quarta-feira, 14 de julho de 2021

Margaret Atwood: A Word After a Word After a Word is Power


 

Eu nunca pensei que seria uma escritora famosa. Eu só queria ser uma boa. 



Provavelmente você já ouviu falar de “The Handmaid’s Tale” ou, em português, “O Conto da Aia”,  e Alias Grace (Vulgo Grace), uma vez que ambos os títulos ganharam adaptações para a TV. Tendo isso em mente  você deve reconhecer o nome Margaret Atwood, não é mesmo? Este é um nome conhecido no mundo todo. No entanto, poucos realmente conhecem quem é a mulher por trás dessas e outras histórias.


No documentário Margaret Atwood: A Word After a Word After a Word is Power, a autora e poetisa canadense Margaret Atwood discute sua vida e obra, nos possibilitando conhecer mais sobre sua história, seu processo criativo, e a marca que ela vem deixando no mundo.


 7 coisas que aprendemos em Margaret Atwood: A Word After a Word After a Word is Power


1. O artista nunca desvia os olhos. Isso significa que você olha para tudo. O mais horrível e o mais bonito, e nunca desvia o olhar.


Margaret possuí um olhar atento ao mundo ao seu redor e isso se reflete muito no seu estilo de vida e nas histórias que ela escreve. Um exemplo disso é que enquanto ela escrevia O conto da aia, ela estabeleceu uma regra: todos os fatos do livro precisavam ser baseados em algum antecedente histórico real. Com isso, ela foi capaz de combinar eventos históricos únicos de maneira tão crível, que até assusta por apresentar elementos são similares com nossa realidade atual. 


2. Todo país tem sua própria percepção, sua mitologia geográfica, um lugar que representa o inconsciente, ou um lugar misterioso, ou de aventuras, ou o lugar onde vai encontrar o seu "eu" mais profundo, e para os canadenses, é o norte.


É importante entendermos o que acontece em nosso próprio país, a riqueza do nosso folclore, a pluralidade do povo, nossa flora, fauna e todos aqueles detalhes que fazem o lugar em que vivemos tão único!


3.  É difícil para uma escritora escrever um personagem homem que os homens aprovem. Mesmo se pegar as coisas ruins que os homens dizem sobre si mesmos e coloca-las no personagem masculino no livro de uma mulher  os homens  pensar que estão sendo atacados, mesmo  que você tenha tirado diretamente  da fonte.


Criar bons personagens não é uma tarefa tão simples como muitos acham, ainda mais quando escrevemos uma realidade diferente da nossa ou que não seja nosso lugar de fala. Se acrescentarmos a isso o machismo tão enraizado em nossa cultura, isso só torna uma tarefa ainda mais árdua para as escritoras. E por isso que é tão importante  que nós mulheres não desistamos da escrita.  


4. Eu começo com a escrita à mão porque isso me permite um fluxo maior do cérebro, para a mão na página. Quanto tenho 50 ou 60 páginas posso começar a pensar na estrutura. Prefiro descer a montanha, ir o mais veloz possível, em seguida tento voltar, e preencher e revisar. Quando você revisa vê coisas que talvez não tenha visto pela primeira vez quando escrevia. 


Por mais que existam várias ferramentas tecnológicas que facilitam nossa rotina de escrita, nada melhor para estimular a criatividade do que papel e caneta. 


5. Tudo exige um tipo particular de egoísmo. Você está perguntando se o tipo de egoísmo que a escrita exige é diferente do tipo de todo mundo. Para escrever você precisa entrar em uma sala, fechar a porta e pedir que todos saiam porque precisa escrever.


Escrever assim como qualquer outro atividade necessidade de dedicação, e para se ter eficiência é preciso abrir mãos de algumas coisas, e ser um pouco egoísta em relação as suas prioridades. 


6. Essa é uma área muito misteriosa. Eu não acho que alguém realmente saiba isso e não quero descobrir. Há muitas coisas que eu prefiro não saber sobre escrever porque acho que se você fica curiosa demais começa  dissecar o modo como trabalha e por que o faz e provavelmente pararia. Essa é uma das minhas superstições.


Uma das coisas mais fascinantes na escrita é que por mais que a gente busque por respostas, truques e afins não existe uma formula mágica, sempre há algo novo para explorar e descobrir, porém, devemos tem em mente que há alguns limites que não devem ser ultrapassados.


7. Eu comecei a escrever cedo. Eu escrevi quadrinhos e escrevi pequenas histórias. E escrevi meu primeiro romance aos sete anos. Era sobre uma formiga. Não foi um grande sucesso, mas era ilustrado.
 

Atwood escreve sempre que tem oportunidade e não se prende a um gênero especifico. Possuí um senso de humor sagaz e tem uma capacidade de inspirar as pessoas ao seu redor. Esperamos que essa postagens te inspire a conhecer um pouco mais sobre não apenas o trabalho de Margaret Atwood, mas de outros autores que fizeram e fazem história! 


Margaret Atwood: A Word After a Word After a Word is Power está disponível através dos serviços de streaming Hulu e Paramount+. 

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