quarta-feira, 15 de setembro de 2021

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Olá escritores!

Já falamos anteriormente aqui no blog sobre Arquétipo do Herói, do Mentor (Velha ou Velho Sábio), e hoje vamos falar um pouco sobre o Guardião de Limiar com base no que foi apresentado no livro A Jornada do Escritor, de Christopher Vogler.

O nome pode até parecer complicado, mas o Guardião de limiar nada mais é que os obstáculos que o Herói (personagem), terá que enfrentar.  

 

Função psicológica: neuroses

 

Podem representar os obstáculos comuns, que todos nós temos que enfrentar no mundo que nos cerca: falta de sorte, preconceitos, opressão ou pessoas hostis, por exemplo. Contudo, num nível psicológico mais profundo, eles representam nossos demônios internos: as neuroses, cicatrizes emocionais, vícios, dependências e autolimitações que seguram nosso crescimento e progresso. Parece que, cada vez que a gente tenta fazer uma grande mudança na vida, esses traumas íntimos erguem-se com toda a força, não necessariamente para nos deter, mas para testar e verificar se estamos realmente determinados a aceitar o desafio da mudança.

 

Função dramática: testar

 

Na vida cotidiana, provavelmente você já encontrou resistência quando tenta fazer alguma mudança. As pessoas em volta, mesmo as que gostam de você e torcem pelo seu sucesso, muitas vezes relutam em vê-lo mudar. Estão acostumadas às suas neuroses e sabem conviver com elas, às vezes até se beneficiando disso. A ideia de uma mudança em você as ameaça. Se elas resistem, é importante que você perceba que estão apenas funcionando como um Guardião de Limiar, testando você, para verem se está mesmo motivado. Como exemplo disso temos os  tios de Harry Potter. 



Testar o Herói é a função dramática primordial do Guardião de Limiar. Quando os heróis se confrontam com uma dessas figuras, precisam decifrar um enigma, passar por um teste, ou simplesmente surgem no caminho desafiando e dificultando o caminho do Herói.

 

Normalmente, os Guardiões de Limiares não são os principais vilões ou antagonistas nas histórias. Na maioria das vezes, são capatazes do vilão, asseclas menores ou mercenários contratados para guardar o acesso ao quartel-general do chefe. Também podem ser figuras neutras. Em alguns casos raros, podem ser ajudantes secretos, colocados no caminho do Herói para testar sua disposição ou capacidade.

É bem comum existir uma relação simbiótica entre um vilão e um Guardião de Limiar. Na natureza, um animal poderoso como um urso pode, às vezes, tolerar que um animal menor, como uma raposa, faça a toca na entrada de sua caverna. Os vilões das histórias muitas vezes se apoiam em subalternos para protegê-los e avisá-los sempre que um herói se aproxima do Limiar da fortaleza em que se encontram. Um bom exemplo disso seriam os Stormtrooper, de Star Wars.

 


Nas histórias, um Guardião de Limiar pode assumir uma gama de formas diferentes. Podem se apresentar como guardas de fronteira, sentinelas, vigias, guarda-costas, bandidos, editores, porteiros, professores que aplicam exames de admissão, qualquer um cuja função seja bloquear temporariamente o caminho do herói e testar seus poderes. A energia desse arquétipo pode até não estar encarnada num personagem, mas pode ser encontrada num adereço, num elemento arquitetônico, num animal ou numa força da natureza que impeça o progresso do herói e o ponha à prova. Aprender a lidar com o Guardião de Limiar é um dos maiores testes da Jornada do Herói e um dos elementos que pode deixar sua história ainda mais interessante.  


Esperamos que vocês tenham gostando de saber um pouco mais sobre este Arquétipo . Na próxima postagem sobre o assunto iremos conhecer mais sobre o Arquétipo do Arauto.  Agora nos contem vocês costumam usar os Arquétipos como base para a criação de seus personagens? 

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

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Imagem sob licença Creative Commons por Karina_S

Descrever as cenas de um livro pode parecer muito mais complicado do que parece, envolve desde a escolha do tipo de narrador até os elementos que aparecem em cada cena. Qualquer um já leu aquela descrição que parece que dura uma eternidade e outras bem singelas feitas em apenas duas linhas.


Sempre fica a critério do escritor escolher como descrever, o que descrever e a importância daquilo na história. Às vezes, essas decisões podem ser feitas sem um planejamento enquanto outros planejam cada detalhe.


Por isso, hoje vamos falar sobre uma ferramenta literária que pode te ajudar com isso.

 

A Arma de Tchekhov.

É muito utilizada em diferentes tipos de narrativa, seja em romances, roteiros e até mesmo em jogos. A Arma de Tchekhov se refere à uma frase do autor, médico e dramaturgo alemão:


“Se no primeiro ato você colocar uma pistola na parede, no seguinte ela deve ser disparada. Em outro caso não coloque ela lá”. – Anton Pavlovich Tchekhov.


Essa frase se refere a um elemento que aparece na narrativa que, em um princípio, parece não ser importante e logo se transforma em um elemento especial. Isso porque para o autor, as histórias deveriam ser concisas e enxutas, sem perda de tempo descrevendo elementos que não são importantes para a trama.


Mas é importante saber como usar esse elemento, já que uma descrição muito detalhada de, por exemplo, um vaso de cerâmica pode dar a entender que esse objeto será muito importante para a trama, assim tirando toda a surpresa quando ele apareça para cumprir seu papel na história ou até mesmo fazendo com que o desfecho da história seja previsível.


A intenção da técnica é fazer com que o aparecimento de um objeto, em um início insignificante, se revele como algo de importância para a história. É muito importante que o autor saiba usar esse objeto no momento certo para não apresentar-se como um caso de Deus Ex Machina.

Ao longo do tempo, surgiram diferentes variações da arma de Tchekhov em como esse objeto pode ser usado na história:


1. Bumerangue de Tchekhov

É usada na trama quando um mesmo objeto é utilizado várias vezes ao longo da história em pontos específicos.



2. Presente de Tchekhov

Nesse caso o objeto especial é inserido na trama como um presente dado por ou para algum personagem.



3. A pessoa armada de Tchekhov

Ao invés de ser um objeto, é uma pessoa que vai cumprir a função desse objeto importante. Ou seja, é uma pessoa apresentada na trama que a princípio não parece ser alguém de importância e logo realiza algo de extrema importância para a história, seja um feito próprio ou algo para ajudar o protagonista.



4. Arsenal de Tchekhov

Nesse caso não é só uma arma, mas existem vários objetos que são importantes para a história. Podemos observar isso em histórias de fantasia com muitos amuletos ou elementos mágicos.



5. Arma de Tchekhov inversa

Acontece quando um objeto se apresenta como algo importante para a história, mas quando chega o momento em que ele deve ser usado, se apresenta como algo inútil, ou seja, não cumpre a função que deveria.



6. Habilidade de Tchekhov

Acontece quando o personagem possui alguma habilidade que se apresentará como algo importante no futuro.

 

E como usar essa técnica de escrita?

A Arma de Tchekhov nos faz pensar em quais elementos são realmente importantes para a trama, por isso essa técnica pode gerar os seguintes interrogantes que podem levar a uma nova estruturação na narrativa:

- Realmente preciso descrever/colocar isso?

- Isso é realmente importante ou se eu tirar ninguém vai sentir falta?

- Qual será o papel disso na minha história?

- Será que eu estou exagerando na ênfase disso e gerando um efeito não desejado? 

- Esse objeto que coloquei é uma Arma de Tchekhov ou um Deus Ex Machina?

- Como posso mudar a minha Arma de Tchekhov para que seja algo sutil e assim não dar informações de mais?


E você já conhecia a Arma de Tchekhov? Consegue identificar um elemento assim na sua trama ou em algum outro livro? Deixa aqui embaixo!

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

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Foto por Andrea Davis, via Unsplash.

Como muitos de vocês sabem, ontem, 31 de agosto, foi o dia do blog! Nossa equipe, blogueira raiz que chegou na internet quando tudo era mato, é muito entusiasta dessa ferramenta que ajuda bastante no fortalecimento da carreira literária - seja falando sobre livros, seja publicando os próprios textos. 


Nós já contamos aqui como ter um blog impulsiona a sua carreira e hoje, queremos compartilhar com vocês blogs de mulheres que são escritoras de mão cheia! Bora ler, comentar e começar a formar rede?


As moscas na janela


Escrito pela graduada e mestranda em Letras, Larissa Fonseca, o As Moscas na Janela é um blog em que o leitor pode ler poemas, contos e prosa poética, além de se deleitar com pequenas narrativas fotográficas criadas pela autora.

Leia em: www.asmoscasnajanela.com


Carioca do interior



A carioca que se aventura pelo interior é a pedagoga Priscila Gonçalves. Apaixonada pelo universo juvenil, Priscila escreve literatura, ensino, viagens e muito mais. (Você pode ler a uma entrevista que a Priscila nos concedeu, aqui.)

Leia em: http://cariocadointerior.com.br


Degradê invisível 


A advogada Luísa Scheid é a responsável pelo Degradê Invisível. Além de ser a representante brasileira no NaNoWriMo, de ter se autopublicado na Amazon e participado de antologias, Luísa publica em seu blog textos autorais, dicas para escritores e outras pautas relacionada a viagens.

Leia em: www.degradeinvisivel.com.br


Escrevi pra tirar da cabeça



Pelas mãos da poeta Anna Carolina Ribeiro, nasce o Escrevi pra Tirar da Cabeça, blog em que ela reúne as suas especialidades: literatura e yoga. Lá também é possível saber mais dos processos criativos da autora e de seu livro, Lua em Escorpião.

Leia em: http://escrevipratirardacabeca.blogspot.com


Liliane Prata



O blog leva o nome da própria autora. Jornalista e filósofa, a Lili é conhecida por textos que pinçam temas do cotidiano para pensar sobre temas importantes tanto da nossa individualidade, quanto da vida coletiva. Lá também é possível conhecer mais dos seus livros: os romances juvenis O Diário de Débora 1 e 2; os de contos, Tem alguma coisa na água e Ela queria amar, mas estava armada; a não ficção literária/filosófica, O Mundo que Habita em Nós e o romance adulto Covardes, uma versão atualizada de Sem Rumo, publicado em 2013.

Leia em: http://www.lilianeprata.com.br/cadernos/blog/


Livia Brazil



Assim como acontece com o blog da Lili, o blog da Livia Brazil também leva o nome da autora. Lá, Livia compartilha fragmentos literários com um ar poético, além de informações sobre os seus livros (Queria tanto e Coisas não ditas), cinemas e cultura.


Minha vida literária


No Minha Vida Literária é possível acompanhar as resenhas e vivências da escritora Aione Simões. Lá é possível ficar por dentro dos processos de escrita da autora e saber todas as novidades do mercado editorial em primeira mão!

Pensamentos Valem Ouro


No Pensamentos Valem Ouro, a pedagoga, poeta e blogueira Vanessa Vieira compartilha da sua literatura (tanto por escrito, quanto por meio de vídeos) e traz a própria perspectiva não só dos cânones, mas também da literatura contemporânea. (Lembrando que a Vanessa participou do nosso Compartilhando Experiências e que você pode assistir ao vídeo dela aqui.)

Reticências


As Reticências de Lucila Eliazar Neves se propõem a trazer um olhar poético ao cotidiano. No blog é possível ler tanto crônicas quanto poemas. Lá também é o modo de conhecer sobre os livros da autora.

Leia em: https://oinfinitocomtrespontos.blogspot.com/


Watermelon Curly


O Watermelon Curly é fruto dos textos literários da brasileira radicada na Noruega, Leidiane Holmedal. Lá é possível ler contos, crônicas e poemas e se informar sobre os livros da autora.


Nossa equipe

Você sabia que as nossas cofundadoras também têm seus blogs pessoais? Além de criar conteúdo para este site, cada uma delas tem o seu respectivo espaço próprio, e você é mais que bem-vindo a conhecer todos eles!


Algumas Observações 


No ar desde 2006, o Algumas Observações é escrito por Fernanda Rodrigues. Nele é possível ler os textos literários escritos pela Fernanda (poemas, poemas em prosa, crônicas e contos), saber dos livros dela, pegar dicas de escrita e de leitura, conhecer novos escritores e muito mais.


Pandinando



Escrito por Ayumi Teruya, o Pandinando nasceu em 2014 para, além da literatura, compartilhar diferentes gostos e opiniões. A intenção é que os leitores possam pandinar com a autora entre os diferentes temas, desde receitas e DIY até textos e reflexões.

Profano Feminino



Em 2010, Ane Venâncio e sua amiga Isa resolveram se aventurar pelo mundo dos blogs, criando o Profano Feminino. Elas estão por aqui até hoje buscando maneiras criativas e literárias para encarar a realidade. Por lá é possível encontrar coisas interessantes e úteis e outras não tão úteis assim, incluindo os textos literários da Ane.

E você?

Você é escritor(a) e mantém algum blog? Você lê algum blog escrito por alguém que não apareceu nas nossas listas? Você já tinha sido apresentado a algum desses blogs? Conta pra nós nos comentários deste post!

Feliz dia do blog!

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

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Olá, escritores!

É uma verdade universalmente reconhecida que todo leitor busca uma boa história. E na busca pela próxima leitura cinco estrelas e com sorte favorita da vida, não há muito tempo a perder. Boa parte das pessoas na hora de escolher um livro os escolhem por recomendação ou por já conhecer o autor. Quando esses dois itens saem de cena os parâmetros de escolha são:  a capa, título, primeiras páginas e sinopse. Então se você está começando agora uma boa opção e dar uma atenção redobrada aos 4 itens anteriores.
 
Já falamos aqui no blog que a capa é o primeiro contato do leitor com a obra, inclusive listamos 5 dicas de ouro ao fazer capa de livro, Como revelar a essência da sua história através da capa e Como fazer a sua própria capa de livro.  Hoje vamos nos aprofundar um pouco mais na importância das cores na hora de criar a capa do seu livro, uma das 5 dicas do ouro que já compartilhamos aqui. 

As cores possuem significados simbólicos, que auxiliam na criação de uma atmosfera e influenciam a percepção do conteúdo. Cada uma delas passa uma emoção, um propósito. Inclusive é importante ressaltar, que seus aspectos psicológicos dependem da cultura e das experiências de cada observador, assim como há determinadas cores que já estão associadas com temáticas específicas de livros.

Vale lembrar que as cores interagem entre si. Sua combinação em uma paleta é essencial em um projeto de design de capa, principalmente porque a união de duas cores ou mais pode mudar totalmente a percepção da mensagem que cada cor traz de maneira isolada.  E é importante que as cores escolhidas consigam transmitir a essência do seu trabalho. 

Em resumo antes de você pensar em como será a capa do seu livro é importante ter definido coisas como: 

  • Qual gênero literário seu livro se encaixa?
  • Quem é seu público alvo, seu leitor ideal?
  • Qual sensação você gostaria de transmitir com a capa do seu livro?
  • Qual formato ele será publicado? 



Você pode estar se perguntando o motivo do formato de publicação influencias na escolha das cores da sua capa certo? A reposta é simples, no design digital devemos ter uma atenção especial às cores no que diz respeito aos contrastes e às interações cromáticas, tomando cuidado com combinações de cores mais brilhantes, especialmente quando se tratada leitura de textos. As cores nas telas são mais luminosas, o que normalmente dificulta a leitura caso o contrate com o fundo não se mostre suficiente ou seja saturado e intenso demais.  Por exemplo, a capa do seu e-book no Kindle (dispositivo e não o app) irá aparecer em preto e branco e talvez isso não tenha tanto impacto. Já para quem irá ler através do computador, celular, tablet terá acesso a versão em cores, que por sua vez irá ter uma mudança de percepção de cada cor de acordo com a resolução de tela, usuário, configurações de aparelho. 


Exercício 01
Defina em três palavras as emoções que você espera que seu livro desperte nos leitores. Feito isso busca quais cores melhor se encaixam para representa-las. 

Agora que você já sabe qual mensagem deseja transmitir com sua história e consequentemente com a capa, vamos aprender um pouquinho sobre a psicologia das cores.


Como as cores afetam a razão e a emoção 


A impressão causada por cada cor é determinada pelo contexto que está inserida, ou seja, pelo entrelaçamento de significados em que a percebemos. As cores e sentimentos não se combinam ao acaso nem são uma questão de gosto individual – são vivências comuns que, desde a infância, foram ficando profundamente enraizadas em nossa linguagem e em nosso pensamento. 



Principais cores e alguns dos seus significados


Branco:  o branco sugere pureza, clareza, limpeza e frescor. Pode evocar uma sensação de vazio e infinito, trazendo simplicidade, luz, paz e harmonia, além de ser associado a higiene, ambientes insípidos e neutralidade. 



Preto: o preto pode representar silêncio e morte, denotando pessimismo, tristeza e dor. Em outros contextos, confere nobreza, elegância e distinção às composições. 



Vermelho: a cor da todas as paixões — do amor ao ódio. A cor dos reis e do comunismo. A cor da felicidade e do perigo. A cor do sangue e da vida. A cor da agressividade, da guerra. Traz força e dinamismo. Sendo uma cor essencialmente quente, transborda vida e agitação, chamando atenção para si nas mais diversas situações. Confere energia e é associado a fogo, perigo, fome, guerra, paixão, fúria e desejo. 

O vermelho unido com a cor rosa transmite inocência, já combinado ao roxo tem um efeito sedutor. Juntando vermelho, rosa e roxo remete a sexo. Junto ao preto, o vermelho adquire um significado negativo, transmitindo agressividade e brutalidade, assim como sinalizando algo proibido ou perigoso.




Rosa:  a cor do romantismo, gentileza, sensibilidade, amabilidade, ternura, otimismo e fantasia. Em suas nuances também representa o luxo, nobreza e requinte. Reforça os traços de feminilidade e cumpre melhor desempenho quando trabalhada para comunicar com o público feminino. 

Inicialmente a cor rosa era associada as características da cor vermelha, como o sangue, a forma e a masculinidade. No século XIX na Inglaterra, os homens usavam a cor vermelha e os meninos vestiam rosa, que na época era considerado um vermelho suave. Já a cor azul era utilizada para as meninas, uma vez que representava a cor da Virgem Maria, transmitindo pureza e delicadeza. 
Quando acompanhada do roxo e preto também pode ser a cor da nudez, erotismo e sexualidade. 





Laranja: irradia expansão, sendo associada à criatividade, jovialidade e à comunicação. É acolhedora, quente e íntima, remetendo a outono, pôr do sol, movimento e festividade. Sozinha ela pode passar muita diversão e pouca maturidade. Além disso, esta cor geralmente está carregada aos sentidos de olfato e paladar. 




Amarelo: quente e luminoso, costuma impor-se, seja sozinho ou em conjunto com outras cores. Pode significar alegria, atenção, felicidade, vida, angústia, otimismo ou ciúme. A cor da recreação, do entendimento e da traição. 

O amarelo combinado com o laranja e vermelho traz a sensação de lúdico, com o azul e rosa transmite amabilidade. Combinado ao cinza e ao preto, o amarelo atua sempre de modo negativo, como no acorde da inveja e do ciúme.



Verde: a cor da fertilidade, da esperança e da burguesia. Universalmente ligado à natureza, traz frescor, calma, equilíbrio, paz, prosperidade, pertencimento e harmonia. Transmite a sensação de bem-estar, tranquilidade, juventude e saúde. Essa cor também está atrelada ao dinheiro e estabilidade. 

O verde ao lado do azul e do branco possuí um efeito tranquilizador. Com o azul e amarelo dá esperança. O verde transmite um efeito salutar ao lado do vermelho e um efeito venenoso ao lado do violeta. Quanto mais vibrante o verde, mais ele transmitirá imaturidade. Por isso, se sua intenção não for essa prefira tons mais calmos e fechados. Quando mais amarelado sugere força ativa.



Azul: representa a simpatia, harmonia, fidelidade, amizade, confiança, credibilidade, tranquilidade paz e infinitude. Evoca calma e introspecção. Também remete à inovação, praticidade e virtudes intelectuais. Carrega maior seriedade e maturidade, especialmente em tons mais escuros. Quando mais claro, remete a frescor e higiene.  O céu é azul – portanto azul é também considerada a cor do divino, a cor eterna

O azul associado ao verde e vermelho causa uma impressão simpática e harmoniosa; com roxo, uma impressão repleta de fantasia; com o preto de masculinidade e grandeza.
Também é associado ao frio, céu, mar, saudade, distância, tristeza e melancolia. Quando trabalhamos apenas com cores frias remente à frieza e distanciamento. O azul é ao mesmo tempo considerado uma cor do irreal, até mesmo do ludibrio. 



Roxo: comumente associado à meditação e ao misticismo, confere um ar de sonho e magia. Pode ser vinculado à nobreza e ao poder, antigamente apenas os nobres e membros da Igreja tinham condições e permissão para vestir roxo. Algumas leis, inclusive, proibiam que cidadãos comuns a usassem.  Denota profundidade, relacionar-se a doença ou morte, egoísmo e mistério. Também pode ser associada com a teologia e feminismo.




Exercício 02

Pensando no significado e uso intencional das cores analise alguns dos principais personagens do filme Divertida mente, da Disney Pixar: Raiva (vermelho), Tristeza (azul), Alegria (amarelo), Nojinho (verde) e Medo (roxo).  Você  consegue perceber o motivo da escolha de cada cor para representar cada personagem? Você os representaria com as mesmas cores?  Alguns personagem como a Alegria e a Nojinho apresentam mais de uma cor na sua composição, você consegue explicar o motivo dessa combinação de cores? 




Exercício 03

Crie uma capa teste para sua história, mas não adicione o título. Peça a pelo menos 3 pessoas para dizer sobre o quê e qual gênero literário elas imaginam que aquela capa pertença. Feito isso, analise se as repostas que você obteve são  equivalente com o que você deseja transmitir com a sua história, o gênero que ela se encaixa e o público alvo. 


Esperamos que essa postagem seja útil para você e que te inspire na hora de criar a capa do seu livro! 


Referências:

HELLER, Eva. A psicologia das cores: como as cores afetam a emoção e a razão. Editorial Gustavo Gili, 2013.

GUERRA, Fabiana; TERCE, Mirela. Design digital: conceitos e aplicações para websites, animações, vídeos e webgames. Editora Senac São Paulo, 2019.



 

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

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Imagem por Tablethelpline sob licença Creative Commons

Publicar um livro pode envolver muita burocracia e principalmente gerar dúvidas na hora de receber os seus direitos autorais ou royalties por cada exemplar vendido. Quando se trata da Amazon a informação pode ser meio confusa em relação ao recebimento dos royalties, se você não sabe o que são é só clicar aqui que a gente te explica.

 

Agora que você já sabe o que são os Royaltiess e quais são os bancos que recebem os pagamentos da Amazon (listados no link que deixamos mais acima). É hora de saber a razão pela qual você ainda não recebeu o tão esperado dinheirinho na sua conta!

 

Transferência bancária (Amazon Brasil).

Se o seu banco está presente naquela lista e você publicou na Amazon Brasil, você deveria receber o valor na sua conta. Porém, se você não cadastrou o seu código Swift/BIC, esse dinheiro nunca vai ser depositado.

 

Esse código é muito importante porque é justamente ele que permite a realização de transferências internacionais, por mais que a Amazon tenha se tornado muito comum no Brasil, ela continua sendo uma empresa estrangeira e por isso é muito importante não esquecer de colocar esse código.

 

Como eu posso conseguir ele?

 1ª Opção:  O ideal é ligar ou entrar em contato com o seu banco. Cada sede de banco possui um código específico, por isso não saia pegando qualquer código Swift/BIC que encontrar por aí. Lembre-se que se trata do seu dinheiro e do seu banco, por isso é importante ter todas as informações corretas.

 

2ª Opção: procurar o código na página do seu banco. Alguns bancos disponibilizam uma área ou um buscador do código Swift/BIC, nesse caso é importante ter o número da agência do seu banco para checar se as informações estão corretas.

 

Não se assuste se você receber R$0,1 da Amazon, ao ativar tudo direitinho a Amazon Brasil realiza transferências relacionadas com qualquer tipo de valor, ou seja, não existe um valor mínimo. Isso é porque eles realizam a transferência por TEF (transferência eletrônica de fundos).

 

 

Transferência bancária (Amazon - Internacional).

Seu banco está na lista, você colocou o código Swift/BIC, todos os dados estão corretos, mas você ainda não recebeu aqueles dólares ou euros de vendas internacionais. O que está errado?

 

Diferente dos bancos brasileiros, os outros bancos não realizam TEF, mas sim transferências bancárias diretamente de um país para o outro, o que inclui diferentes tipos de taxa e é por esse motivo que qualquer pagamento em moeda estrangeira, como o dólar ou euro, precisam chegar até um valor mínimo.

 

Na imagem abaixo você poderá ver que todas as lojas com o sinal de exclamação são as lojas que vão precisar de uma quantia mínima para realizar a transferência para você.

 


Cada loja vai trabalhar com um valor diferente como você pode observar nas especificações abaixo:

 


Então se você ainda não chegou nesse valor mínimo, a transferência não será realizada.

 

 

Pagamento por cheque.

 Se você não tem conta bancária, a Amazon dá a opção de pagamentos por cheque também. Porém, não espere que chegue na sua casa cheques de R$2 ou R$50. O cheque funciona da mesma maneira que o recebimento das moedas estrangeiras, ou seja, você deve alcançar um valor mínimo para receber. Abaixo deixo a tabela que você pode encontrar no próprio site da Amazon.

 


E se eu não chego em um valor mínimo por mês?

 

Bom, a própria Amazon responde:

“Caso seus ganhos de royalties estejam abaixo do valor mínimo para pagamento via cheque ou transferência bancária, continuaremos contabilizando-os até que o total atinja o valor mínimo. O pagamento ocorrerá 60 dias após o fim do mês no qual seus royalties o atingirem”.

 

Agora, no caso de você ter seguido todos os passos:

- Registou um banco que é aceito pela Amazon com os dados corretos.

- Tem código Swift/BIC.

- Chegou no valor específico para receber tanto por transferência ou por cheque.

- Esperou 60 dias após o fim do mês no qual os royalties chegaram no valor para transferência/cheque/TEF

E ainda não recebeu nada, o ideal é que você entre em contato com a equipe de suporte da Amazon porque só eles poderão te ajudar: https://kdp.amazon.com/pt_BR/contact-us

 

Agora conta para a gente qual método de recebimento você escolheu!

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

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Foto por Mathilde Langevin, via Unsplash.


Olá, escritores! 

Uma pergunta recorrente que sempre recebemos é: "Como posso entrar em contato com editoras?". Apesar de haver várias formas de se publicar um livro, resolvemos escrever este texto dando algumas dicas de como começar este contato. Esperamos que ajudem.


Antes de tudo

A principal dica vem antes do início da busca. Vocês devem ter em mente qual é o seu perfil como escritor, qual é o tipo de obra que vocês querem apresentar e quem é o seu público-alvo. Só assim vocês podem começar a procurar uma casa editorial que tenha relação com o seu livro. 

Bora publicar os textos engavetados? 
(Foto por Julia Joppien, via Unsplash.)


1. Participação em antologias

Enquanto vocês estiverem trabalhando nos seus livros solos, é importante participar de antologias. O motivo? Esta é uma forma fácil de conhecer editoras diferentes e seus processos de publicação. Além disso, é uma forma fácil e não-invasiva de conseguir os contatos de quem escolhe o que será publicado ou não em uma determinada casa editorial.


2. Editoras com recebimento permanente

Quando vocês estiverem com os seus manuscritos prontos, podem verificar se as editoras em que vocês gostariam de publicar têm calendário permanente de recebimento de originais. Essa informação é disponibilizada no site da casa editorial — e, normalmente, está localizada em um lugar meio escondido, então revirem o site do avesso (incluindo o rodapé!). 

Geralmente, quando há um e-mail ou um formulário para envio do manuscrito, há instruções de tipo de arquivo e formatação. Sigam tudo ao pé da letra. Se o editor perceber que vocês mandaram o manuscrito de qualquer jeito, ele nem vai se dar o trabalho de lê-lo.

3. Editoras com recebimento sazonal

Algumas editoras recebem originais de tempos em tempos. Algumas delas, uma vez por semestre; outras, uma vez por ano. Há ainda as que fazem rodízio por região (recebem sempre, mas a cada época de autores radicados em lugares diferentes). Assim como acontecem com as editoras de recebimento permanente, muitas das que recebem sazonalmente têm a informação um pouco escondida nos seus sites, então, procurem bem! 

Essas editoras também dão orientação sobre como deve ser enviado o arquivo, e vocês também devem seguir tudo exatamente como pedem. 

4. Concursos e prêmios literários 

Grandes concursos e prêmios literários, muitas vezes, estão vinculados à publicação com uma editora. Isso acontece com o Prêmio Kindle, com o Prêmio Sesc de Literatura e o Prêmio Barco à Vapor, por exemplo. Algumas dicas que deixamos são:
  • vocês montarem um calendário com os prêmios que vocês querem participar (normalmente esses prêmios acontecem anualmente, na mesma época);
  • ver o perfil dos últimos vencedores nas redes sociais, porque eles costumam deixar dicas para quem quer tentar também;
  • contratar leituras críticas, preparação e revisão de texto. Lembrem-se de que isso deve ser feito com antecedência. Quanto mais redondinho os seus textos estiverem, mais chances têm de vencer. 

5. Participação em eventos

Quando a pandemia acabar e a gente puder se aglomerar de novo, uma forma bacana é participar de eventos literários e conversar diretamente com quem trabalha nas editoras. Tanto em festas e feiras literárias, quanto em lançamentos, quase sempre há algum editor por perto. 

Se forem fazer isso, lembrem-se de controlar a ansiedade. Cheguem com calma, se apresentem, demonstrem interesse em saber do processo da editora. Sejam simpáticos! (Nós sabemos, isso parece óbvio, mas nós também temos a experiência de lidar com escritores que nem dizem quem são e já querem todas as informações.)

6. Formando redes

Fazer cursos de escrita, conversar com outros escritores, fazer parte aqui do Projeto Escrita Criativa. Tudo isso abre portas para conhecer gente, que conhece gente, que conhece gente. Entendem onde queremos chegar? Sejam sempre legais e generosos dentro desse nicho, porque o mercado editorial é um ovo e todo mundo está conectado. E justamente por esse mundo ser conectado, é possível descobrir qual editora é amor e qual é cilada.


Para conhecer as experiências de vários autores, aperte o play.

7. Agencias literárias

Algo comum no mercado literário internacional está nascendo e ganhando força no Brasil, as agências literárias. Dependendo do perfil do livro a ser publicado e dos seus orçamentos como escritores, vale a pena contratar uma agência/um agente, para fazer a ponte entre vocês e as editoras que vocês sonham.

E vocês?

E vocês que já publicaram ou tentaram entrar em contato com editoras? Vocês têm alguma dica para nos dar? Deixem aqui nos comentários deste post. 

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

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 Olá escritores!


Hoje vamos indicar 5 livro que vão ajudar vocês na hora de desenvolver sua história e criar bons personagens.  Para quem está chegando e ainda não conhece ou acabou deixando passar despercebido nossa Biblioteca Criativajá indicamos aqui no blog 5 livros sobre criatividade que são perfeitos para aprender mais sobre o assunto e ajudar a lidar com o terrível bloqueio criativo. Então não deixem de conferir também! 

Bom voltando ao assunto, há quem acredite que não existe fórmula mágica se criar uma boa história, outros já discordam dizendo que existem sim alguns passos e truques que seguidos de maneira correta trazem bons resultados. Será que existe um lado correto? Leia as nossas sugestões e tire as suas próprias conclusões. 😉



O Herói de Mil Faces


Escrito por: Joseph Campbell 
Editora: Pensamento
Páginas: 416
Sinopse: Apolo, Thor, Buda e outros numerosos protagonistas das religiões, das mitologias, dos contos de fada e do folclore universal representam simultaneamente as várias fases de uma mesma história. O relacionamento entre seus símbolos atemporais e os detectados nos sonhos pela moderna psicologia profunda é o ponto de partida da interpretação oferecida por Joseph Campbell, reconhecidamente um dos maiores estudiosos e mais profundos intérpretes da mitologia universal, nesse clássico obrigatório para compreender esse monomito que é a jornada do herói.


 The Heroine’s Journey: Woman’s Quest for Wholeness

Escrito por: Maureen Murdock 
Editora: Shambhala Publications
Páginas: 213
Sinopse: Este livro descreve a busca da mulher contemporânea por totalidade em uma sociedade na qual ela foi definida de acordo com os valores masculinos. Baseando-se em mitos culturais e contos de fadas, antigos símbolos, deusas e nos sonhos das mulheres contemporâneas, Murdock ilustra a necessidade - e a realidade de - valores femininos na cultura ocidental hoje. (Tradução livre)
Curiosidade: Em 1990, Maureen Murdock publicou “The Heroine’s Journey: Woman’s Quest for Wholeness”, como uma resposta ao modelo de Joseph Campbell. Para ela o modelo criado por Campbell falhou em abordar a jornada específica das mulheres contemporâneas. Então em seu livro ela apresenta como seria ao seu ver a jornada das heroínas. 




O despertar do herói


Escrito por:  Carol S. Pearson
Editora: Pensamento
Páginas: 360
Sinopse: Neste livro corajoso e original, Carol S. Pearson mostra que a busca heróica não é apenas para certas pessoas em circunstâncias especiais. Quando exploramos os inúmeros caminhos heróicos que nos estão disponíveis a cada ponto da nossa vida, o programa inovador da autora nos permite viver heroicamente ativando e aplicando os doze arquétipos em nossas vidas, nos processos de desenvolvimento interior, de transformação do mundo e na procura de integração. Os doze arquétipos, aqui desenvolvidos, são guias interiores que podem nos ajudar a: preparar para a jornada, aprendendo como ser membros bem-sucedidos da sociedade; iniciar a busca de integração, através da descoberta dos mistérios da alma humana; e transformar nossa vida como resultado de reafirmarmos nossa condição e poder pessoal singulares. Escrevendo para pessoas que buscam realizar seu pleno potencial e para profissionais envolvidos na tarefa de fortalecerem espiritualmente seus clientes, Pearson mostra como as jornadas diferem em termos de idade, sexo e de formação cultural das pessoas que a fazem, e como os arquétipos ajudam a despertar as capacidades da psique humana. Um teste exclusivo de diagnóstico, o Indice de Mitos Heróicos, e exercícios foram incluídos ao longo do livro no sentido de nos ajudar a compreender e a despertar nossos guias interiores.

Neste livro Carol S. Pearson subdivide ainda mais a ideia do Herói em arquétipos (Inocente, Órfão, Mártir, Caminhante, Guerreiro, Protetor, O que Busca, Amante, Destruidor, Criador, Governante, Mágico, Sábio, Bobo), e dá gráficos do progresso emocional de cada um deles. Se tornando assim um bom guia para um entendimento psicológico mais profundo do herói, em suas múltiplas facetas. 




 Arquétipos e o inconsciente coletivo Vol. 9/1: Volume 9


Escrito por: C.G. Jung
Editora: Vozes
Páginas: 456
Sinopse: Uma das teorias mais conhecidas de C.G.Jung é a ideia dos arquétipos e de seu correlato, o conceito de inconsciente coletivo. Para Jung, o inconsciente coletivo é um segundo sistema psíquico da pessoa. Diferentemente da natureza pessoal de nossa consciência, ele tem um caráter coletivo e não pessoal. Jung o chama também de 'substrato psíquico comum de natureza suprapessoal', que não é adquirido, mas herdado. Consiste de forma pre-existentes, arquétipos, que só se tornam conscientes secundariamente. Este volume contém trabalhos dos anos 1933-1955. Os três primeiros capítulos são fundamentações teóricas. Seguem capítulos descrevendo arquétipos específicos, um estudo sobre a relação dos arquétipos com o processo de individuação, bem como trabalhos com material tirado da prática psicoterapêutica do autor.



A Jornada do Escritor: Estrutura Mítica para Escritores


Escrito por: Christopher Vogler
Editora: Aleph
Páginas: 488
Sinopse: Em 1949, no clássico O herói de mil faces, o estudioso Joseph Campbell conceituou a chamada Jornada do Herói: uma estrutura presente nos mitos e replicada em todas as boas histórias já contadas e recontadas pela humanidade. Em A Jornada do Escritor, Christopher Vogler faz uma detalhada e esclarecedora análise desse conceito, tomando como base diversos filmes importantes. Resultado de anos de estudo sobre mitos e arquétipos, somados à experiência de Vogler na indústria cinematográfica norte-americana, esta edição, revisada pelo autor, é uma obra de referência fundamental não apenas para quem deseja escrever boas histórias – bebendo da fonte dos mais belos e fascinantes mitos já criados pela mente humana –, como para quem quer entendê-las melhor, relacionando-as à própria vida.


Você conhece mais algum livro sobre o assunto que merecia fazer parte desta lista? Deixe a sua sugestão nos nossos comentários!




quarta-feira, 28 de julho de 2021

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Imagem sob licença Creative Commons por Wokandapix

Publicar um livro pode despertar um sentimento de muita alegria e orgulho, mas também pode gerar um pouco de desespero em relação aos próximos passos para que o seu livro seja lido.

Se você ainda não possui uma base de leitores formada ou se é o seu primeiro livro, essa etapa de venda pode ser bem frustrante, por isso é importante preparar-se e ter em mente diferentes estratégias para evitar dores de cabeça. Nesse post já falamos sobre 6 maneiras de divulgar a sua obra, aqui trazemos uma pequena atualização e outras formas de fazer com que o seu livro chegue para mais leitores!


 1 - Redes sociais.

Todo escritor deve ter pelo menos uma rede social e não é somente para vender um livro, mas sim para interagir e criar uma base de leitores. Um espaço que pode ser usado para compartilhar processo de escrita, gerar curiosidade sobre o lançamento do próximo livro e também para fazer propaganda de livros já publicados, mas muito cuidado para não gerar um conteúdo de spam! Não canse os seus leitores com a mesma imagem de sempre ou com posts que gritam “COMPRE O MEU LIVRO AGORA”, porque isso costuma gerar um certo incômodo nos seguidores, além de gerar 0 empatia.


Procure maneiras criativas de despertar o interesse do seu leitor! Lembre-se sempre de estabelecer uma relação com ele, faça posts de curiosidades, fotos estilosas do seu livro por aí ou indique livros de mesma temática e acrescente um “você também pode gostar do meu livro”.


Se você tiver facilidade em edição de vídeo, procure fazer Reels ou Tiktoks que são ferramentas de vídeo que costumam alcançar um público maior de seguidores e não seguidores. Participe das trends de artistas e faça com que o público conheça mais sobre você e sobre a sua obra!


Esse vídeo pode ajudar você a pensar sobre criar redes sociais para você como escritor ou para os seus livros.



 

2 - Posts pagos em Facebook/Instagram.

Não é segredo para ninguém que os nossos posts chegam para um número reduzido de pessoas e que lutamos todos os dias para que o algoritmo funcione ao nosso favor, não importa se você está querendo vender o seu livro, produto ou trabalha como criador de conteúdo.


Uma das maneiras de fazer com que um post sobre o seu livro chegue até outras pessoas (incluindo pessoas que não te seguem, mas que possuem interesse em livros com o mesmo gênero que o seu) é pagar um determinado valor utilizando o Facebook Ads Manager. Ali você pode configurar tudo, tanto posts para o facebook quanto para o instagram.


É muito importante saber bem quem é o seu público antes de criar uma promoção paga. Já que você pode selecionar o Brasil inteiro, mas nem todos os brasileiros podem ter acesso fácil ao seu livro ou se interessarem pela temática. Tenha em mente os gostos dos seus leitores, escolha regiões específicas (se você publicou independente com uma plataforma que só entrega em um estado, não escolha um estado aleatório onde essa plataforma não entrega), escolha bem a quantidade de dinheiro a ser investida e a quantidade de dias que você quer que essa publicação apareça para as pessoas.


3 - Newsletter.

Se você tiver já tiver uma newsletter ou se você já tem uma base de leitores. É interessante fazer um conteúdo exclusivo enviado por e-mail, comentando sobre o seu livro, compartilhando como foi o processo de escrita, curiosidades ou qualquer outro tipo de informação que pode ser interessante para eles.

 

4 - Cadastre o seu livro em plataformas de avaliação.

Todo leitor viciado em livros costuma compartilhar suas opiniões em diferentes sites como o Skoob e o GoodReads. Por isso é legal cadastrar o seu livro nessas páginas, porque assim os seus leitores podem recomendar e compartilhar a sua obra, fazendo com que essa opinião chegue até outros leitores que utilizam essas plataformas. Além de que o seu livro também pode aparecer quando esses leitores estiverem procurando por livros para ler.


É legal também cadastrar uma página de escritor nessas plataformas, assim se uma pessoa gostou de um livro seu, ela pode entrar na sua página e procurar por outras obras suas.

 

5 - Participe de eventos literários.

Levar o seu livro, fazer marcadores e conversar com leitores em eventos literários é uma boa forma de captar a atenção de novos leitores, principalmente quando você está ali cara a cara com eles. Por conta da situação que estamos vivendo, é mais complicado, porém você pode participar de lives, atividades, sprints de escrita e através dessa interação, com certeza aparecerão pessoas interessadas em conhecer as obras dos diferentes participantes e ali você pode compartilhar mais sobre a sua obra. Lembrando de não fazer spam ou sair falando do seu livro loucamente interrompendo a dinâmica do evento virtual, isso pode gerar um incômodo e fazer com que as pessoas percam o interesse no seu livro, se divirta na live/evento e comente sobre o seu livro na hora certa, quando derem o espaço para isso.

 

Esse vídeo pode ajudar você!


 

E você? Como costuma divulgar a sua obra?



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