desde junho de 2006. | Instagram: @fe_notavel

 

Rafael Farina, 39 anos, autor de Falhas que só existem no Sul (2018) e Ossos açucarados (2021). Participou de oficinas literárias com autores como Marcelino Freire, Daniel Galera, Marina Wisnik, e Xico Sá.Palestrante na Feira do Livro 2020 de Bento Gonçalves/RS, com o tema: “Poema e identidade - O desenvolvimento do eu na poesia”. Tem poemas inéditos publicados na Revista Mallamargens e na Rusga Revista. | Instagram: @rafael.com.f


Esperamos por vocês 😉

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